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Palestrantes

Palestrantes Especiais Convidados

Tradução e Cultura

O mundo contemporâneo aproximou pessoas de culturas diversas e reforçou a necessidade de tradução. Não se trata apenas de traduzir palavras ou frases de uma língua para outra, mas significados dentro da mesma cultura. O que significa a linguagem do corpo , o olhar, as palavras, a etiqueta e a comunicação entre povos e sociedades distintos? Para isto precisamos reforçar a compreensão da cultura. Hoje, para fazer negócios, para navegar na internet, para dar uma palestra ou para dirigir empresas eu preciso ser um tradutor em relação aos muitos universos que estão sobrepostos na convivência. Comunicar-se é traduzir e para isto a cultura deve fazer frente ao processo de entropia, de perda de significados originais. Tradução está associada à cultura e não se pode ser bom tradutor sem sólida formação cultural.

  • LEANDRO KARNAL

Get More Clients: Growing Your Freelance Translation Business Through Referral Selling

People like doing business with people they’re familiar with, instead of strangers. Referrals are one of the most powerful sales tools for freelance translators. In this session, you’ll learn how to get more business by leveraging your network. You’ll get tested word-for-word referral scripts to get past clients and colleagues to vouch for you so you can get new clients faster. You’ll also learn how to optimize your referral system to bring in new clients, even when you’re not asking for them.

  • MARYAM ABDI

Taking Things in (Three) Strides: How Translators Can Actively Shape the World of Translation of Tomorrow

We’ll look at the changes in the world of translation from three different angles: 1) Technology, 2) Communication, and 3) Excellence.

  • Technology has rapidly changed – even in the course of the last two years – and it’s up to us to embrace and shape it in a way that it will work in our favor. How can that be done?
  • Communication is what we’re inherently good at, otherwise we wouldn’t translate. Yet we regularly fail to communicate our value to each other and to society as a whole. How can we change that, especially when we don’t like how the narrative is driven by others?
  • Excellence is what we believe sets us apart from both technology and the bilingual crowd. Who is defining excellence and what can we do to be proactive about it?
  • JOST ZETZSCHE

Olá, computador: tecnologias de reconhecimento de fala aplicadas à tradução

Internet das coisas, inteligência artificial, computadores que falam e ouvem. Chegamos ao futuro e a linguagem é uma parte central desse desenvolvimento tecnológico. Nesta palestra, discutiremos brevemente o estado atual da tecnologia de reconhecimento de fala para o português brasileiro e sua aplicabilidade à tradução, principalmente por meio de integração com outras tecnologias textuais e tradutórias. Falaremos de possíveis ganhos em produtividade, de ergonomia, de especificidades da produção textual pela fala. Abordaremos ainda as atuais limitações da tecnologia e possibilidades de integração ainda maior com outras tecnologias linguísticas.

  • ABNER DMITRUK

Tudo o que você precisa saber para abrir uma empresa de tradução

·         Por que os tradutores não podem ser MEI;

·         Quais são as opções adequadas para a categoria;

·         O que são ME e EPP;

·         Quais são os limites de faturamento e a carga tributária para essas empresas;

·         Quais são os regimes de tributação disponíveis;

·         Como recolher o INSS, receber o pro-labore e distribuir os lucros;

·         Quais são os custos médios de abertura, manutenção e fechamento;
·         Que fatores devemos levar em consideração ao abrir uma empresa de tradução.

  • ALEXANDRE RIBEIRO

Da tradução literária (prosa): implicações e provocações

Adentrar o universo da tradução literária é, na verdade, adentar o multiverso que abriga o ser, a linguagem, o mundo lá fora e o mundo dentro de cada tradutor. Traduzir é tentar buscar o difícil equilíbrio de forças para oferecer ao leitor um contato com o “estranho” sem causar-lhe (muito) estranhamento, recorrendo a estratégias diversas para vencer aquela resistência a que Paul Ricoeur se refere, quando menciona as dificuldades relativas ao campo semântico, sintático e de heranças culturais, entre outros aspectos. Esta palestra tem por objetivo discutir esse gênero tão instigante e desafiador – o da tradução literária –, que, a cada texto, está a nos propor provocações inesperadas e infindáveis e, por vezes, quase insolúveis À luz de reflexões baseadas em alguns pressupostos teóricos da área e de alguns exemplos ilustrativos, pretendo compartilhar minha visão e minha modesta experiência nesse vastíssimo campo, discutindo estratégias, critérios e escolhas – e propondo  algumas provocações. 

  • ALZIRA LEITE VIEIRA ALLEGRO

Facilite o gerenciamento de seu trabalho e seus ganhos com uma planilha do Excel

Mesmo não sendo gerente de projetos, o tradutor profissional precisa administrar diversas tarefas, clientes, preços, taxas, porcentagens, descontos... Para nós, ‘das letras’, isso pode não ser uma tarefa fácil. Quando comecei a trabalhar como freela, controlava as tarefas em um caderno. Mas, com a chegada de mais clientes e a diversificação dos trabalhos, isso foi ficando mais cada vez mais complexo. Comecei a usar uma planilha do Excel e, conforme surgiam novas necessidades, aprimorei a entrada de dados, usando fórmulas para calcular - no caso de cliente-agência - o preço de uma tarefa com cobrança ponderada (fuzzies, matches e no matches) e conferir o que o cliente me mandava, incluindo campos para estabelecer uma taxa de urgência ou um desconto. Também desenvolvi um método para conseguir controlar visualmente o que foi feito, o que foi cobrado, o que foi pago. Isso facilitou muito a administração do trabalho e dos meus ganhos. Nesta palestra, vou apresentar a planilha (e compartilhar com quem quiser), explicar a lógica que usei e as fórmulas empregadas em todos esses cálculos, e mostrar como ela funciona no meu dia-a-dia.

  • ANA CRISTINA KASHIWAGI

Fale sem medo: palavras “estranhas” e “assustadoras” encontradas na terminologia de textos médicos em língua portuguesa

Muitas vezes, precisamos nos apoiar na intuição, percepção ou mesmo “feeling” para definir qual termo escolher para uma tradução. Entretanto, em alguns casos, o que “soa mal” é o mais correto e o que “soa bem” pode não ser o mais adequado. Principalmente quando tratamos de terminologia técnica, nem sempre os ouvidos leigos estão “afinados” para conseguir detectar qual é a melhor opção. Muitos tradutores, sejam iniciantes ou experientes, afirmam que não traduzem textos de medicina, pois “um erro pode custar uma vida”. A partir dessa percepção, podemos compreender que a precisão terminológica assume um caráter muito relevante nos textos da área de saúde. Mesmo entre profissionais com anos de experiência, podem surgir dúvidas e ocorrer equívocos na hora de traduzir ou interpretar textos médicos. Esta apresentação irá abordar uma série de termos que costumam trazer dificuldades e gerar dúvidas, pois sua sonoridade pode parecer estranha ou até mesmo assustadora. A partir de exemplos autênticos e com base em mais de uma década de experiência com tradução e revisão técnica para algumas das maiores agências de tradução do mundo, e seguindo um método de exposição bastante dinâmico e objetivo, serão fornecidos exemplos autênticos (levemente alterados, para preservar o sigilo), de termos médicos que parecem estar equivocados, mas que são os mais corretos. Como o maior enfoque será na terminologia em português, esta apresentação é indicada para tradutores e intérpretes que atuem em qualquer par de idiomas, desde que tenham a língua portuguesa como uma de suas línguas de trabalho. Ao final da apresentação, serão reservados alguns minutos para que os participantes possam fazer perguntas.

  • ANA JULIA PERROTTI-GARCIA

Tradução, edição, revisão: colaboração e embates

O processo de tradução editorial é bastante complexo e envolve diversos atores para a produção de cada livro. Tradutores, editores, preparadores, revisores, diagramadores, são diversos profissionais que de uma forma ou outra influenciam no resultado final, todos com o mesmo objetivo: fazer um livro melhor.

Nesta mesa-redonda, trazemos representantes do mundo da tradução literária, da edição de textos e da preparação e revisão de originais para discutir maneiras mais eficientes de colaboração entre os atores do processo editorial, os dilemas que cada profissional enfrenta ao trabalhar uma obra literária e outros aspectos das respectivas carreiras.

  • ANDRÉ CONTI
  • Ibraíma Dafonte Tavares
  • Jiro Takahashi
  • Maurício Santana Dias

Tradução x transcriação: a importância da escrita criativa no atual mercado de traduções

Em um passado recente, costumávamos associar o conceito de escrita criativa à tradução de textos literários, como romances ou poesias. Os tradutores e revisores das áreas de TI, telecomunicações e engenharia não se sentiam obrigados a criar um texto fluido, bonito e agradável de ler. Como ouvimos muitas vezes de vários colegas, o importante era \"preencher a lacuna com um texto traduzido\".

Com o avanço das várias tecnologias de tradução automática, preencher a lacuna não parece ser mais suficiente. Agora, não basta simplesmente passar um texto de um idioma para outro; precisamos ser capazes de transpor o que há de singular e de cultural em um texto em língua estrangeira para algo que faça sentido e se encaixe perfeitamente em nosso próprio idioma. Ou seja, é fundamental usar a criatividade.

