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Palestrantes

Palestrantes Especiais Convidados

Keynote Speakers

PETERSO RISSATTI

Petê Rissatti nasceu em 1979, em São Paulo, Brasil. É tradutor editorial, bacharel em Letras com Habilitação em Tradução Inglês-Português (UNIBERO) e especialista em Tradução Alemão-Português (USP). Traduziu diversos títulos de ficção e não ficção, entre os quais obras de Stefan Zweig, Hans Fallada, Judith Schalansky, Timur Vermes, Michael Kumpfmüller, George R. R. Martin, John Scalzi, Veronica Roth, Brandon Sanderson e Peter V. Brett para diversas editoras brasileiras. É editor-chefe da Metáfrase, a revista da ABRATES. Ministra palestras em eventos e congressos profissionais no Brasil e no exterior, além de  cursos e oficinas de tradução literária e escrita. É autor do romance distópico Réquiem: sonhos proibidos (Terracota), traduzido ao alemão (Requiem: Verbotene Träume) por Vladimir Golombek e lançado na plataforma de autopublicação da Amazon.

RANE SOUZA

Presença, representatividade e inclusão de afro-brasileiros nos mercados de tradução e intepretação: reflexões e desafios
Parte do legado colonial faz com que a sociedade brasileira, ainda hoje, em 2018, seja estratificada e assimétrica. Uma das evidências disso é a permanência do racismo institucional que mantém a população negra, que representa 54% dos habitantes do país, em uma situação de vulnerabilidade e marginalização social. Apesar de a população negra ser a maior em termos absolutos no Brasil, observa-se que, nos mercados de tradução e interpretação, em que se espera dos profissionais conhecimentos profundos de culturas e línguas estrangeiras bem como acesso e domínio de novas tecnologias, há pouquíssimos afrodescendentes atuando. Portanto, o objetivo dessa palestra é refletir sobre a presença de afro-brasileiros nos mercados de tradução e interpretação de modo a pensar estratégias que possam fazer com que haja maior inclusão de afro-brasileiros e, consequentemente, maior representatividade dessa parcela da população no nosso setor de atuação.

Marketing Pessoal para Tradutores e Intérpretes.

Mesmo sendo um profissional de qualidade, atualizado, que preza por conhecimento, e busca de forma constante por mais e mais informação você pode se tornar apenas mais um Tradutor e Intérprete.

Não só na área de Tradução e Interpretação, muitas das vezes, profissionais estagnam em suas profissões, perdem oportunidades de trabalho, ou não conseguem desenvolvimento de carreira. Tudo por não saber fazer seu marketing pessoal.

Existem técnicas infalíveis de como fazer o seu marketing pessoal, não só online, mas também off-line. Técnicas sem investimento financeiro, mas com investimento em ações que colocam o Tradutor e Intérprete em outro patamar profissional e consequentemente abrem mais oportunidades de trabalho.

A Palestra Marketing Pessoal para Tradutores e Intérpretes é uma oportunidade de clareza sobre como abrir portas de trabalho como profissional de Tradução e Interpretação, independentemente de ser iniciante ou veterano na área.

Tudo depende da ótica que você constrói sobre o profissional que você é: A palestra lhe munirá de passos eficientes de como passar de mais um Tradutor e Intérprete para  O TRADUTOR E INTÉRPRETE, transformando- o em  referência no campo de trabalho.

  • ADRIANO ABNER DE OLIVEIRA

O Método Starbucks aplicado ao Mundo da Tradução

Qual foi a grande sacada da Starbucks? A rede internacional de cafeterias se deu conta de que uma excelente experiência era o que ditava as regras do nosso novo mundo. E é isso que todos que contratam um serviço ou compram um produto esperam hoje em dia, seja sua mãe que vai todos os dias na mesma padaria comprar pão ou a diretora de comunicação de uma multinacional que sempre contrata a mesma freelancer.

Nós tradutores também precisamos nos dar conta que precisamos entregar muito mais que uma boa tradução. Não importa se você lida com clientes finais ou com agências, no fim das contas uma pessoa é quem vai te contratar e ela espera uma excelente experiência como resultado.

 

A Starbucks criou uma fórmula mágica que combina atendimento excelente e personalizado com um produto padronizado e de alta qualidade. E é realmente uma fórmula, ou seja, pode ser usada em qualquer área, inclusive na tradução. Isso posto, nessa palestra pretendo falar sobre como aprimorar a experiência do cliente que contrata seus serviços de tradução para não só fidelizá-lo, como também fazer com que ele se torne um promotor do seu trabalho.

  • ALINE TOMASUOLO SOUZA

Audiodescrição: traduzindo imagens em palavras

Muitos tradutores e intérpretes estão começando a trabalhar coma audiodescrição (AD), uma nova ferramenta de acessibilidade. Se você tem interesse na área, o primeiro passo é entender o que é a AD. É contar em palavras as imagens relevantes ao entendimento de um objeto visual. A audiodescrição, entendida por muitos pesquisadores como uma modalidade de tradução intersemiótica, ajuda as pessoas com deficiência visual a usufruir mais plenamente do conteúdo apresentado na TV, cinema, teatro, museus, espetáculos esportivos e até nos materiais didáticos. Existem basicamente três tipos de atuação na AD: roteirista, consultor e locutor. O roteirista faz o texto que o locutor irá ler ou gravar, e o consultor (uma pessoa com deficiência visual e treinamento em AD), ajuda a tornar o texto mais claro, conciso e relevante. O audiodescritor, seja qual for o papel que vá desempenhar, precisa estudar muito, se aperfeiçoar constantemente. A AD é uma ferramenta de acessibilidade que vem sendo cada vez mais requisitada. Já pensou em atuar nessa área? Convido você a saber mais sobre o assunto nesta comunicação.

  • ANA JULIA PERROTTI GARCIA

More than Words

 \"More than words

Is all you have to do to make it real\"

 

O intérprete precisa transmitir mais do que apenas palavras. Em algumas situações, existe a necessidade de se transmitir energia, emoção e muito mais. Muitas vezes, estabelecemos o contexto, que vai além do conteúdo. O contexto, atualmente, é muito valorizado nos novos treinamentos que vêm surgindo na área de desenvolvimento pessoal.

  • BRUNO MURTINHO DE MORAES
  • Maria Paula Carvalho
  • Isabel Zapata

TRADUҪÃO DE DOCUMENTOS SOCIETÁRIOS

A tradução de textos e documentos societários ocupa uma parcela importante do trabalho do tradutor jurídico e, por isso, a palestra propõe apresentar as dificuldades que podem ser achadas no momento da tradução desses documentos, abrindo um espaço de diálogo entre tradutores especializados nessa área, que forneça as ferramentas para a abordagem do trabalho. Ainda que ambos os países, Brasil e Argentina, possuam estruturas similares no que tange ao direito empresário, a palestra pretende demonstrar como uma tradução baseada somente nos conhecimentos linguísticos pode levar a inexatidões ou dúvidas para o destinatário da tradução que, na maioria das vezes, será um membro do judiciário ou um advogado. Serão analisados exemplos que demonstrarão e ilustrarão de forma prática a importância de saber achar qual é o melhor instituto jurídico equivalente no país ao que se destina a tradução jurídica, bem como os falsos amigos que no português e no espanhol existem nesta área do direito. Também serão tratadas as alterações introduzidas no direito empresário pelo novo Código Civil e Comercial da Argentina, que sejam de utilidade para o trabalho do tradutor jurídico. 