Nesta palestra, veremos exemplos de traduções e transcriações reais, feitas por nós ou encontradas em material disponível ao público, discutindo as melhores opções para cada caso.

A escrita criativa já é e será cada vez mais uma parte importante do trabalho do tradutor que deseja ter sucesso na era da tradução automática. Afinal, precisamos fazer aquilo que as máquinas ainda não fazem bem. Em nosso mercado, ainda existe uma grande carência de tradutores criativos para áreas como marketing, turismo, games e até mesmo jornalismo. Por que não aproveitar esse momento e essa carência de profissionais para nos especializarmos?

  • ANDRÉA GONÇALVES PINTO

AL RESCATE DEL PENSAMIENTO CRÍTICO

En la formación de traductores aún queda mucho por recorrer.  Ante las primeras experiencias de traducción,  el alumno se apega al original, por temor o inseguridad.   Es evidente su incapacidad para el pensamiento abstracto, para la captación del sentido. La  base de toda esta dificultad es algo tan simple como no saber leer. 

El propósito de esta investigación se centró en determinar la incidencia  de una comprensión lectora cabal en el logro de una traducción de contenido, llena de sentido y fiel, que aleje al traductor de la literalidad.  

Comenzamos a partir de las técnicas de lectura cognitiva planteadas por Cassany y Serafini. Para pasar a  la reconstrucción verbal del texto, a partir de la cual se extrajeron las ideas principales y aquellas secundarias.  Frente a este texto, entonces, se procedió a la traducción aplicando las competencias y estrategias traductoras. 

No solo se lograron traducciones que lograron mayor fidelidad al original, sino que también se logró que el alumno recuperara su pensamiento crítico y libertad para traducir. 

El miedo y la inseguridad surgen del desconocimiento de las capacidades que forman la cadena completa del proceso de traducción. Y en este trabajo la demostramos.

  • ANDREA VIAGGIO

Não seja quadrado, traduza quadrinhos!

Olavo Bilac, poeta e jornalista, criou poesia em quadrinhos. Helena Ferraz de Abreu, jornalista e roteirista, foi a primeira mulher a traduzir histórias em quadrinhos no Brasil. Alfredo Machado, escritor e jornalista, fluente em inglês, francês e espanhol, utilizava modernos dicionários e enciclopédias para traduzir quadrinhos. Nelson Rodrigues, também escritor e jornalista, que pouco sabia de inglês, inventava (ou melhor, recriava) histórias em quadrinhos. Érico Assis, pai, jornalista, doutorando, professor, resenhista, escritor e blogueiro não passa um dia sequer sem ler ao menos uma página de quadrinhos. Drik Sada vê três filmes por dia e utiliza software identificador de voz para traduzir quadrinhos. E esse é só o início de muita curiosidade (e intriga) por trás das Histórias das traduções de histórias em quadrinhos no Brasil que pretendo lhes contar.

Além disso, apresentarei o que são histórias em quadrinhos e a infinidade de gêneros que elas englobam; falarei sobre os elementos que as constituem e que não podem ser esquecidos no momento da tradução, enfatizando o par linguístico espanhol > português, com o qual trabalho; comentarei sobre os principais tradutores brasileiros e as línguas mais traduzidas; darei um panorama do mercado editorial brasileiro y otras cositas más, a fim de fornecer aspectos relevantes desse gênero aos curiosos e tradutores de HQs em potencial.

  • BARBARA ZOCAL

Os bastidores e o mercado de tradução de campanha política português>libras.

O objetivo geral deste trabalho, é apresentar os bastidores da tradução de uma campanha política no par português>libras no interior de São Paulo, relatar alguns aspectos sobre o mercado e condições de trabalho dos tradutores atuantes nesse contexto.

O objetivo específico, é apresentar uma pesquisa com os tradutores de uma região do interior de São Paulo, evidenciando alguns aspectos do mercado e condições de trabalho: estrutura do estúdio, recebimento de material com antecedência para estudo de terminologias, conhecimento da equipe operacional, apoio e acompanhamento da produção ou direção da Campanha, preparação, gravação e pós-gravação; revisão do material em ilha de edição, sempre que possível com a presença do intérprete ou da produção, que acompanhou a gravação; e por fim, o feedback do trabalho final.  Não só o retorno da equipe que contratou o intérprete, mas também o caminho inverso, onde o intérprete pode comentar sobre o resultado do trabalho final, como por exemplo, adequação do tamanho da janela e a sincronia de sua imagem com a fala do personagem.

Em termos de negociação, muitos relatam não ter tido abertura para negociação de acordo com tabela de referência, o valor proposto foi um “cachê fechado” pela campanha.

No caso de uma campanha política, o fluxo de vídeos e informações é muito alto e instável, para que não houvesse risco de desencontro de agendas entre o intérprete de libras e a produtora responsável pela campanha, decidiu-se contratar dois intérpretes para toda a campanha. Foi de responsabilidade de ambos intérpretes, chegar para a gravação sempre com a vestimenta adequada, sem maquiagem, e no caso de mulheres, preferencialmente com o cabelo preso.

Em termos de qualidade, a produção se preocupou em realizar uma tradução a cada mudança de roteiro, com o objetivo de evitar erros de corte na edição, para assim, garantir a mensagem na íntegra, sem prejuízo de informação.

No processo da gravação das traduções, houve preocupação com o tempo limite para a tradução para a janela de acordo com o tempo limite do texto, qualidade da imagem. A produtora não utilizou de recursos como a aceleração do vídeo do intérprete para se ajustar ao tempo limite do texto, por isso, foi priorizado que tal sincronia acontecesse de forma natural e perfeita no momento da gravação.

 

Para o audiovisual, é imprescindível que o intérprete de libras grave a tradução sempre em um único take, ou seja, que interprete o áudio sempre de maneira corrida, sem pausas. Isso facilita o trabalho do editor, otimiza o tempo e minimiza erros no projeto final.

  • BRUNA FREITAS FARO
  • Paloma Bueno Fernandes

AS DESVENTURAS DA LEGENDAGEM ELETRÔNICA NOS FESTIVAIS DE CINEMA

As peculiaridade e histórias da legendagem eletrônica em festivais de cinema e teatro em que as legendas são projetadas ao vivo. Como funciona o processo e que nicho de mercado é esse? Conheça as peculiaridades, curiosidades e as agruras de quem trabalha com legendagem eletrônica.

  • BRUNO MURTINHO

Como obter um bom texto em português

Nesta palestra dirigida ao tradutor literário iniciante, usarei minha experiência como preparadora de texto para dar dicas práticas sobre como aprimorar o resultado de suas traduções para o português. Não se trata de uma aula de gramática, nem de teoria da tradução. Será um bate-papo com uma série de conselhos simples que podem ajudar o tradutor a obter um texto que equilibre a fluência na língua de chegada e a fidelidade à língua de partida. Para facilitar o aprendizado, serão utilizados exemplos de traduções do inglês para o português.

  • CAMILA FERNANDES

Planejamento financeiro pessoal de longo prazo e os ciclos de vida

Nossas finanças têm uma relação direta com nosso desenvolvimento biológico, pessoal e profissional. Mas têm mesmo? Nesta palestra ouviremos quais são os Ciclos de Vida pelos quais passamos, como deveríamos nos comportar financeiramente e casos de sucesso (e de preocupação) em cada um deles, e como um bom planejamento financeiro de longo prazo pode te ajudar a alcançar todos os seus objetivos! 

  • CARLOS AUGUSTO SANTOS

Tradução audiovisual corporativa e técnica: como quebrar o círculo vicioso

Materiais multimídia ou audiovisuais estão se tornando uma alternativa comum para transmitir ideias e mensagens em todos os segmentos, indo muito além do entretenimento (filmes e programas para cinema e TV). Em qualquer área, estão sendo utilizados arquivos de áudio e vídeo como uma forma rápida e envolvente de comunicar, ensinar, vender, motivar e muito mais. Muitas vezes, eles são integrados a apresentações ou sites, pois as ferramentas disponíveis têm tornado mais fácil e barato produzir e vender esse tipo de material.

Os setores corporativo e técnico estão fazendo uso extenso de recursos audiovisuais para engajar e comunicar de forma eficaz cruzando idiomas e culturas, gerando assim mais demanda para tradutores especializados que combinem as aptidões exigidas pelas várias formas de tradução audiovisual (TAV) com as da tradução empresarial e técnica. Contudo, observam-se algumas tendências: (1) há opiniões equivocadas e negativas a respeito da TAV, geralmente devido à falta de conhecimento dessa área de especialização e à comparação com o setor de entretenimento, que é significativamente diferente; (2) quando os clientes finais precisam de serviços de TAV, nem sempre conhecem as opções disponíveis ou sabem que informações ou instruções importantes devem fornecer; (3) os clientes tendem a contratar um tradutor ou uma agência para traduzir esses materiais, como fariam com qualquer outro texto, mas esses tradutores muitas vezes não têm experiência com tradução audiovisual; (4) isto pode produzir resultados ruins em termos da integração da tradução aos arquivos multimídia, que muitas vezes o cliente não tem como avaliar; (5) isto tende a reforçar as visões negativas referentes à área, o que mantém os valores baixos, não atrai tradutores técnicos mais capazes e não gera demanda por cursos especializados.

É preciso romper com esse círculo vicioso através de informações e cursos sobre TAV para o setor corporativo e técnico para todas as partes envolvidas — clientes, tradutores e instrutores. Todos se beneficiarão com essa convergência e o aumento da qualidade neste setor.

  • CAROLINA ALFARO DE CARVALHO

Aposte no visual: currículos visuais

Hoje em dia, com o volume de conteúdo que consumimos em diferentes mídias, fica cada vez mais difícil reter informações escritas. Quem nunca parou de ler a postagem de algum amigo porque ela era longa demais? Quem nunca lutou contra os próprios devaneios ao assistir a uma palestra com blocos de texto, distribuídos em uma infinidade de tópicos, em slides repletos de informações importantes, prontas para serem descartadas pelo nosso cérebro simplesmente por estar apresentadas em um formato desfavorável?

E o que isso tem a ver com a minha carreira de tradutor?

Tudo.

O mesmo bombardeio de informações ao qual estamos sujeitos no dia a dia também acomete o mundo profissional da tradução, especialmente em uma de suas portas de entrada: as agências de tradução, verdadeiros laboratórios do ofício e muito procuradas por profissionais iniciantes.

Uma agência recebe muitos currículos por dia, em sua maioria sem o foco apropriado para a função que reivindicam, e não é de se espantar que muitos desses currículos se percam em meio às tarefas dos projetos que uma agência de tradução absorve simultaneamente.

A verdade é que os homens e as mulheres do século XXI estão mais visuais do que nunca – o alcance dos famosos “memes” e imagens com palavras-chaves é muito maior que o dos textos corridos. Outra verdade é que todos sabemos disso, mas insistimos em fazer as coisas do mesmo jeito. Que tal inovar?

Na palestra, vamos apresentar o conceito de currículo visual e como desenvolvê-lo para servir o seu negócio e se destacar na multidão. A ideia é conduzir uma conversa prática, destrinchando um exemplo de currículo visual fictício e destacando o tripé que sustenta sua eficácia: identidade visual/persona profissional, leitor/cliente e áreas de especialização.

  • CAROLINA CARDOSO WALLITER

O Intérprete de Libras na Esfera Artística: um dizer em um universo de dizeres.

Devido ao significativo crescimento do acesso comunicacional em espaços culturais, diversos espetáculos teatrais contam com a atuação dos Intérpretes de Língua de Sinais (ILS) que objetivam atender à demanda de acessibilidade em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas. A atuação do intérprete em qualquer esfera da linguagem, se constitui por inúmeros desafios, dentre eles o desafio de versar de uma língua para a outra respeitando a discursividade de cada uma delas. Quando se trata da interpretação de textos da esfera artística, uma série de desafios e desdobramentos se colocam sob o aspecto da construção de sentidos que são produzidos na língua-fonte e nos que serão produzidos na enunciação na língua-alvo. Pesquisas na esfera teatral devem considerar as peculiaridades dos textos em seu sentido amplo, o que implica enfrentá-los não apenas pela sua dimensão verbal, pela subjetividade, sentidos implícitos e ideologias que permeiam a esfera artística, já que os sentidos produzidos no teatro são construídos, também, por elementos extra-verbais que compõe a teatralidade, tais como cenário, movimentação de palco, elementos cênicos, projeções, efeitos sonoros, etc. E ainda, quando no par linguístico envolvido nesta interpretação, estão presentes duas línguas de modalidades diferentes, sendo a língua-fonte de modalidade oral-auditiva e a língua-alvo de modalidade gesto-visual (língua de sinais), pode-se afirmar que os desafios e desdobramentos são potencializados. Dessa forma, a interpretação de língua de sinais nessa esfera, deve considerar a multimodalidade constitutiva da linguagem utilizada no teatro e uma totalidade verbo-visual composta de diferentes elementos visuais extralinguísticos que influenciam os elementos verbais. Nesse sentido, discussões sobre a atuação do ILS e as questões de tradução de textos dramáticos são necessárias para entender o fazer do intérprete nessa esfera. A partir do diálogo entre a perspectiva bakhtiniana de estudos da linguagem aplicada aos estudos da interpretação, realiza-se um estudo qualitativo do tipo analítico-descritivo e analítico-comparativo de três espetáculos em São Paulo com apresentações teatrais acessíveis em Libras através da contratação de ILS, e, mediante a comparação das relações entre o texto dramático fornecido como roteiro do espetáculo, a interpretação pretendida pelo ILS durante o período de estudos, e o registro da enunciação no ato da interpretação em Libras, essa pesquisa tem por objetivo observar as relações verbo-visuais do discurso teatral e seus efeitos para construção de sentidos na interpretação de Libras nesse contexto.

  • CAROLINA FERNANDES RODRIGUES FOMIN

O DESAFIO DE FORMAR EQUIPES

A palestra vai abordar a busca por talentos no mercado audiovisual, mostrando a relação entre empresas e colaboradores, e que tipos de ação a Dispositiva toma para formar seu quadro de tradutores e revisores.

  • CAROLINA SELVATICI
  • Leilane Papa

Caminho das pedras – uma sessão interativa sobre a experiência do Mentor e do Mentorado

Sessão com mentores e mentorados da Abrates falando sobre suas experiências.

  • CAROLINA VENTURA
  • Yasmin Fong
  • Andréa Souza
  • Gisley Rabello
  • Natália Mazzili

Recrutamento, Seleção e Retenção de Equipe de Tradução e Revisão

Se, por um lado, as empresas se empenham em recrutar, selecionar e reter bons tradutores, revisores e pessoal de apoio, de outro, os profissionais da área de tradução desejam saber onde e como abordar as melhores empresas do mercado. Quais as opções? O que melhor se adequa às expectativas?

Do lado corporativo, há uma série de processos a serem estabelecidos e continuamente desenvolvidos para se obter a equipe tão sonhada.  Já do ponto de vista do profissional, é importante saber como chegar até as empresas desejadas, o que elas buscam e como se tornar aquele talento que realmente faz a diferença.

Vamos falar sobre job description e currículo, processos de contratação, legislação trabalhista, treinamento e programas de integração, mentoria e incentivo à inovação. Abordaremos também o PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) e incentivo ao estudo continuado.

Venha participar dessa conversa!

  • CÉLIA KORN

Personal branding e construção de marca: o que, por que e como

  • Conceitos de identidade, imagem e reputação;
  • Por que ter uma marca pessoal é essencial?
  • O impacto da presença digital para vida e carreira;
  • A importância de definir objetivos, público-alvo e plataformas;
  • Personal branding de acordo com os objetivos da sua marca.
  • CINARA MOURA

OS GRUPOS ORGANIZADOS DE INTÉRPRETES

Embora o trabalho em dupla—ou em grupo—seja condição básica da profissão de intérprete, associações formais ou grupos de cooperação entre intérpretes, embora existentes, não eram prática tão comum no passado.  Hoje novas necessidades de mercado incentivaram a criação de diversos modelos de associação e parcerias entre intérpretes, que devem ser debatidos e conhecidos por todos, principalmente pelos que iniciam a carreira. A proposta aqui é que montemos um painel com alguns grupos representativos do mercado para conhecermos um pouco de como se formaram, por que, sobre que modelo e quais são as vantagens e desvantagens de se trabalhar dentro de um grupo organizado.

  • COLETIVO INTÉRPRETES: Andréa Negreda
  • EIC: Teresa Lindsey
  • CATÁLOGO DE INTÉRPRETES: Meg Batalha
  • HIVE: Patrícia Loreto
  • A.T. Tradução & Interpretação: Natalia Taddei
  • Moderadora: Branca Vianna

Experiência de uma pequena empresa de tradução na análise e implantação da MT - uma abordagem proativa

Como uma pequena empresa de tradução bastante especializada, nós, como muitos profissionais em todo o mundo, estamos enfrentando o crescente “tsunami” da tradução de máquina (MT) e a resultante redução nos tempos de entrega e preços. Vimos, assim, a necessidade de estar um passo à frente e, em vez de simplesmente aceitar a forma como o mercado nos impõe essa inovação, tentar uma abordagem mais ativa e crítica, que nos permita avaliar o real impacto dessa tecnologia no dia a dia dos profissionais de tradução.

Usando nosso banco de dados bastante amplo e especializado que coletamos ao longo de 20 anos, conduzimos uma análise dos principais motores de MT disponíveis no mercado (ProMT, LILT, Moses, etc.) para oferecer uma percepção geral dos seguintes pontos:

1)      Disponibilidade para a tradução bidirecional

2)      Integração com as CAT Tools

3)      Facilidade de uso

4)      Dicionários gerais disponíveis

5)      Dicionários especializados disponíveis

6)      Aplicabilidade de TMs proprietárias

7)      Possibilidade de gerenciar configurações e perfis por cliente e/ou projeto

8)      Possibilidade e nível de dificuldade para criar novos dicionários baseados em TBs ou glossários

9)      Análise de pré-tradução feita off-line e em lote

10)   Disponibilidade e análise de desempenho de bancos de dados locais e em nuvem

 

O propósito desta análise é obter dados sobre ganho em palavras, redução no tempo de tradução e revisão, curva de aprendizado pessoal e do motor de MT, além de custos de equipamentos e ferramentas necessárias para oferecer meios para a tomada de decisão sobre a aplicabilidade da tecnologia em termos de custos, mercado e tempo de produção.