 

  • CARINA ADRIANA BARRES

Localizando jogos para dublagem: quando a liberdade é o maior desafio

Carlos Abelheira localizou o jogo South Park: A Fenda Que Abunda a Força para português. Como o tradutor deve se adaptar à linguagem libertária do jogo? Como se dá a preparação? Quais desafios são impostos ao profissional com relação à dublagem? Nesta palestra, iremos abordar as técnicas de tradução para a dublagem e de localização de uma linguagem tão libertária como a de vários jogos, compartilhar a alegria de um fã que realizou um sonho e demonstrar como me tornei localizador de jogos.

  • CARLOS ALBERTO ABELHEIRA DA SILVA

O tradutor nômade - dicas e ferramentas úteis para quem deseja trabalhar enquanto viaja

Como nômade digital, o tradutor pode e deve aproveitar a oportunidade de poder trabalhar em qualquer lugar a qualquer momento. O intuito desta palestra é compartilhar a minha experiência como tradutora que une duas paixões: a profissão e a vontade de viajar. Pretendo oferecer dicas de planejamento e ferramentas que nos auxiliam nesse processo, como os apps WiFox (para senhas de wifi em aeroportos) e WHA (para encontrar lugares tranquilos para trabalhar). Sobretudo, pretendo compartilhar a minha experiência em três momentos cruciais do meu trabalho remoto: um ano semissabático (acompanhado de uma viagem de carro pelos EUA de quase um mês), uma viagem ao Japão e uma viagem a Cuba. A ideia é comentar o que deu certo, quais foram os desafios e o que eu poderia ter feito diferente. 

  • CARMEN REIS

Interpretação remota, a cabine do futuro

O medo da revolução das máquinas e da substituição do tradutor profissional já é fato bem conhecido no setor tradutório. Com as inovações em reconhecimento de fala e os fones inteligentes que traduzem em tempo real, esse mesmo receio vem sorrateiramente ganhando espaço entre os intérpretes de conferência. O número crescente de plataformas para interpretação remota suscita uma pergunta: há motivos para entrar em pânico?

A possibilidade de interpretar um evento de dentro do seu escritório em casa já é uma realidade para muitos intérpretes fora do Brasil, e o mercado nacional está começando a abrir as portas para essa prática de trabalho e também de estudo.

 

Esta sessão traçará um panorama sobre a interpretação remota como uma das modalidades de atuação do intérprete profissional. E, como na prática, a teoria é sempre outra, a palestrante será interpretada simultânea e remotamente por alunos do curso de formação de intérpretes da Interpret2B.

  • CAROLINA CARDOSO WALLITER

Nem só de tradução vive o tradutor: acabando com o endeusamento do trabalho em excesso

O que mais vemos nas redes sociais é o endeusamento do trabalho em excesso. Os profissionais se gabam de trabalhar a noite toda e o fim de semana todo, de não ter férias há anos, de não dormir para ficar traduzindo. Isso não é bonito, não é motivo de orgulho e não é saudável. Você pode até aguentar no curto prazo ou vez ou outra, mas, no longo prazo, pode ter consequências irreversíveis.

Chegou a hora de virar o jogo! Devemos começar a praticar e divulgar hábitos saudáveis e um estilo de vida equilibrado. Afinal de contas, um dos motivos de muitos de nós termos escolhido ser freelancers é a liberdade. No entanto, infelizmente, muitos de nós acabamos usando essa liberdade para trabalhar ainda mais.

 

Nesta palestra, veremos como é possível seguir um horário de trabalho de acordo com seu estilo de vida, deixando tempo também para dormir, relaxar, exercitar-se, divertir-se, enfim, para viver a vida que há fora do escritório. O objetivo não é trabalhar mais tempo, mas ser mais produtivo em menos tempo, não afetando suas finanças e conquistando uma vida saudável.

  • CAROLINE ALBERONI

Quando a tradução de culinária vira uma salada russa

Com o avanço de tecnologia tanto em comunicação quanto na disponibilidade de alimentos regionais, os \'gourmands\' veteranos e entusiastas contam com a culinária internacional na ponta dos dedos e na cesta dos mercados. Esta apresentação trata de casos da vida real na tradução de receitas, ingredientes e cardápios. Enfocaremos nas variações de dialetos nos países lusófonos. Os participantes poderão montar um glossário com terminologia mais desafiadora.

  • CLARISSA SUREK-CLARK

Traduzindo o arco-íris

A tradução de livros LGBT é um nicho que cresce a cada dia. Como traduzir sem usar termos pejorativos? O desafio de pesquisar palavras e consultar membros da comunidade. Gírias. Leitor sensível: censura ou sensibilidade?

  • CLÁUDIA MELLO BELHASSOF
  • Regiane Winarski

\"O Método Harvard de Negociação para Tradutores e Intérpretes”

Através da palestra “O Método Harvard de Negociação para Tradutores e Intérpretes”, Claudio Pereira conduz os participantes a refletir sobre os tipos de negociação, ao compartilhar o conhecimento adquirido em 20 anos de experiência profissional como negociador de renomadas empresas de grande porte do mercado nacional e internacional. Ao apresentar o Método Harvard, Claudio aborda técnicas inovadoras,  vantagens, conceitos, pesquisas, histórias inspiradoras e ferramentas que podem solucionar alguns problemas comuns encontrados por tradutores e intérpretes em suas negociações com clientes e fornecedores.

 

Os exemplos práticos e cases de sucesso, embasados por pensamentos de grandes personalidades da área,  comprovam que investir em conhecimento traz sempre grandes resultados.

 

Objetivo: Levar o público a compreender a importância das técnicas de negociação em suas carreiras, e motivar a prática dos conceitos apresentados.

Público Alvo: Tradutores, Intérpretes, estudantes e Profissionais que tenham demandas de negociação em suas funções.

 

 Esta palestra foi apresentada com sucesso para o público de tradutores e intérpretes duas vezes durante os encontros “Barcamp”do Rio de Janeiro em 2017.

  • CLAUDIO ROBERTO GOMES PEREIRA

Esta sessão demonstrará como criar uma base de termos centralizada e padronizada com terminologia que já está disponível gratuitamente em linha de fontes "oficiais" governamentais e privadas. Esta sessão atrairá tradutores e intérpretes que estiverem interessados ​​em melhorar seus conhecimentos sobre ferramentas de gerenciamento de terminologia e simplificar os processos de gerenciamento de terminologia. Traga suas questões e desafios terminológicos e venha preparado para explorar como tradutores podem expandir termbases e memórias de tradução.

  • CRIS SILVA

Produtividade: dicas para tratamento de arquivos do MSOffice e PDF

Atualmente, não basta ser um bom tradutor. Como professional de idiomas freelancer, você se vê constantemente às voltas com tarefas à parte da tradução que tomam mais tempo ou mais energia do que o necessário ou desejado.

Quer seja executar pequenas tarefas para facilitar sua vida e, até mesmo, tornar um trabalho possível, conhecer alguns truques ou dicas pode representar um ganho de tempo considerável.

No dia a dia, sempre trocamos ideias com colegas, tentando resolver pequenos impasses na execução de um trabalho. Com base nessa troca, vamos apresentar alguns pontos recorrentes que podem ser barreiras ao trabalho ou tiram nosso foco do trabalho essencial – a tradução.

Assim, nossa proposta é apresentar dicas úteis para tratamento de arquivos do MSOffice e de PDFs para aumentar a produtividade com a automação de tarefas repetitivas usando caracteres curingas e plug-ins, limpar e otimizar arquivos no MSOffice e conversão de PDFs usando ferramentas disponíveis no mercado*.

 

*A apresentação não tem o intuito de ensinar nenhuma ferramenta. Pressupõe-se conhecimento computacional intermediário a avançado.