  • CRISTIANE TRIBST
  • Marcelo Oliveira

Casais Infiéis, Segurança da Informação e Você

Hoje em dia é difícil que uma semana comece e termine sem que algum caso significativo de vazamento de dados pessoais e/ou nomes de usuário/senhas de usuários apareça na mídia, muitas vezes em escalas faraônicas. O vazamento de dados de usuários do portal de encontros entre amantes Ashley Madison (aludido no título) é um dos exemplos mais conhecidos - embora não seja nem de longe o mais recente ou o mais impactante - de tais eventos. 

Tradutores e intérpretes, por força da confidencialidade quase análoga a suas profissões e da necessidade de constantemente lidar com informações e dados altamente sensíveis, são especialmente vulneráveis às catastróficas possíveis consequências de ataques de roubo de identidade ou subtração de dados. 

No entanto, o fato persiste que o entendimento do que estes eventos realmente representam para o usuário final ainda é parco. Muito se cauciona (e definitivamente há motivos de sobra para se preocupar), mas explica-se pouco. 

Levando em conta estes aspectos, a apresentação pretende dar um pouco de substância a um debate que tende a se pautar mais em previsões apocalípticas do que em dados concretos. Após uma visão geral da condição atual de vulnerabilidade dos dados na internet (pelo menos com base no que se tem hoje entre suspeições razoáveis e certezas), serão ilustrados alguns conceitos básicos de segurança da informação (entropia, táticas básicas de intrusão, tipos de ataque) e, finalmente, serão abordadas algumas das práticas que se podem razoavelmente esperar de um tradutor/intérprete - e de indivíduos em geral, de fato - para mitigar as vulnerabilidades mais básicas, e até algumas das mais complexas. 

A \"regra número um da internet\" é provavelmente mais verdadeira hoje do que jamais foi: você está comprometido. Sem exceções. Felizmente, há níveis e níveis de \"comprometido\", e boa parte das práticas mais sadias ainda continua sendo uma escolha individual. Usuários bem-informados tomam decisões melhores com relação a sua proteção na web, e entender o melhor equilíbrio entre segurança e conveniência é o primeiro passo para uma consciência mais tranquila (na medida do possível) enquanto nos expomos na rede. 

  • DANIEL PEREIRA MACIEL

Legendagem utilizando o espectrograma

Quando começamos a legendar e vemos um espectrograma pela primeira vez, ele assusta até pelo nome. Pode parecer mais fácil marcar os timings usando a curva de onda. Mas o espectrograma dá muito mais informação de relance e facilita a leitura de palavras e sílabas direto na visualização.

Pretendo ensinar um pouco do que aprendi em fonética no curso de linguística, especificamente as classes de fonemas e leitura de espectrograma.

  • DANIEL SALES DE CARVALHO ERLICH

A interpretação na era da colaboração: juntos somos melhores

Esta palestra abordará as novas tendências de interação entre intérpretes na era da Internet: formação de grupos de discussão, grupos de estudo, grupos de trabalho e outras formas de interação que se diferenciam muito da prática tradicional em que o intérprete só interagia com os colegas de cabine que viesse a ter. Com isso, intérpretes iniciantes tinham uma dificuldade incrível de conhecer novos intérpretes e demorava anos até que seu nome ficasse conhecido no mercado.

Em termos de reciclagem de conhecimentos, as oportunidades em interpretação sempre foram escassas. Atualmente, as oportunidades são muitas e ultrapassam os limites geográficos através de cursos, palestras e webinars online.

No mercado de tradução, essa tendência já é realidade. Mesmo antes do advento do Facebook, já existiam listas de e-mail que discutiam questões comuns a todos, dúvidas de vocabulário e outros aspectos até burocráticos do trabalho do tradutor. Mas isso não aconteceu com os intérpretes nessa mesma época. Por que esse desabrochar tardio?

Venha saber onde encontrar esses grupos, como trabalham, quais são as vantagens de um ambiente colaborativo e como crescer e se desenvolver em um mercado onde todos são, ao mesmo tempo, colegas e concorrentes.

  • DANIELE FONSECA

Understanding the T&I Industry in the USA

The United States of America is home to the largest market for translation and interpreting services.  The US government alone is one of the largest purchasers of translation and interpreting services in the world, with projects in dozens of languages.  Despite increasing globalization, the American T&I industry operates in a unique environment with its own customs, standards and experience.  This session will provide an overview of the T&I industry from three angles: as freelancers, project managers and translation buyers.  With insights from various stakeholders, this session will help participants improve their relationship with their American partners and clients.

  • DAVID RUMSEY

MESA-REDONDA: O DESAFIO DA QUALIDADE NA LOCALIZAÇÃO

Que tradutores são apaixonados por qualidade, já o sabemos. Mas e o que profissionais de diferentes áreas e experiências variadas fazem para garantir, assegurar e certificar essa qualidade de modo que esteja presente desde os processos do cliente até o produto que chegará às mãos do usuário final? Para aqueles que trabalham no setor de localização, sejam tradutores, empresas de localização, gerentes de projetos ou clientes, a qualidade traz desafios que requerem esforços diários e contínuos de todas as partes, não se restringindo à tradução em si, mas estando presente também em todo o ciclo de localização, desde estabelecer processos, capacitar equipes de tradutores até lidar com clientes ou fornecedores.

Esta proposta visa justamente abrir espaço para uma discussão sobre qualidade em tom leve, dinâmico e participativo no formato de mesa-redonda, partindo das experiências profissionais dos participantes da mesa, traçando assim um panorama realista e altamente profissional sobre os desafios de qualidade presentes no setor de localização brasileiro. Entre os tópicos sugeridos para discussão, gostaríamos de ressaltar: estabelecimento de processos, práticas recomendadas, uso de tecnologia e ferramentas, modelos de qualidade, revisão linguística, seleção, capacitação e avaliação de recursos internos e externos, uso de KPI e métricas para avaliar qualidade tanto na tradução como no nível de serviço entregue ao cliente, entre outros.

Conforme mencionado acima, inicialmente, a mesa-redonda contará com a presença de quatro participantes:

Débora Weirich, gerente linguística de uma empresa de localização (RoundTable Studio)
Mitsue Siqueira, especialista linguística (Ccaps)
Janayna Couto, gerente de fornecedores (Ccaps)
Luisa Maura Chiposche, gerente de qualidade global

  • DEBORA HILDA WEIRICH
  • Mitsue Siqueira
  • Luisa Maura Chiposche
  • Lilian Alves Mautone
  • Wania Grandesso

GESTÃO DE PROJETOS E PORTFÓLIO PARA TRADUTORES E INTÉRPRETES - DESCOMPLICANDO SEU PLANEJAMENTO DE ATIVIDADES E DE VIDA

O termo gerenciamento de projetos vem sendo amplamente explorado em vários setores da economia. No ambiente empresarial, algumas empresas organizam a administração de seus negócios e, portanto, de seus recursos financeiros e humanos de acordo com os projetos que têm. Em âmbito pessoal, quando alguém descreve seus planos futuros, invariavelmente utiliza a expressão: “O meu projeto de vida consiste é.....” 

A palestra tem como objetivo principal, demonstrar a aplicação de algumas técnicas de gerenciamento de projetos na rotina de trabalho e na vida dos tradutores e intérpretes de forma a otimizar a utilização do próprio tempo e melhorar a qualidade de vida. Tais técnicas são resultado da experiência profissional na aplicação do conjunto melhores práticas de gerenciamento de projetos consolidado sistematicamente pelo Project Management Institute (PMI). O PMI, fundado em 1969, coleciona boas práticas de gerenciamento de projetos coletadas por gerentes de projetos que atuam em todo o mundo e as divulga através de publicações específicas, de programas de certificações profissionais reconhecidas globalmente, divulgando e treinando profissionais no mundo inteiro. 

Poucos se dão conta que algumas destas práticas revelam técnicas que podem ser utilizadas por profissionais de todas as áreas para melhor gerenciar suas tarefas e o próprio tempo, no melhor e mais complexo de todos os projetos, o projeto de construir nosso presente e futuro.

  • DENISE DE ALMEIDA PERES

Aprendendo a traduzir pra dublagem com suas estratégias

Um dia li que  “traduzir para dublagem é  simples“ .  Onde se encaixa essa simplicidade? O que seria simples? Existe apenas uma forma de traduzir, um padrão , uma regra? 

Ela é simples somente se estiver relacionada à linguagem coloquial que geralmente é utilizada na dublagem, pois tratamos de uma tradução pararela (Gottlieb, 1988). Traduzir para dublagem, ou traduzir simplesmente, não é simples! Ao trabalhar em uma produção, é preciso analisar o conteúdo, pesquisar, se familiarizar com tudo, antes de pensar em traduzi-la. E aí que entram as estratégias para que sua tradução seja fluída, clara, e fácil de ser lida e compreendida pelos dubladores. Pensando nisso, o objetivo dessa palestra é mostrar como fazer essa transformação, como fazer uma versão brasileira para que o público alvo não estranhe o que assiste. A dublagem começa na tradução e se ela é boa, o resultado será bom.

  • DILMA MACHADO

A tradução para dublagem e para legendagem

Uma mesa com profissionais da dublagem e da legendagem discutindo os assuntos das duas áreas.

  • DILMA MACHADO
  • Paulo Noriega
  • Carolina Alfaro

Uma breve introdução à tradução de poesia: o Soneto 116 de Shakespeare

Usando uma tradução própria do Soneto 116 de Shakespeare, vou fazer uma introdução à tradução de poesia, trazendo à tona pontos de contato e diferenças entre os esquemas poéticos anglófono e lusófono. Esse soneto foi escolhido pelas discussões sobre forma, métrica e rima que ele proporciona e pela possibilidade de transmitir quesitos objetivos para a avaliação de uma poesia traduzida.

  • EDUARDO FRIEDMAN

Tradução juramentada ao redor do mundo

No Brasil, o ofício de tradutor público e intérprete comercial é regulamentado por um decreto presidencial datado de 1943 e sua prática está sujeita a regras adicionais ditadas pelas Juntas Comerciais de cada estado. Um projeto de lei propondo mudanças no ofício gerou recentemente uma discussão sobre a necessidade de adaptar ou não algumas práticas. Mas o que são exatamente essas práticas? Há diferenças regionais? E como atuam os tradutores públicos em outros países? Para refletir sobre alguma dessas questões, apresentaremos a experiência de duas tradutoras no exterior – na Alemanha e na Itália – e faremos uma breve comparação com a situação atual no Brasil, com espaço para perguntas ao final da apresentação.

  • ELISABETE KÖNINGER

O ensino da tradução em universidades brasileiras: a importância da reflexão teórica para a formação do tradutor

No Brasil, as últimas décadas têm sido marcadas por um pequeno aumento na visibilidade do tradutor, ao lado de um maior reconhecimento institucional dos estudos de tradução, tanto pelo estabelecimento de programas de pós-graduação e grupos de pesquisa quanto pelo número de publicações de artigos sobre a formação do tradutor e sobre a importância da reflexão teórica sobre a tradução. Se, por um lado, nota-se o desenvolvimento de cursos e ampliação da área, por outro, é possível observar que algumas questões parecem não ter saído das rodas de discussão e continuam a aparecer em livros e periódicos especializados, por exemplo a tradicional dicotomia entre teoria e prática. O objetivo deste trabalho é refletir sobre o ensino de tradução nas universidades brasileiras e mostrar que a reflexão teórica é inseparável da prática e de outros aspectos envolvidos no processo tradutório. Pretende-se questionar a postura muitas vezes defensiva de estudantes e profissionais em relação aos aspectos teóricos - intrínsecos a qualquer tradução – e levantar a hipótese de que tal atitude possa ser decorrente de concepções teóricas estereotipadas e de uma noção um pouco tecnicista da profissão. Para tal abordagem, recorremos a autores como Arrojo (2007), Darin (2013), Derrida (2003), Pagano e Vasconcelos (2006) e Rodrigues (2012).

  • ERICA LIMA

PROJETOS DE LEI, RESOLUÇÕES, PROVIMENTOS, CERTIFICAÇÃO DIGITAL E APOSTILA – AS ALTERAÇÕES JURÍDICAS DE ÚLTIMA HORA, ATUALIZADAS EM TEMPO REAL, E COMO ELAS AFETAM A TRADUÇÃO PÚBLICA.

Dicas e macetes sobre os aspectos práticos e jurídicos do ofício.

Serão abordadas as alterações em leis que afetam o ofício do tradutor público e suas implicações práticas, dando ênfase às informações essenciais e imprescindíveis ao exercício da função. 

  • ERNESTA GANZO

Comissão de Tradução para Editoras -AATI

A AATI realiza permanentemente, através da comissão de Tradução para Editoras, ações que visam a tornar visível o papel essencial da tradução na circulação de ideias, conhecimentos e da literatura, bem como sua indiscutível incidência no êxito de venda dos livros traduzidos.

Esses empreendimentos estão levando os próprios tradutores editoriais a tomarem consciência de sua identidade como coletivo profissional e a revalorizar sua função no âmbito do pensamento e da arte.

Vamos fazer uma síntese dessas ações e uma reflexão acerca dos resultados alcançados até este momento: palestras, workshops e cursos específicos dados por especialistas e por atores do mundo editorial, dentro das atividades regulares da associação; jornadas de tradução no âmbito editorial (Jornadas Profissionais da Feira Internacional do Livro de Buenos Aires); Workshop de tradução francês-espanhol em ciências sociais e humanas (Embaixada da França e Centro Franco-Argentino); Clínica de tradução literária (Fundação FILBA); colaboração com a Escola de Outono de Tradução Literária (IES em Línguas Vivas “J. R. Fernández”); Mesa sobre tradução na Conferência Editorial do Programa e atividade performática em A Noite dos Livros (Programa Opção Livros, do Governo da Cidade de Buenos Aires).

 

As temáticas que são apresentadas e desenvolvidas nessas instâncias variam e vão aumentando (scouting, relação entre tradutor e editor, variedades do espanhol, diferenças de acordo com os tipos de texto, línguas das quais se traduz, subsídios à tradução, e outras).

  • ESTELA CONSIGLI

Recebimento do exterior e Siscoserv? A Advanced explica.

No cenário atual, para ser um profissional com atuação internacional você precisa de suporte para suas operações de câmbio. Todo indivíduo que hoje mantém relações com o exterior tem necessidade de utilizar uma Instituição Financeira credenciada pelo Banco Central do Brasil para processar suas operações internacionais e ter o devido direcionamento quanto às obrigações acessórias que estão envolvidas, exatamente onde a Advanced Corretora de Câmbio se enquadra.

Com 18 anos de mercado, sendo uma das 3 maiores corretoras de câmbio do país, com tradição e experiência renovamos nossa parceria com a ABRATES para oferecer assessoria, atendimento personalizado e valor diferenciado para você que é associado.

Compareça em nossa palestra e tire todas as dúvidas sobre o assunto!

  • FÁBIO FRANÇOZO

Revisitando a interpretação de premiações com transmissão ao vivo.

Voltando, 8 premiações depois, para dar outra olhada sobre as peculiaridades, desafios, especificidades e dinâmica da interpretação ao vivo de premiações televisionadas. Após 3 VMAs, 3 EMAs e 2 Movie (and TV) Awards, mostro como tem sido a evolução do trabalho desenvolvido na MTV, as demandas e pressões que o profissional sofre, um pouco sobre o processo de seleção, preparação para o dia do evento, equipamentos e demandas específicas que acompanham esta modalidade de interpretação simultânea.

  • FELIPE CICHINI SIMÕES

Fiz um cadastro no ProZ.com. E agora?

Não podemos negar a importância do ProZ.com no mercado tradutório. Esta comunidade de tradutores pode ser extremamente útil, mas você sabe usá-la para alcançar os melhores resultados possíveis?

A maioria das pessoas só utiliza o ProZ.com para procurar clientes, fazer perguntas de terminologia e navegar nos fóruns. No entanto, o que muitos não sabem é que a comunidade on-line pode oferecer bem mais do que isso. 

O objetivo desta palestra é apresentar diversas funcionalidades interessantes, algumas “quase escondidas”, do ProZ.com que podem ajudar os usuários a alcançar resultados melhores tanto no site quanto na vida profissional.

Entre os tópicos abordados, vamos falar sobre:

  • O site em si
  • Como criar um perfil eficiente
  • Visibilidade e oportunidades
  • Evitar notificações “desnecessárias”
  • Ofertas de trabalho
  • Banco de dados de conhecimento

Você ficará surpreso com a poderosa ferramenta que tem em mãos!

  • FERNANDA ROCHA

Mentoria pra quê?

Cursos e especializações são muito fáceis de encontrar, mas o problema é: Como entrar no mercado de trabalho? A oferta de cursos, as informações disponíveis e as dicas de colegas em sites e blogs é enorme, fazendo com que os tradutores iniciantes errem bastante até aprender, ou absorvam tanta informação que passam o resto da vida planejando tudo e não fazendo nada. O Programa de Mentoria da ABRATES serve como intermediário entre o profissional mais experiente (mentor) e o iniciante (mentorado). Entretanto, por que um profissional experiente disporia de seu tempo para ajudar um iniciante sem receber por isso? E o iniciante? Por que ele deve participar de um programa assim, se as respostas e dicas “quentes” estão na internet e o mentor não vai arrumar empregos ou corrigir os trabalhos dele? Quais são os objetivos da mentoria e de todos os envolvidos? Para que serve a mentoria e os seis meses de programa? Esta palestra será sobre a experiência de uma mentora e uma mentorada, sua jornada juntas e o que mudou em suas vidas e em suas rotinas de trabalho após os seis meses de mentoria.