  • CRISTIANE TRIBST
  • Ana Luiza Iaria

O papel dos TILS em filmes tematicos sobre a surdez

A pesquisa em fase inicial tem como objetivo, investigar as relações entre os filmes temáticos sobre a surdez e a constituição profissional do Tradutor/Intérprete de Língua de Sinais (TILS) ao longo do tempo. Como a estética do cinema aborda esse profissional? Estes filmes retratam as mudanças ocorridas no perfil destes intérpretes? Baseando-se em estudos teóricos da Tradução e da Interpretação, na mudança para a interpretação profissional, os TILS espelharam-se na trajetória profissional dos intérpretes de línguas orais. Apoiada em uma coleta de dados sobre estes filmes, a investigação levará em consideração a época histórica que o filme retrata, a época histórica em que foi produzido, o país em que foi realizado, com base em classificações traçadas por Cynthia Roy (2002), que revela as conquistas profissionais dos TILS ao longo do tempo. Inicialmente considerados como ajudantes (modelo assistencialista) e, em seguida, como condutos (modelo mecanicista), esses profissionais passaram a ser encarados como facilitadores da comunicação e consultores bilíngues biculturais. O estudo pretende perceber as representações que a cinematografia faz do intérprete de língua de sinais, levando em conta as mudanças socioculturais percebidas nas comunidades surdas, nos movimentos de inclusão social e na formação destes ao longo do tempo.

  • DANIEL MONTEIRO PEREIRA

Intersemiótica: desestruturando Cidades de Papel.

O filme Cidades de Papel  foi baseado no livro com o título homônimo de John Green. Uma obra traduzida para dublagem e legendagem. Produzimos um sentido ao usarmos uma linguagem e existe uma dinâmica transformadora das informações. O que transpomos de um sistema para o outro é o significado do signo. As versões fílmicas de livros fazem parte de uma série infindável de representações. Na tradução intersemiótica do livro para o filme, já existe uma representação de outra representação.

Para tentar ser fiel ao significado original, o tradutor segue um processo de significação entre diferentes sistemas de signos, e para isso é preciso conhecer o contexto, neste caso, do livro, para tentar alcançar o mesmo significado no filme.

 

Para fazer a tradução, a exigência era ler o livro e seguir sua tradução. Obviamente, tratando-se de três formas diferentes de tradução, há o que se pensar antes de traduzir. As estratégias são as mesmas na dublagem e legendagem? É possível manter a fidelidade do livro? O que dizer das diferenças entre imagem e escrita, como dois sistemas semióticos? Meu objetivo é mostrar os momentos conflitantes e as decisões tomadas em cada tradução, com base nos recursos a mim oferecidos. 

  • DILMA MACHADO

Traduzindo o piloto do primeiro filme da Disney com legendas em língua brasileira de sinais - questões acadêmicas e práticas

A pesquisa apresenta uma análise técnica da experiência de traduzir o primeiro piloto de um filme da Disney para a língua brasileira de sinais, realizada em São Francisco - Califórnia, em 2017.  Para a realização do trabalho os autores realizaram um exaustivo trabalho acadêmico de levantamento de pesquisa em traduções do gênero e desenvolveram um guia técnico que busca orientar esse tipo de atuação. As normativas desenvolvidas foram aplicadas no curta metragem CRISÁLIDA, produzido pela RAÇA LIVRE produções e lançado nos festivais brasileiros em Junho de 2017.

  • EDGAR CORREA VERAS
  • Jessica Moseley

O mercado de tradução: Entre pela porta da frente!

Muitos tradutores ou aspirantes da profissão já possuem as características necessárias para atuarem no mercado, porém, não é difícil ver estudantes da área e até mesmo colegas experientes com dificuldades de entrar ou se manter no mercado de tradução. Nesta palestra, daremos dicas concretas e específicas para aqueles que querem parar de patinar no campo da tradução e que estão dispostos a dar um salto para o sucesso!

 Começaremos com os primeiros passos de como se estabelecer como profissional e apresentaremos os elementos essenciais para começar a atuar na área. Discutiremos a questão de como encontrar clientes, tanto agências quanto clientes diretos, e como se posicionar diante desses clientes e manter o bom relacionamento, aplicando detalhes que fazem toda a diferença. Também faremos um apanhado sobre outros recursos disponíveis para que os tradutores se desenvolvam e se profissionalizem ainda mais, tais como: cursos, parcerias, associações e eventos profissionais, ferramentas CAT e certificações.

 Além da qualidade de sua tradução, existem algumas tarefas a serem cumpridas para que o tradutor consiga perseverar ou ganhar destaque no meio. É preciso um pouco de dedicação e disciplina, mas logo é possível sentir-se mais seguro e confiante no mercado que te espera de portas abertas! 

  • ELIZABETH HERRON-SWEET
  • Patricia Cardim

A abordagem da terminologia na tradução especializada

Este estudo investiga como abordar a terminologia no ensino da prática da tradução especializada de modo a contribuir para o desenvolvimento da competência tradutória (HURTADO-ALBIR, 2005), mais especificamente da capacidade temática/competência terminológica (GONÇALVES, 2015). A proposta busca apresentar ao estudante de tradução como identificar a terminologia em textos a partir da compreensão de que a terminologia não é, primeiramente, uma coleção ou lista de palavras de uma área especializada. Nesse sentido, adotamos a abordagem que considera o termo como unidade lexical (L’HOMME, 2004; POLGUÈRE, 2016). Nessa abordagem, cada termo é associado a um significado cujo valor é obtido por meio de diversas relações estabelecidas entre os termos, as relações paradigmáticas e relações sintagmáticas (SAUSSURE, 1999, p.142). A abordagem na Terminologia adotada para a identificação de termos e de suas relações é a léxico-semântica (L’HOMME, 2004, 2005). Na área econômica, por exemplo, a relação sintagmática, estabelecida pelo verbo medir em “...o PIB mede a despesa total em bens e serviços em todos os mercados de uma economia”, indica participantes (argumentos) da ação verbal com um significado especializado, PIB e despesa total. Esse tipo de estrutura terminológica sugere a ocorrência de termos.

  • FLÁVIA LAMBERTI

A importancia da imagem e do som na TAV

Atualmente, a estrela revelação da tradução é a TAV (tradução audiovisual). Mas nem qualquer pode trabalhar com esse tipo de texto. Nessa palestra vamos destacar a relevancia da imagem e do som na tradução de textos audiovisuais, fazendo emphase em alguns pontos principais quando trabalharmos nas distintas áreas da TAV (legendagem, dublagem, legendagem para surdos e audiodescrição). Se quiser saber mais desse ramo da tradução, vamos também apresentar inicialmente cada um desses tipos.  

  • FLORENCIA AGUILAR

A mente mecânica e a tradução por máquina

Esta palestra aborda a história da chamada Filosofia da Mente Mecânica e suas relações com a tradução por máquina.

Desde os princípios da ciência ocidental, na Grécia antiga, houve uma grande preocupação com a mecanização tanto de ações físicas quanto mentais, legando a máquinas boa parte daquilo que era exclusivamente feito com o corpo e a mente. Pretendemos mostrar aqui um pouco desse desenvolvimento e como era inevitável o surgimento da moderna tradução por máquina.

  • FREDERICO JOSÉ ANDRIES LOPES

Processo tradutório e esforço cognitivo: o que dizem as pesquisas empírico-experimentais ancoradas por dados de rastreamento ocular?

O esforço cognitivo é entendido como a mobilização de forças para a tomada de decisões, envolvendo acentuado uso de recursos cerebrais (Lee; Swinnen; Serrien, 1994). No âmbito da tradução, e com o surgimento dos rastreadores oculares e dos programas de gravação de acionamento de teclas de teclado e mouse (key-logging), as pesquisas processuais vêm logrando descrever processos tradutórios abrangendo a tradução, a pós-edição, a revisão e a escrita. Nesse sentido, o esforço cognitivo pode ser atribuído à uma série de variáveis relativas a dados extraídos em tempo real por meio tecnologias anteriormente citadas. Dados de keylogging (movimentos recursivos e pausas) e eye-tracking (número e duração de fixações) são indicadores de esforço cognitivo (O’Brien, 2006; Alves; Pagano & Da Silva, 2009) em tarefas de leitura e tradução (Jakobsen & Jensen, 2008) e (re)tradução (Malta, 2015; 2016).  As pesquisas empírico-experimentais com abordagem processual lançam mão, em seus desenhos experimentais, de tarefas específicas para investigar diferentes fenômenos: entre os mais pesquisados encontram-se: o impacto da direcionalidade em tradução, expertise em tradução, o processamento cognitivo, os estilos de tradutores, leitura para tradução, pós-edição, entre outros. Os resultados das pesquisas podem contribuir no desenho de cursos de formação continuada para tradutores de diferentes vertentes, incrementando o ato tradutório em si, a metarreflexão e novas ferramentas de auxílio à tradução. 

  • GLEITON MALTA

Consegui meu primeiro trabalho! E agora? Dicas e truques para fazer bem feito e aumentar a chance de que venham outros.

Todo mundo na luta para conseguir trabalho. Manda currículo, pesquisa no Google, fala com amigos, networking a todo vapor. Um dia, vem um pedido de orçamento... recusado. Chega outro... o cliente não fala mais nada, desaparece. Mais um... nada!

Aí, Aleluia! O enésimo orçamento foi aceito! E agora? Sentar para traduzir? Bom, isso talvez seja a parte mais fácil.

Nosso papo começa neste ponto: negociação final e formalização (para garantir que vaireceber) e como “fazer bem feito” (para garantir que o cliente vai gostar, voltar e nos indicarpara outros).

  • GUILHERME R BASILIO

Treine como um atleta: Dicas para o tradutor autodidata

Qualidades do bom tradutor. Como evoluir todos os dias de maneira proativa. Metas a almejar. Dicas para ler, escrever, pesquisar: faça um regime de atleta! 

  • ISA MARA LANDO

Desafios da acessibilidade audiovisual no cinema: PT-Libras

Os palestrantes têm dois objetivos principais, sendo o primeiro comentar as exigências legais que exibidores devem cumprir na acessibilização de suas salas de cinema, assim como distribuidoras, por sua vez, devem cumprir com suas obras, fornecendo três modalidades de tradução audiovisual assistiva: LSE - Legenda para surdos e ensurdecidos, Audiodescrição e janela de Libras - Língua brasileira de Sinais. Para isso, farão uma breve abordagem sobre a LBI - Lei Brasileira de inclusão, Instruções normativas da ANCINE, e normas técnicas da ABNT, tecendo breves comparações com o estado da acessibilidade audiovisual em outros países.

Num segundo momento, os autores apresentarão aspectos práticos da confeção da janela de Libras, expondo os principais desafios tradutórios de alguns dos longa-metragens em que trabalharam juntos, como Bingo: O Rei das Manhãs, Um Perfil para Dois, Divórcio e  Amityville: O Despertar, discutindo questões de elementos da linguagem cinematográfica, como a música (não) diegética, por exemplo; questões narrativas, criação de sinais, consultoria, critérios de padronização e a experiência do espectador.

  • JOÃO ARTUR DA SILVA SOUZA
  • Paloma Bueno Fernandes

Erros bobos e não tão bobos que não devemos cometer

No último ano, tenho feito um volume razoável de revisões e encontrado erros os mais diversos. Muitos são bobos; outros, nem tanto. O que chama a atenção é que são cometidos por tradutores graúdos, experientes, com um belo currículo, tradutores de quem não esperaríamos tais erros. O objetivo desta palestra é examinar esses erros, apresentar possíveis correções e ir mais além: discutir o que estaria por trás deles para evitar cometê-los no nosso próprio trabalho.

  • JOÃO VICENTE DE PAULO

Selling Your Translation Services

What should you do next after you receive an email requesting a quote? What should you be doing to effectively take this prospect from lead to loyal client? During this session, we’ll examine the customer-centric sales methodology and how to apply it to your translation or interpreting business. After leaving the session, attendees will be able to formulate questions to identify client goals and lead a sales conversation with direct clients. They will also be able to draft sales follow-up email that reiterate goals, offer solutions, and detail the next steps to seal the deal.

 
  • JOHN DI RICO

Machine translation: Modo de uso

A tradução por máquina (também conhecida como tradução automática ou machine translation - MT) vem ocupando um espaço crescente tanto nas expectativas como no uso cotidiano de empresas, usuários comuns, agências de tradução e tradutores. Entre os motivos que impulsionam esse posicionamento podemos mencionar a melhora significativa dessa tecnologia, a explosão do volume de informações e o colapso do ciclo de vida dos produtos. Nesse contexto, cada vez mais tradutores veem a MT não como uma concorrente, mas como uma tecnologia que permite aumentar a produtividade. O objetivo da palestra é apresentar, de maneira clara e com exemplos práticos, os principais modos de uso da MT do ponto de vista do tradutor: desde os serviços e tipos de MT existentes até a integração da tradução por máquina (seja local ou online) no fluxo de trabalho das principais CAT Tools, tanto no nível de segmento como no de subsegmento. A ideia é proporcionar uma visão que permita quebrar preconceitos e fazer com que aproveitemos o potencial desta ferramenta destinada a ocupar um lugar cada vez mais importante no nosso setor. 

  • JORGE DAVIDSON

O papel dos tradutores durante o processo de imigração no Brasil na Ilha das Flores: inclusão social pela palavra

 

Ainda servia na Marinha do Brasil, quando entrei em contato com um projeto de Imigração para o Brasil, onde os estrangeiros foram recebidos por funcionários da hospedaria de imigrantes da Ilha das Flores, no litoral de São Gonçalo, em plena Capital do Império e depois da República Federativa do Brasil. Além dos servidores dos ministérios da agricultura, saúde, educação e trabalho, havia um personagem fundamental, que atuava desde os momentos iniciais de recepção dos botes de imigrantes que chegavam aos montes no cais principal da ilha: o tradutor. Vários tradutores ali trabalharam e o último deles, um grego, era capaz de se comunicar em oito idiomas. Esta palestra foi apresentada no 1º Encontro de Tradutores e Intérpretes, no Museu da Imigração da Ilha das Flores, em 22 de março deste ano, e será repetida no 2º Encontro, a ser realizado em 1º de março de 2018. O desejo de inscrever esta palestra neste Congresso da ABRATES visa fomentar o debate entre  os profissonais da tradução sobre o atual momento da imigração no Brasil, com a inclusão pela palavra de estrangeiros na sociedade brasileira e traçar comparações com o momento histórico da imigração na Ilha das Flores (1883-1966).

  • JOSÉ LUIZ CORRÊA DA SILVA

Grupos de tradutores e intérpretes nas redes sociais

 Há muito que a tradução, antes tão solitária, passou a ser uma profissão extremamente social, ainda que só no mundo virtual. Todos nós – ou quase – estamos em grupos de tradutores e intérpretes nas redes sociais, principalmente no Facebook. Com uma infinidade de informações trocadas todos os dias, seja na forma de links para artigos interessantes ou nas discussões que tanto ajudam a melhorar a qualidade do nosso trabalho, por vezes é difícil acompanhar tudo.