  • GISELLE AGOSTINHO COUTO
  • Luciana Helena Bonancio

Negociação estratégica

Nesta palestra serão abordados conceitos de Negociação Estratégica que irão ajudar na aquisição de novos clientes, na precificação e formação de parcerias. Você entenderá como realizar preparação de uma negociação levando em consideração alternativas e valor de reserva, a diferença entre negociação distributiva e negociação integrativa assim como formas de criação de valor. Os conceitos são baseados no Método de Negociação de Harvard e aplicados à situações comuns a profissionais autônomos e pequenas empresas.

  • GUSTAVO HABIB

A importância da expertise por interação para a tradução técnico-científica

A tradução, uma atividade de leitura e escrita, corresponde a uma complexa tarefa de resolução de problemas mal-definidos (Shreve, 2006). Da Silva (2007), com base em Scardamalia e Bereiter (1991), sugere que a expertise em tradução consiste em um processo dialético em que o sujeito é capaz tanto de deduzir a partir de seu conhecimento de domínio e de seu conhecimento discursivo para resolver um caso particular, quanto de inferir a partir de um caso particular para reformular seu conhecimento de domínio e discursivo. Na tradução de textos técnico-científicos, esse processo é mais complexo porque o tradutor raramente detém os conhecimentos específicos de determinada área e partilha da linguagem da sua comunidade discursiva (Bhatia, 2004). Todavia, Collins e Evans (2010) afirmam que é possível adquirir expertise por interação, i.e., a expertise na linguagem de um domínio sem, contudo, contribuir diretamente para ele. Na área médica, os profissionais e pesquisadores da saúde podem desenvolver expertise contributiva porque são capazes de atuar diretamente na área, dando sequência a pesquisas, cirurgias e outros procedimentos próprios do domínio médico. Em contrapartida, os tradutores podem desenvolver uma capacidade linguística que lhes permita transitar com certa facilidade entre os membros da área, não apenas dominando o seu linguajar e jargão, mas também se integrando a essa comunidade discursiva. Baseando-se na ideia de expertise por interação, este trabalho apresenta os resultados parciais de um estudo longitudinal (CNPq 461054/2014-0) que investiga, do ponto de vista processual e do produto, o impacto da obtenção de expertise por interação a partir do contato efetivo entre o tradutor e o especialista no âmbito de uma subárea da medicina voltada para a hipertensão arterial. Ao longo de nove meses de interações, quatro sujeitos com bacharelado em tradução se submeteram, dentre outras, a atividades de aperfeiçoamento da escrita acadêmica, participação em reuniões do Grupo de Pesquisas em Hipertensão Arterial: Clínica e Experimental, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia, acompanhamento in loco de como esse grupo realiza coletas e analisa dados, bem como realização de traduções e revisões avaliadas e corrigidas por linguistas e pesquisadores da área médica. Os resultados parciais, obtidos a partir da análise longitudinal dos processos e produtos tradutórios desses sujeitos – produzidos utilizando o programa Translog – apontam para aumento progressivo da conscientização sobre questões de ergonomia, aumento da produtividade em termos de tempo, pausas e número de tentativas, aumento da metarreflexão (Alves, 2003) e produção de textos mais adequados aos padrões académicos. Ganhos puderam ser observados na produção de textos de domínios distintos, mas o maior impacto foi registrado na produção de textos da subárea sob escrutínio.

  • IGOR ANTÔNIO LOURENÇO DA SILVA
  • Carolina Aleixo
  • Lygia Alves

Além da tríade tradicional de traduzir, editar e revisar: outras tarefas que o tradutor profissional pode desempenhar no mercado atual

No competitivo mercado da tradução, o tradutor enfrenta-se à necessidade de diversificar-se nos papéis tradicionais para ocupar outras funções relacionadas que ampliam e enriquecem a variedade de tarefas que desempenha dentro do processo de produção. Nesta palestra, nós nos centraremos em alguns dos serviços que o tradutor pode oferecer e que vão além da tradicional tríade de traduzir, editar e revisar. Com base em nossa experiência profissional, principalmente na área da tradução médica, nós apresentaremos o diverso repertório de tarefas conexas que as empresas de tradução atualmente demandam e que nem sempre são incluídas nos cursos de graduação ou pós-graduação dos tradutores. Essas tarefas adicionais que o tradutor profissional polivalente pode oferecer no mercado de trabalho enquadram-se em duas grandes áreas de ação: o controle de qualidade e a localização. No primeiro campo de trabalho, nós analisaremos as características da retrotradução, a harmonização, a conciliação, a leitura prévia à comercialização, a revisão dos comentários do cliente, a revisão independente e a correção de testes de tradução. No segundo campo, nós descreveremos tarefas como a revisão no país de destino, a avaliação de traduzibilidade, a adaptação transcultural, a simplificação e a avaliação do nome comercial, entre outras atividades. Esta palestra está desenhada com o fim de contribuir para delinear os novos horizontes e desafios de nosso trabalho profissional, e esperamos que seja interessante e útil tanto para colegas com mais experiência como para aqueles que estão iniciando-se na profissão.

  • ILEANA LUQUE
  • Fernanda Nieto Femenía
  • Marcela Serra Piana

Agora meu negócio é busine$$ - 20 palavras que todo tradutor deve conhecer

As traduções sobre negócios, para jornais e revistas financeiras, clientes empresariais etc. são um ponto forte no cenário de trabalho de hoje. Aprendendo os termos e conceitos principais de negócios, em inglês e em português, podemos abrir mais possibilidades no mercado. Nesta palestra mencionaremos 20 termos básicos da área, com explicações e exemplos.

  • ISA MARA LANDO

INTERPRETAINMENT: QUANDO O INTÉRPRETE PASSA A FAZER PARTE DO SHOW

Em grandes eventos motivacionais, de coaching, desenvolvimento pessoal, programação neurolinguística e até mesmo hipnose é fundamental que o intérprete seja mais do que um mensageiro da ideía do palestrante. Nestes eventos, o ritmo, a entonação, o volume e até mesmo o gestual são tão importantes quanto o conteúdo a ser aprendido. O participante precisa sentir a energia no momento correto para alcançar uma conexão mais profunda consigo mesmo. O intérprete deve se desafiar a fazer parte do show. Falar, pensar, se mexer e até mesmo imitar o palestrante ou algum participante quando for possível e tiver liberdade para fazê-lo. É isso que garante o sucesso destes eventos e este é o grande desafio. Isso é Interpretainment!

  • ISABEL ZAPATA
  • MARIA PAULA BULHÕES CARVALHO

Intercultural Mediation in Healthcare: A Primer for Interpreters

This workshop focuses on exploring the practitioners\' perspectives about interpreting culture and how this affects the provision of culturally and linguistically competent care in different healthcare settings. How are interpreters working with healthcare providers to address cultural issues? What are the strategies utilized? What are the advantages and disadvantages of their interventions? How aware are they of the cultures for which they are interpreting? Do interpreters consider themselves truly bicultural and are they equipped to provide intercultural mediation? What are the outcomes of their intervention? The workshop shares the study results and engages the audience to learn new evidence-based interpreting paradigms. 

Learning objectives

1. Participants will be able to identify all the activities that are within the medical interpreters’ scope of practice, with respect to addressing cultural issues.

2. Participants will learn about the practitioners’ challenges, disadvantages, advantages, timing, scope limitations, and other aspects of addressing cultural issues.

3. Participants will learn the latest interpreting research theories related to addressing culture in an intercultural interpreted communicative event.

  • IZABEL SOUZA

Vamos falar de preços nos mercados de tradução e interpretação?

Uma mesa-redonda sobre preços praticados no mercado de tradução e interpretação. Tabela Sintra? USD 0,01? R$ 700,00/hora? O que é o que não é aceitável? Quem define isso?

  • JOÃO VICENTE DE PAULA JÚNIOR
  • Richard Laver
  • Jorge Rodrigues
  • Luiz Fernando Doin
  • Renato Beninatto

\"Chinglish\" para tradutores brasileiros

Reconhecido por vezes como gramaticalmente correto, apesar de não usual, o termo “chinglish” se refere à língua inglesa falada, e principalmente escrita, com influência da língua chinesa, o que na maior parte dos casos, devido à diferença de contextos e ao uso de ferramentas de tradução automática, origina traduções com conotações vulgares, depreciativas ou incoerentes.

 

O objetivo desta palestra é fazer uma breve apresentação do “chinglish” aos tradutores brasileiros, explicar seu funcionamento e lógica usando uma abordagem simples para aqueles que não possuem conhecimento da língua chinesa e providenciar dicas que facilitam o processo tradutório de um texto que foi primeiramente traduzido do mandarim para o inglês para, por fim, ser traduzido para o português. Também será discorrido a respeito da estrutura básica da língua chinesa por meio de exemplos simples, contexto histórico do “chinglish” e a sua atual influência no mercado de tradução.

  • JÔNATAS BICA

Taking Things in (Three) Strides: How Translators Can Actively Shape the World of Translation of Tomorrow

We’ll look at the changes in the world of translation from three different angles: 1) Technology, 2) Communication, and 3) Excellence.

  • Technology has rapidly changed – even in the course of the last two years – and it’s up to us to embrace and shape it in a way that it will work in our favor. How can that be done?
  • Communication is what we’re inherently good at, otherwise we wouldn’t translate. Yet we regularly fail to communicate our value to each other and to society as a whole. How can we change that, especially when we don’t like how the narrative is driven by others?
  • Excellence is what we believe sets us apart from both technology and the bilingual crowd. Who is defining excellence and what can we do to be proactive about it?
  • JOST ZETZSCHE

TÉCNICAS DE ORATÓRIA

Programa:

- Desinibição           

- Postura
- Respiração e Impostação da Voz

- Dicção (Articulação clara das palavras e sem vícios de linguagem)
- Ritmo da fala (Organização do pensamento e modulação vocal)

- Argumentação sob pressão

- Apresentações com uso do Datashow

 

 

 

  • KARINA BRAGA PERDIGÃO BARRETTO DE CARVALHO

Alinhamento: ideias para rechear sua memória

Alinhamento não é nenhuma novidade: uma tabela, duas colunas, um texto segmentado numa, a tradução na outra. Ele tem marcado uma certa presença nas conversas de tradutores nos últimos tempos, e pode ser muito útil para criar memórias de tradução. Nesses 50 minutos, vamos conversar sobre o que é um alinhamento e quais as suas vantagens, além de conferir exemplos reais e um passo a passo para construir uma memória mais recheada e confiável.

  • KELLI SEMOLINI

O que vem depois da tradução editorial? Preparação/copidesque e revisão: o tradutor também pode trabalhar nisso!

Antes de chegar a ser impresso, um livro passa por inúmeras etapas. É comum, como tradutores, nos concentrarmos quase sempre na etapa da tradução, sem saber ou ter contato com o que vem antes. Especialmente para quem ainda não trabalha com tradução editorial ou literária e tem a intenção de entrar nesse mercado, porém, é essencial conhecer todos os processos que acontecem dentro e fora da editora.

 

Depois de adquirir os direitos autorais de um livro, um editor costuma fazer uma busca pelo tradutor mais adequado para ele: alguém que tenha experiência com aquele assunto; alguém que já trabalhe para a casa; alguém com um currículo interessante que ele deseje testar – as possibilidades são muitas, e já foram abordadas extensivamente em diversos congressos da Abrates. Depois disso, o texto traduzido é editado e segue para uma etapa muitas vezes desconhecida, mas importantíssima: a preparação de texto ou copidesque. Nisto, a tradução literária se mostra diferente da tradução técnica – a preparação de texto é etapa que só costuma existir em livros, enquanto outros textos seguem apenas para uma revisão. Mais uma diferença: um livro precisa passar por, pelo menos, duas revisões depois de preparado e diagramado.

A simples quantidade de etapas envolvidas na publicação de um livro significa que sua produção exige boa quantidade de profissionais qualificados. Essas etapas, portanto, são portas de entrada para tradutores iniciantes. Embora haja, no mercado editorial, muitos tradutores excelentes, editores explicam que pode ser difícil encontrar bons preparadores de texto e revisores. Um dos problemas para o trabalho com livros traduzidos é que preparadores, em geral, não têm conhecimento de tradução – e, assim, que a preparação feita por um tradutor pode ser um diferencial. Editoras, em geral, mostram-se mais propensas a aceitar novos profissionais com quem ainda não trabalharam em revisão e preparação; é comum que, após alguns trabalhos bem-sucedidos, o profissional tenha portas abertas para um teste de tradução propriamente dita, o que, sabemos, costuma ser a ambição final de profissionais iniciantes.

Portanto, conhecer técnicas de preparação e cotejo, bem como de revisão de texto, é essencial para quem deseja começar a trabalhar no mercado editorial. A palestra mostrará, entre outras coisas: técnicas e características de uma boa preparação; exemplos de preparações e revisões vindos de editoras variadas; comparação: o texto antes e o texto depois do preparador; escopo do trabalho de preparação; os limites da intervenção no texto do tradutor: quando mexer e quando não mexer; relação com editores. Assim, espera-se que tradutores iniciantes ou aqueles mais experientes, mas que desejam começar no mercado editorial, saiam com um bom panorama de atuação.    

  • LAURA SANTOS FOLGUEIRA

Consecutiva pra quê? Eu só faço simultânea!

Não é raro ouvir intérpretes dizerem que não fazem interpretação consecutiva e muitos fogem como o diabo da cruz da ideia de depender de papel e caneta e da boa e velha memória para trabalhar. Mas será que a essa modalidade é tão ruim assim? Não podemos aprender nada com ela?

 

O intuito desta palestra é elucidar como o exercício da interpretação consecutiva pode melhorar o desempenho do intérprete na cabine. Há várias habilidades desenvolvidas com a prática da consecutiva que podem ser transpostas para a simultânea: além de nos ensinar muito sobre sobre a nossa voz, postura, e autocontrole, aprendemos principalmente a analisar e compreender como o discurso funciona.

 

Na consecutiva, o intérprete não tem opção: ele tem de entender e digerir as informações para poder traduzir para o outro idioma. Esse exercício de compreensão, processamento e (re)produção, que é tão fundamental na consecutiva, também existe (ou deveria existir) na simultânea. Uma vez que a mensagem tenha sido  compreendida e digerida, ela poderá ser desverbalizada no idioma de chegada, gerando uma interpretação muito mais idiomática e natural.

Além disso, saber fazer consecutiva certamente virá a calhar em algum momento. Um belo dia talvez você olhe para o seu transmissor portátil e perceba que ele simplesmente não vai funcionar devido a alguma interferência… Nesse momento, haverá duas opções: virar para o cliente, dizer “infelizmente fui contratado para fazer simultânea e não faço consecutiva” e ir embora… ou subir no palco, mandar ver na consecutiva e salvar o evento.

Please note this presentation will be delivered in English.

  • LAURA VAUGHN HOLCOMB
  • RENATO RAMALHO GERALDES

Tradução e Cultura

O mundo contemporâneo aproximou pessoas de culturas diversas e reforçou a necessidade de tradução. Não se trata apenas de traduzir palavras ou frases de uma língua para outra, mas significados dentro da mesma cultura. O que significa a linguagem do corpo , o olhar, as palavras, a etiqueta e a comunicação entre povos e sociedades distintos? Para isto precisamos reforçar a compreensão da cultura. Hoje, para fazer negócios, para navegar na internet, para dar uma palestra ou para dirigir empresas eu preciso ser um tradutor em relação aos muitos universos que estão sobrepostos na convivência. Comunicar-se é traduzir e para isto a cultura deve fazer frente ao processo de entropia, de perda de significados originais. Tradução está associada à cultura e não se pode ser bom tradutor sem sólida formação cultural.

  • LEANDRO KARNAL

O Senhor dos Anéis e sua tradução para o português brasileiro

A palestra versará sobre o processo de tradução de O senhor dos anéis, de J. R. R. Tolkien para o português brasileiro, que aconteceu nos primeiros anos da década de 1990. Será dada ênfase especial à questão da tradução dos nomes próprios, que seguiu as recomendações deixadas pelo próprio autor.

  • LENITA ESTEVES

Uso profissional da voz e expressividade para intérpretes

Em breve!

  • LENY KYRILLOS

Nutrição e bem-estar para quem trabalha em casa

- Introdução à nutrição eficiente
- Como incorporar hábitos saudáveis nos dias atuais
- Mitos e verdades sobre alimentação, nutrição e emagrecimento
- Dietas da moda
- Opções de lanches para comer no trabalho
- Dúvidas e perguntas
  • LETÍCIA MENEZES

LITERATURA INFANTIL E JUVENIL TRADUZIDA: POÉTICA DA AMAZÔNIA COMO POSSIBILIDADE E DIFICULDADE NO CAMPO DA TRADUÇÃO

Ao adentrar no campo da tradução de literatura infantil e juvenil da Amazônia, apareceram as primeiras possibilidades e dificuldades em torno dos conceitos de tradução, dos problemas que podem ser enfrentados por um tradutor iniciante e sobre como esses conceitos poderiam ser aplicados na tradução da poética de literatura infanto-juvenil. É o interesse dessa pesquisa traduzir e comentar a tradução das poéticas do imaginário amazônico presentes na literatura infantil e juvenil.

O objetivo geral analisa e identifica os problemas práticos de tradução presentes em contos e poesias, além de compreender as possibilidades para resolução dos mesmos problemas, considerando o aspecto cultural do conto, com imagens poéticas do imaginário Amazônico. Os objetivos específicos tratam de reconhecer como se dá o processo tradutório, identificar quais as ferramentas são necessários para se realizar uma tradução ética, poética e pensante, e como considerar o aspecto cultural da Amazônia considerando sua peculiar poética.

A metodologia desta pesquisa propõe três etapas: ao identificar as dificuldades que podem causar problemas no processo tradutório entre as duas línguas (espanhola e a portuguesa) respeitando o aspecto cultural; oferecer sugestões para a resolução desses problemas da tradução em questão; explicitar as decisões tomadas no processo de tradução com base nas teorias dos Estudos da tradução.