Mas você sabe como são os grupos nos bastidores? Como é administrar grupos com milhares de participantes? Como é a demografia de cada um deles? O que gera envolvimento dos colegas?

Nesta palestra, os administradores de três dos principais grupos de tradutores e intérpretes no Brasil falarão sobre a identidade dos grupos que administram, detalhando o que os torna únicos: o modo como são administrados, estatísticas sobre os participantes, posts que geram engajamento positivo ou negativo. Além disso, trarão dicas para que você – moiteiro ou participante ativo – aproveite cada um deles ao máximo, de acordo com o seu tempo disponível.

  • KELLI SEMOLINI
  • Meg Batalha
  • Jorge Rodrigues

Audiodescrição em Cena: O processo criativo da audiodescrição no espetáculo “É proibido miar”

O recurso da audiodescrição, inicialmente pensado para pessoas com deficiência visual, hoje ganha outros públicos e diferentes possibilidades de aplicação. Com uma experiência única e pioneira no Brasil, a M.A Cia de Teatro e Assemelhados inova tirando a audiodescrição da cabine e colocando-a em cena.

O processo de criação do espetáculo “É proibido miar” levou um ano para estrear, passou por desafios artísticos e tradutórios, uma vez que trouxe como protagonistas a Libras e Audiodescrição feitas pelos próprios atores e elementos base na dramaturgia. O resultado é um espetáculo que recebe, em uma mesma sessão, todos os tipos de espectadores, deixando as diferenças e as desigualdades do sala de fora do teatro.

Desse modo, o objetivo é apresentar e discutir esse novo formato de acessibilidade cultural onde o recurso de acessibilidade deixa de ser um coadjuvante e passa a protagonista reafirmando sua presença necessária na atual sociedade, onde as políticas de inclusão crescem, mas pouco, ainda, é oferecido para quem utiliza os recursos.

 

  • KEMI OSHIRO ZARDO
  • Mimi Aragon

O culto à pobreza na tradução: pecados, virtudes e reflexão

Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre isto, mas com certeza vai se identificar de alguma maneira com o assunto. A expressão foi criada em 1996 pelo tradutor e membro da ATA Neil Inglis, em uma conferência regional, e o assunto foi mais tarde discutido na Conferência Anual da ATA de 1996, no Colorado. Mais de vinte anos depois, o assunto continua em voga, mas muito pouco mudou. Continuamos a luta para que nossa profissão seja valorizada e para aumentar a autoestima da categoria, juntando o culto à pobreza com a síndrome do impostor, e no Brasil, ainda aliado ao nosso famoso complexo de vira-latas. Nesta palestra vamos discutir os sete pecados mortais do culto à pobreza na tradução. O objetivo não é chegar à uma conclusão e nem definir o certo e o errado, mas sim refletir sobre o assunto, que inclui nossa antiga tendência à nos preocuparmos mais em criticar o trabalho do próximo do que descobrir como superar nossas falhas, de reclamar muito e continuar tomando as mesmas atitudes, e da nossa mania de manter a pose mesmo quando estamos precisando de ajuda, tudo isso de uma maneira leve e interativa.

  • LUCIANA BONANCIO

A Experiência de Traduzir A Voz do Fogo: Um Estudo de Caso

Apesar da invisibilidade da tradutora, algumas traduções vão no sentido oposto e fazem com que sua agente se torne conhecida a um público geral de leitores e leitores potenciais.

A tradução de “Voice of the Fire”, romance de Alan Moore, para o português - sua primeira tradução, seis anos após a publicação original em 1996 - ocasionou especulações generalizadas, reações de fãs do autor icônico, assim como retornos afetuosos à tradutora por parte de leitores cuja experiência de ler uma tradução que supõem ter resultado de um trabalho desafiador repercute até hoje.

Considero esse um caso de tradução que vale a pena ser estudado, uma vez que tem o potencial de nos dizer muito sobre a relação entre os leitores e livros traduzidos no Brasil; entusiastas da literatura e o processo editorial; a experiência do autor e as expectativas e a recepção de obras de ficção traduzidas.

  • LUDIMILA HASHIMOTO BARROS

Quando as máquinas substituirão os tradutores e intérpretes?

O avanço tecnológico que testemunhamos em tradução e interpretação nas últimas décadas foi assombroso. As possibilidades que esse avanço nos trouxe são até pouco exploradas, ainda, por boa parte dos tradutores e intérpretes em atividade hoje. A pergunta-título desta palestra ronda as nossas mentes há algum tempo e não vai nos deixar em paz. O melhor a fazer, portanto, é refletir e debater os pontos que ela levanta, chamando atenção para o \"elefante na sala\" sobre o qual poucos tradutores e intérpretes profissionais parecem dispostos a falar.

 

Tópicos:

- Os tradutores e intérpretes profissionais acham que serão substituídos pelas máquinas?;

- Tecnologias passadas e mercado de tradução e interpretação ao longo da história;

- Tecnologias existentes e mercado atual;

            - E o Google Translator, como vai?

- Tecnologias esperadas/futuras e potencial de mercado nas próximas décadas;

- Reflexão para estimular debate sobre o título da palestra, instigando outra pergunta:

 

            - Como podemos nos preparar para não sermos surpreendidos pelo Uber das traduções e interpretações?

  • LUIZ AUGUSTO FERREIRA ARAÚJO

Soluções \"pra ver\": LocJam - Um concurso de localização como porta de entrada para o mercado

Uma análise de duas edições recentes do LocJAM, concurso internacional de localização de games, com um passo a passo dos processos e apresentação de algumas soluções que trouxeram a vitória nesses dois anos.

  • LUIZ FERNANDO ALVES

O Plano de Ação para Tirar Seus Projetos do Papel

Você já quis dar o primeiro passo. Ingressar em uma carreira; escrever um livro; iniciar um canal no youtube; tirar um blog do papel; compartilhar suas experiências e por aí vai!
Seja qual for a sua meta do momento ou da vida, por muitas vezes acaba se sentido perdido no mar da sua mente ou procrastinando sufocado por tantos empecilhos.
Nessa palestra, as Fundadoras da Sociedade Brasileira de Dublagem vão te mostrar como entrar em ação e realizar suas metas podem ser mais simples do que imagina! 

  • MABEL CEZAR
  • Rayani Immediato

Fatia esse salame! É mais fácil comê-lo se partido em fatias finas

A técnica salame, também conhecida como \"saucissonage\" é uma, dentre as muitas técnicas de reformulação na interpretação simultânea. Embora seja um conceito apresentado pelos teóricos mais renomados como ferramenta essencial para uma interpretação de qualidade, temos percebido que muitos de nós intérpretes não somos apresentados a esta técnica nos estágios iniciais de nossa formação. Muitas vezes, desenvolvemos esta habilidade por intuição, com o passar dos anos e o acúmulo de experiência. Entretanto, acredito que a compreensão da técnica e sua aplicação consciente em nossa prática pode trazer mais qualidade ao delivery e facilitar o entendimento por parte do ouvinte.

Esta palestra se propõe a apresentar seus fundamentos, alguns exempos práticos e uma proposta de como aplicá-la ao seu dia-a-dia na cabine.

Idealizei esta fala com base na minha experiência como instrutora e formadora de intérpretes, e com o excelente resultado que tenho visto entre meus alunos, principalmente entre os interpretes já formados e experientes, que tem participado do PerCurso Personalizado, na Interpret2b.

  • MARCELLE DE SOUZA CASTRO

Cultura Geral nos Idiomas de Trabalho — aprender por diversão e lucro

Interpretação exige soluções rápidas, mas mais que isso, exige soluções corretas. Saber detalhes aparentemente insignificantes, ou até mesmo esotéricos sobre a cultura local de países cujos idiomas você domina e interpreta pode representar um ganho de tempo e um grande alívio na cabine, ou até mesmo servir para cimentar sua reputação junto ao público (e, especialmente, junto ao cliente). Como podemos nos dedicar a aprender mais, de forma estruturada e eficiente?

  • MARCELO GLENADEL LEAL

Novas Ferramentas de Auxílio à Tradução e sua Performance

Com o aumento do poder computacional, especialmente dos processadores gráficos e da análise de Big Data, cada vez mais opções estão disponíveis para o mercado de tradução, incluindo reconhecimento de voz, transcrição e tradução automática (MT). Nesta palestra discutiremos as novidades (incluindo Inteligência Artificial), a aplicação de ferramentas que ajudam a aumentar a produtividade, e qual é a postura desejada do profissional sob essas novas perspectivas.

  • MARCELO JOSÉ FASSINA

O Jogo Interior: Coaching e Autocoaching para intérpretes

 

A preparação do intérprete vai além de aprimorar competências linguísticas, repertório cultural e habilidades de voz e corpo. A atividade exige um controle mental e emocional que talvez não sejam suficientemente levados em consideração na formação ou mesmo na prática profissional. Entender que alta performance e perfeccionismo podem ser incompatíveis, aprender a lidar com frustrações a todo momento e a dominar o \"diabinho\" da autocrítica é um desafio constante. Usando ferramentas contemporâneas de coaching e desenvolvimento pessoal, em especial os ensinamentos de Tim Gallwey, a proposta é convidar os participantes a investigar seus próprios potenciais e desafios e como isso pode melhorar seu desempenho como intépretes.

  • MARCELO NEVES

Caminhos do fazer tradutório: tempos e processos de uma oficina literária

Quatro tradutoras se reúnem para discutir questões da prática e criam, para isso, uma minioficina de tradução literária, com o objetivo de trocar experiências e aprimorar suas técnicas. Escolhem textos de ficção escritos originalmente em inglês e que sejam especialmente desafiadores. Após traduzir individualmente o texto selecionado, fazem encontros para debater as escolhas, perdas e ganhos do processo tradutório. O resultado dessa troca é o que pretendemos apresentar no congresso – tanto as questões intrínsecas ao texto, do âmbito da linguagem, quanto as questões extratextuais, referentes ao processo em si. O texto escolhido para a apresentação será aquele que tiver rendido o diálogo mais produtivo e que tiver gerado os maiores desafios às tradutoras. Será mantido um registro do processo até se chegar aos textos finais, para que os participantes do Congresso possam acompanhar esse passo a passo que não costuma ser explicitado. Nossa ideia é expor como a tradução vai sendo burilada – do primeiro rascunho – até o momento em que se considera que está finalizada. Analisando detalhadamente parágrafo por parágrafo, linha a linha, o objetivo é pensar no caminho, no fazer tradutório.

  • MARIANA SERPA VOLLMER
  • Debora Fleck
  • Thais da Silva Brito de Paiva

O valor das legendas para a inclusão e a acessibilidade

A Tradução Audiovisual é um campo relativamente novo da tradução, que dá a oportunidade aos tradutores de usarem seu conhecimento linguístico para construir pontes entre conhecimento e culturas ao redor do mundo. Com o crescimento diário do número de vídeos na internet e das organizações que decidem apresentar suas informações nesse formato, a legendagem se abre como uma área promissora para tradutores!

 

Nossa apresentação dará uma visão geral do mercado de legendagem e do trabalho voluntário que acontece em prol de organizações como TED, Wikitongues, Scientific American e outras que utilizam a plataforma do Amara. Além disso, falaremos sobre como o Amara oferece legendagem profissional com o serviço Amara on Demand, e o impacto do nosso trabalho em termos de acessibilidade e inclusão.

 

Desde o lançamento do Amara em 2011, mais de um milhão de legendas foram criadas em dezenas de idiomas, de 107 países. O Amara foi criado para engajar pessoas no mundo todo com o intuito de derrubar barreiras linguísticas e promover a acessibilidade.

 

  • MARÍLIA DE ARAÚJO CORREIA
  • Alice Dantas
  • Jenny Lam-Chowdhury

MENOS HEAVY, MAIS LEVE – Pense no leitor alvo!

Em versões do português para o inglês, é essencial escapar do excesso de palavras do idioma de origem para produzir um texto final adequado ao leitor cuja língua nativa é o inglês. É possível que esse tipo de leitor tenha que ler milhares de palavras por dia e queira chegar nas informações com rapidez. Os floreios típicos do português podem ser grandes entraves nesse tipo de comunicação, chegando a colocar o entendimento da mensagem em xeque.

Daí a necessidade de pensar sempre no conforto do leitor.

Nesta apresentação alegre, interativa e divertida, parto da experiência adquirida num projeto de versão que durou mais de dois anos e do conhecimento que tenho do leitor para falar de soluções que se aplicam não só a versões técnicas ou de alto nível, mas a qualquer uma delas. Alguns dos tópicos abordados são:

•             Dicas para tornar o texto em inglês mais leve e objetivo, removendo os “excessos” do português.

•             Soluções alternativas para palavras, expressões e cognatos em português, que muitos tradutores solucionam com o velho inglês de sempre – evitando-se repetições desnecessárias. A participação da plateia nesses exercícios curtos e divertidos é fundamental!

 

•             A importância de pensar continuamente no leitor-alvo, lidando com a relação tradutor-cliente.

  • MARK THOMPSON

Literatura minoritária, línguas minoritárias – Que papel desempenha a tradução?

A literatura brasileira ainda pode ser considerada “minoritária” no âmbito mundial.  Quais são os autores brasileiros mais traduzidos? Por quê? Para quais línguas? Que fatores são os que determinam a tradução de determinados autores e obras para determinadas línguas? Qual é a recepção da literatura brasileira?

 

Por outro lado, qual é a importância da tradução numa língua “minoritária”? Quais são os efeitos para a identidade, a cultura, o reconhecimento e a sobrevivência dessa língua e seu povo? O objetivo da palestra é debater sobre essas questões políticas e sociais vinculadas à prática da tradução literária.

  • MERITXELL ALMARZA BOSCH

Homem/máquina: um estudo prático sobre tradução automática

 A tradução automática ainda é uma tecnologia vista com ceticismo, desconfiança e desdém por muitos tradutores profissionais. No mercado de tradução atual, no entanto, serviços de pós-edição de textos gerados por sistemas de TA são prática recorrente. Para o futuro, o salto de qualidade obtido pelo sistema neural do Google Tradutor no início último ano nos leva a vislumbrar outras mudanças, ainda mais significativas, no ofício do tradutor. Neste contexto, como seria a experiência de um tradutor autônomo que resolvesse investir em TA hoje? Essa é a principal questão abordada em minha dissertação de mestrado em Letras na PUC-Rio, a ser defendida este ano, sob a supervisão da professora Cláudia Freitas. Realizei um estudo prático de pós-edição de traduções automáticas de patentes produzidas por dois sistemas distintos, previamente alimentados por memórias de tradução e glossários existentes: o Lilt, uma plataforma de TA online, e o Google Tradutor, utilizado como um plugin do memoQ. Os resultados do estudo serão a medição do impacto desses sistemas em termos de produtividade, bem como a avaliação da tradução gerada e a compilação de uma tipologia das edições necessárias para se chegar a um texto final de qualidade profissional. Esta palestra tem como objetivo apresentar e discutir os resultados obtidos.

  • MICHEL DE SOUSA TEIXEIRA

Do e-mail ao primeiro projeto: a saga do processo seletivo em uma agência de tradução

Como todo profissional freelancer, tradutores precisam oferecer um ótimo atendimento e um trabalho de qualidade para fidelizar seus clientes. No entanto, antes de conquistar a confiança de um cliente, é preciso percorrer o longo caminho do processo seletivo, que envolve envio de currículos, preenchimento de questionários complexos, negociações de tarifas, testes e questões administrativas que vão além do conhecimento linguístico. Com a visão de quem está nos bastidores, Mitsue vai percorrer toda a jornada do processo seletivo de uma agência, desde o primeiro e-mail até a assinatura do contrato, compartilhando dicas, recomendações e orientações importantes para quem precisa se preparar melhor para esta jornada.

  • MITSUE SIQUEIRA

Muitos idiomas para enriquecer a cultura

Apresentar a realidade dos tradutores na América Latina. A forma como cada país organiza a atividade e colabora com o trabalho profissional dos tradutores juramentados e nao juramentados. Associacoes, instituicoes, colégios e conselhos profissionais, diferentes identificacoes para diferentes trabalhos. Todos úteis, todos em favor da nossa profissao.

  • PABLO ANDRES PALACIOS

CAI: algumas ferramentas para extração e gestão de terminologia do intérprete

O objetivo desta palestra é apresentar algumas ferramentas, gratuitas e pagas, que podem ajudar o intérprete a extrair e gerenciar a terminologia para fins de sua preparação antes de um trabalho, isto é, ferramentas CAI (Interpretação Assistida por Computador). A preparação do intérprete envolve o estudo de materiais do evento e de outros paralelos, a seleção de termos, a sua tradução em uma ou mais línguas e a construção de glossários, que deveriam ser facilmente consultáveis antes, durante e depois do evento. Esse processo, geralmente realizado de forma manual, poderia ser facilitado e acelerado graças a alguns recursos tecnológicos. Para alcançar tal objetivo, serão apresentadas brevemente, em um primeiro momento, as diferentes necessidades terminológicas de tradutores e intérpretes e, a seguir, alguns exemplos de ferramentas gratuitas e pagas para extração e gestão de terminologia por parte do intérprete, fornecendo um panorama geral sobre cada etapa deste processo.

  • PATRIZIA CAVALLO

A tradução para dublagem de animes: desafios e particularidades

Os animes marcaram gerações de brasileiros ao desembarcarem no país com as nossas versões brasileiras. Sucessos como Os Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, e Yu Yu Hakusho são apenas alguns exemplos da boa receptividade de suas dublagens por parte do público.

Tal como em qualquer produção dublada, a tradução é uma etapa crucial e, no caso das animações japonesas, apresenta particularidades e desafios para o tradutor. A presente palestra visa expor os principais empecilhos encontrados pelos tradutores ao lidar com esse gênero através de exemplos e experiências do palestrante.

Os dois grandes objetivos da palestra são: i) apresentar o histórico de dublagem e de tradução de animes no Brasil e ii) mostrar as implicações e preocupações tradutórias para os profissionais que lidam com esse gênero.

Para alcançar o objetivo i, serão abordados alguns conceitos como o de tradução direta e indireta, seguidos de exemplos clássicos de animes exibidos aqui no Brasil, como Sailor Moon e Os Cavaleiros do Zodíaco, que tiveram suas respectivas dublagens pautadas em dublagens/traduções indiretas de outros países. Em seguida, para o alcançar o objetivo ii, serão apresentados os desafios e as particularidades da tradução desse gênero e também serão dadas recomendações aos profissionais que pretendem traduzir animes.

  • PAULO FERNANDO CAMPOS NORIEGA

ENTRE TEORIAS EPRÁTICAS: CADÊ O INTÉRPRETE DE LIBRAS?

Em buscar de superar uma longa jornada de negação da Língua dos indivíduos surdos, foi promulgada a Lei nº 10.436/2002 regulamentada pelo Decreto nº 5.626/2005, em que reconhece a legitimidade da Língua Brasileira de Sinais-Libras, reiterada pela Lei Brasileira de Inclusão que aponta comunicação como a forma de interação dos cidadãos abrangendo, dentre outras opções, as línguas, inclusive a Libras. Com a criação da Lei 12.319/2010 que regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete de Libras o campo de trabalho desses profissionais se ampliou, por corresponder a necessidade comunicativa das pessoas usuárias da Língua de Sinais.  Nesses termos, buscamos abordar a importância do profissional Tradutor-Intérprete de Libras nas instituições públicas e privadas e qual a realidade vivenciada por tais profissionais, entre teorias e práticas.

  • RAFAEL CARLOS LIMA DA SILVA
  • Thais Magalhaes Abreu
  • Luana Carvalho

Autônomo legal

Trabalhar como autônomo envolve uma série de desafios, dentre eles o de exercer legalmente a profissão de acordo com as obrigações tributárias. Nesta palestra, pretendemos apresentar as obrigações legais do tradutor que trabalha como autônomo, concentrando-nos no preenchimento do carnê-leão. Todas as informações serão baseadas na versão mais atual do documento Perguntas e Respostas do IRPF e em consulta ao Plantão Fiscal da Receita Federal.

  • RAFAEL NASCIMENTO SOUSA

O Poder da Adaptação por Trás da Tradução para Dublagem

Como é feita a Tradução para Dublagem? Como faço para me destacar? Qual é o segredo para chover trabalho na minha horta? Como funciona esse mercado?
As Fundadoras da Sociedade Brasileira de Dublagem revelarão o que exatamente um estúdio de dublagem procura em um Tradutor para Dublagem e como você pode trilhar um caminho extraordinário traduzindo filmes e séries.

  • RAYANI IMMEDIATO
  • Mabel Cezar

Primeiros passos na tradução literária

Tudo que você sempre quis saber sobre tradução literária e nunca teve coragem de perguntar!

Uma sessão interativa para você entender como funciona a tradução literária, o contato com as editoras, como começar a traduzir livros e muito mais!

Mande suas perguntas para o e-mail duvidasliterarias@abrates.com.br e elas serão respondidas nesta sessão.

  • REGIANE WINARSKI
  • Cláudia Mello Belhassof

Tradução saindo da torneira?

 

Em seu Translation Technology Landscape Report de 2013, a Translation Automation User Society (TAUS) anunciava uma mudança de paradigma pela qual a tradução deixaria de ser um serviço caro, acessível principalmente para empresas e organizações, para se tornar um serviço essencial, uma espécie de utility. Essa visão da TAUS tem uma forte relação com seu interesse pela tradução automática, mas existem vários outros fatores que podem contribuir para nos aproximarmos cada vez mais de um cenário em que a tradução de quase tudo esteja ao alcance de quase todos. Nesta apresentação, abordaremos esses fatores e o papel do tradutor profissional em meio a essas mudanças, incluindo uma discussão sobre o Projeto Win-Win, que tem como objetivo tornar a tradução de qualidade mais acessível e ao mesmo tempo valorizar o trabalho do tradutor profissional.

  • REGINALDO FRANCISCO
  • Roney Belhassof

Português com Cara de Português

O português é uma língua belíssima e tem uma série de recursos dos quais podemos lançar mão na hora de fazer nossas traduções e interpretações.

Quais seriam esses artifícios que o bom português nos oferece? O diminutivo, por exemplo, além de ser uma gracinha, é uma parte importante da nossa língua e tem vários significados, ou será que adicionar o \"inho\" à palavra novo em \"carro novinho\" passa a mesma ideia que \"uma mulher mais velha e que curte um novinho\"?

Outro elemento importantíssimo é o superlativo, que permite enfatizar ideias sem adição ou repetição de palavras. E ainda temos o aumentativo, a abundância das nossas formas verbais etc.

Com tudo isso, será que precisamos de certos decalques?  

Aliás, quanto tempo um decalque é considerado um decalque até virar parte da língua?

Qual é o português com cara de português

Vamos conversar sobre essas questões juntos!

Salvem a data! Ops, quer dizer: anotem aí na agenda!

  • RENATO RAMALHO GERALDES
  • Marília Aranha de Freita
  • Ulisses Wehby de Carvalho

A tradução do musical Wicked (2016) no Brasil

A habilidade dos tradutores fica evidente quando pensamos na diversa gama de temas abordados em musicais. Por exemplo, o musical Rent fala sobre amor, homossexualismo, drogas e HIV. Wicked, de Gregory Maguire (1995), conta o que aconteceu na mágica terra de Oz antes da chegada de Dorothy, abordando temas como amizade, diversidade, rivalidade amorosa e relações governamentais, regados com bom humor.

O objetivo deste trabalho trata da adaptação da obra Wicked – A História não Contada das Bruxas de Oz no Brasil (2016), realizada a partir da superprodução musical da Broadway de 2003. A escolha de Wicked se deu primeiramente pelo interesse pessoal e igualmente pelo desafio que a peça apresenta, objetivando abordar questões importantes que podem, no futuro, fazer parte do nosso dia-a-dia de trabalho, considerando que a tradução pode ser um processo artístico. Em outras palavras, há textos que são ricos em temas e assuntos, repletos de aspectos sociais, históricos e políticos que permitem ao tradutor pesquisar, escolher, interpretar e colocar um pouco de sua visão pessoal.

  • ROBERTO CÉSAR FERREIRA

Interpretando Libras: o intérprete de apoio

A atividade de inclusão dos surdos na sociedade depende necessariamente de um processo tradutório, visto que a barreira que promove a exclusão dos surdos é linguística. A atuação do tradutor e intérprete de Libras, regulamentada pela Lei 12.319/2010, intensifica-se à medida em que os surdos vão conquistando diferentes espaços. Um desses espaços é a conferência, fazendo emergir o intérprete de conferência de Libras, e, junto a ele, o intérprete de apoio. Quem é o intérprete de apoio? Quais as suas funções? Como funciona a troca de informações entre o intérprete de apoio e o intérprete principal? Existe a possibilidade do intérprete de apoio atrapalhar? Faremos nessa palestra uma breve troca de experiências boas e ruins sobre o intérprete de apoio.

  • SAULO NASCIMENTO COSTA

A criação de um Cadastro de Intérpretes de Língua de Sinais

Em outubro de 2017, a Seção de Idiomas da OEA recebeu do Departamento de Inclusão Social a solicitação de criar um cadastro oficial de intérpretes de língua de sinais. Trabalhando nesse sentido, fizemos uma pesquisa abrangente a fim de averiguar e definir requisitos para a criação de um cadastro que atendesse às necessidades da Organização. A partir de informações obtidas da Organização das Nações Unidas, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, da Organização Pan-Americana da Saúde, do Departamento de Estado dos Estados Unidos, de associações profissionais, entidades educacionais e intérpretes de língua de sinais autônomos, chegamos a conclusões sobre os critérios a adotar para a adição de profissionais no Cadastro, bem como sobre suas condições contratuais de trabalho. Nosso objetivo é que esse Cadastro venha a incluir profissionais de língua de sinais de todos os Estados membros da OEA, a fim de institucionalizar os serviços de interpretação em língua de sinais em eventos da Organização, contribuindo assim para reuniões e ambientes de trabalho inclusivos. Esta apresentação detalhará as etapas que levaram à criação, implantação e implementação do Cadastro Oficial de Intérpretes de Língua de Sinais da OEA.

  • SHEYLA CARVALHO

GESTÃO DE QUALIDADE E PADRONIZAÇÃO APLICADAS À TRADUÇÃO

O objetivo desta palestra é esclarecer essas questões tão importantes para os tradutores, dada a falta de informação prevalecente entre colegas e estudantes, provavelmente porque não estão incluídas no currículo de cursos de graduação e pós-graduação.

Nos últimos anos, a gestão da qualidade ganhou proeminência revolucionando o mercado de trabalho de todas as atividades econômicas e a tradução não precisa ser a exceção.

Por isso, vou começar a minha palestra revendo os componentes do sistema de gestão da qualidade: planejamento, controle, garantia e melhoria, que serão ilustrados com recursos úteis. Continuarei com as diretrizes que regulam este sistema: os padrões de qualidade e terminologia. Finalmente, vou explicar os benefícios para esses tradutores que implementam seu próprio sistema de qualidade ou cumprem os requisitos de qualidade impostos por seus clientes.

 

Eu vou terminar meu discurso divulgando o estado atual da atuação em gerenciamento de qualidade e padronização, tanto na Argentina quanto no resto do mundo, para finalmente mostrar aos tradutores como eles podem se envolver nessas matérias. Sem dúvida, tal envolvimento será benéfico não só para o tradutor individual, mas também para toda a comunidade de tradutores para o melhor desempenho de nossa honrosa profissão.

  • SILVIA BACCO

Apreendendo a Empreender Sob a Ótica Fiscal

Neste evento, nós falaremos sobre os meios de atuar na profissão sem riscos de questionamentos fiscais. 

  • SUELI DE MELLO ANGARITA

DIFERENTES FORMATOS PARA A TRADUÇÃO AUDIOVISUAL EM LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS: Uma pesquisa de preferências.

A tradução para Língua Brasileira de Sinais (Libras) desempenha uma função essencial como recurso de acessibilidade e política de respeito para a igualdade de uma minoria linguística. Declarações, normas e leis propõem esse empoderamento, tais como o artigo 3º da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), artigo 6º da Declaração Universal da Unesco sobre a Diversidade Cultural e mais, recentemente, a Lei Brasileira de Inclusão, Lei nº 13.146/15 que entrou em vigência em janeiro de 2016. Na tradução de materiais audiovisuais para esse público, é necessário pensar e viabilizar o acesso em sua língua. No entanto, é necessário se pensar nos formatos e como essa tradução será inserida no vídeo. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na NBR 15290:2005 traz um tópico sobre o tema da tradução para Libras em meios de comunicação como a televisão, assim como no Guia para Produções Audiovisuais Acessíveis do Ministério da Cultura (MinC). A partir dessas considerações, o presente trabalho propõe investigar diferentes formatos para a tradução audiovisual em Libras e as preferências por um público surdo, iremos compartilhar os dados coletados e as conclusões de preferências para formatos diferentes da tradução audiovisual. 

  • TIAGO COIMBRA NOGUEIRA
  • Eduardo Cardoso
  • Kemi Oshiro

Mitos e verdades sobre CAT tools e tradução editorial

CAT tools só são vantagem para textos com repetição. Tecnologia é coisa de tradução técnica. Precisa escanear o livro inteiro antes de começar a traduzir. CAT tool deixa a tradução \"dura\". Esses e outros mitos serão derrubados, um a um, nesta palestra. Os participantes verão também as principais diferenças entre tradução técnica e tradução literária, além de estratégias para adaptar o uso das ferramentas para obter o resultado desejado.
  • VAL IVONICA

Tradutor e intérprete de Libras: diplomata entre surdos e ouvintes

O tradutor e intérprete de Libras transita entre duas línguas e duas culturas, migrando constantemente entre ambas com o objetivo de executar um trabalho proficiente e eficaz no entendimento da mensagem. Para tanto, é necessário fazer escolhas e adequar sentidos, transpondo-os para o povo em questão, seja surdo ou ouvinte, afim de intermediar as relações, tal como um diplomata.

  • VIVIANE GALVÃO BOTELHO