É nessa experiência do outro que reside a prática, não mais comum, mas refletida e ética, da tradução. E é na manutenção dessa experiência no produto de sua transformação que reside o sucesso do tradutor. Assim também o da crítica da tradução, que saberá recuperar os processos ideológicos que governaram autor e tradutor, descobrindo o um e o outro, sempre em relação. Esse assunto denso deve ser muitas vezes refletido pelo tradutor quando estiver traduzindo obras infantis, pois o seu público é um ser em formação, em todos os aspectos. Incutir valores, utilizar estereótipos ou esquemas mentais grosseiros da sociedade é uma violência para a formação da criança.

As estratégias postas para o acordo com a recontextualização de textos a través das fronteiras linguísticas e culturais, no caso desse trabalho, almejando conhecer seu próprio espaço, um universo de floresta, rios enormes, exuberância da flora e da fauna, um mundo de expressões culturais dos povos da floresta e povos da cidade, uma diversidade que até assusta, porque foge dos limites de nação, línguas nacionais e culturas locais. A Amazônia é também uma experiência poética!

  • LILIAN CRISTINA BARATA PEREIRA NASCIMENTO

AUDIODESCRIÇÃO: TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA QUE TRANSFORMA IMAGENS EM PALAVRAS

A palestra objetiva apresentar a audiodescrição, recurso de acessibilidade comunicacional e modalidade de tradução audiovisual intersemiótica que transforma imagens em palavras, ampliando o entendimento e a experiência estética de pessoas com deficiência visual em todos os tipos de espetáculos, eventos, sejam eles acadêmicos, científicos, sociais ou religiosos, e produtos audiovisuais por meio de informação sonora. Os benefícios estendem-se também a outros públicos, tais como pessoas com deficiência intelectual, idosos e crianças, pessoas com dislexia, déficit de atenção e autistas. Abre possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar. 

  • LÍVIA MARIA VILLELA DE MELLO MOTTA

DA PREPARAÇÃO À EXECUÇÃO DA LOCALIZAÇÃO DE SITES E SOFTWARES

Palestra voltada para tradutores iniciantes e intermediários – os problemas encontrados durante o projeto de localização/tradução e as sugestões para superá-los.
Serão expostas as diferenças entre localização e tradução e, a partir dessa diferenciação, será demonstrado que o projeto de localização de um site, aplicativo ou software envolve uma série de particularidades, incluindo o registro, o número de caracteres permitido, a padronização com versões anteriores do aplicativo ou edições anteriores do software.

Sabemos que um gerente de projeto experiente já anteveria vários dos problemas que uma equipe pode enfrentar e já se anteciparia a eles, buscando obter do cliente a maior quantidade possível de informações, como materiais de referências, manuais antigos, memória de tradução anterior, glossário, capturas de telas, etc. No entanto, o pior cenário será o exemplificado, aquele em que o tradutor não tem nada disso e que, por incrível que pareça, é mais comum do que se imagina. Vale ressaltar que o cenário-retrato é o de tradutor/revisor x agência, uma vez que, nessa situação, estamos de mãos amarradas, pois dependemos da intermediação da agência para conseguir acesso ao cliente, o que dificulta ainda mais as coisas.
Como enfrentar esse desafio?

Será exposto o que pode ser feito a partir do momento em que o tradutor/revisor é recrutado pela agência para participar da localização/tradução de sites/softwares e de seus manuais, pois vale acrescentar que o desafio do profissional de idiomas é fazer valer a vontade do programador para diferentes usuários, em diferentes idiomas.

Além disso, haverá demonstração de exemplos coletados durante anos de trabalho na área, que representam os verdadeiros desafios que tradutores e revisores enfrentam quando o cliente não fala português e não tem uma equipe linguística interna.

  • LORENA HONORATO BORGES

Tradução Jurídica Avançada: Responsabilidade Civil e Tort Law

Nesta palestra, trataremos dos desafios da tradução jurídica ao traduzir temas de responsabilidade civil (tort law), abordando as principais categorias de torts, os casos mais marcantes e a importância do Tort Law na cultura jurídica americana.

  • LUCIANA CARVALHO FONSECA

Tradução literária para o inglês? May the force be with you.

Traduzir para qualquer língua que não fosse sua língua-mãe foi, por muitos anos, considerado um “pecado mortal”. Entretanto, por uma exigência do mercado, acabamos aceitando esse enorme desafio. O primeiro livro parecia impossível e a insegurança foi enorme, o segundo livro foi um pouco mais rápido e nos sentimos mais seguras para negociar com o cliente como seria a revisão, a partir do terceiro formamos uma equipe onde tradutores e revisores trabalham em sintonia durante todo o processo. O resultado tem sido bastante satisfatório e já estamos no sétimo livro. Nesta palestra, vamos mostrar quais foram as maiores dificuldades que enfrentamos e como conseguimos criar uma rotina de trabalho com técnicas de tradução, pesquisa e revisão.

  • LUCIANA HELENA BONANCIO
  • Samantha Santos

COMO A TERMINOLOGIA PODE AMPARAR A PRÁTICA DO TRADUTOR INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS

A tradução de textos especializados, técnicos e científicos é constantemente um melindre para o tradutor intérprete de língua de sinais (TILS), ainda mais quando da falta de seu correspondente em Língua de Sinais Brasileira (LSB). No presente trabalho no propomos a apresentar alguns sinais-termo do processo judicial eletrônico (PROJUD) e demonstrar a importância da Terminologia na atividade do tradutor/intérprete, vez que ela auxilia em seu desenvolvimento enquanto profissional.

O recorte especifico se dá pelo o número de Surdos (usuários de LSB) com acesso ao PROJUD ter crescido consideravelmente. Com isso a necessidade de um vocabulário de especialidade, em respeito à Lei 10436/2002 e o Decreto 5626/2005 é direito do Surdo ter acesso às informações em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Uma das formas de garantir esse direito é a presença do tradutor e intérprete que ao atuar em áreas com temas especializados devem deter o conhecimento das terminologias específicas utilizadas em contextos diversos.

Por isso, a importância da Terminologia, tanto em sua vertente teórica quanto aplicada, vez que esta oferece um quadro para o estudo das linguagens de especialidade, as quais são objeto de trabalho da tradução técnica e científica.  Considera-se que a compreensão do funcionamento dessas linguagens oferecerá estratégias que possibilitem o desenvolvimento de competências, tais como a competência cognitiva (aquisição de conhecimento na área de trabalho), a competência linguística (conhecimento da língua ou línguas de trabalho) e a competência sociofuncional (conhecimento do uso adequado de determinada construção, haja vista a intenção, o tipo de texto, a situação comunicativa e os interlecutores) (CABRÉ, 1999, p.195), para o processamento de traduções especializadas. 

As linguagens de especialidade são marcadas por uma especificidade inerente, a jurídica está nesse interim, o TILS está mais habituado ao ambiente educacional, não possui uma formação especifica de linguagem jurídica que o possa auxiliar diante de vazios, ou seja, de conhecimentos que não os possua. Quando consulta um dicionário, ou glossário por diversas vezes não sabe como fazê-lo, e no caso da LSB não encontra seu correspondente.

 

Diante disso, e do melindre existente quando da tradução de termos técnicos para os TILS, urge a necessidade de uma terminologia especifica em LSB. Por esse motivo a proposta de um glossário que poderá ser utilizado tanto para auxílio do surdo quanto dos TILS, para despertar a consciência da pesquisa em busca do equivalente usado na língua de chegada.

  • LUCIANA MARQUES VALE
  • Alexis Pier Aguayo

A ARTE DA NEGOCIAÇÃO: COLETÂNEA DE ARGUMENTOS QUE PRECISAM ESTAR NA PONTA DA LÍNGUA DE QUALQUER INTÉRPRETE

 Seja pela concorrência acirrada, pela economia instável ou por outros fatores externos, negociar não é nada fácil. Quem nunca ouviu um “Mas vai ser um palestrante só, por que tenho que contratar dois intérpretes?” ou mesmo “A jornada de trabalho padrão é de oito a nove horas, eu não vou pagar hora extra depois de seis horas.”? No mercado de hoje, já não basta ser um bom intérprete e ter vasta experiência na cabine: precisamos estimular e desenvolver nosso lado empreendedor para conquistar e fidelizar nossos clientes se quisermos garantir um bom fluxo de trabalho no longo prazo.

 

Para tanto, é necessário ter algumas respostas na ponta da língua quando formos questionados pelo cliente durante a etapa de negociação. Por meio da contribuição de diversos intérpretes do mercado brasileiro que compartilharam comigo suas experiências na hora de fechar um evento, preparei uma coletânea de argumentos e estratégias que podemos usar em situações parecidas – seja em trocas de e-mail, ligações telefônicas ou reuniões presenciais com os clientes que buscam serviços de interpretação. Agora, quero compartilhar essas estratégias com vocês para, juntos, formarmos um mercado mais forte e coeso e conseguirmos defender boas condições de trabalho e o respeito à nossa profissão.

  • LUCIANE CAMARGO

Tradução de Ficção Científica – Fluência em Extrapolação

Em que uma tradutora de ficção científica difere de uma tradutora de ficção realista? Seria preciso conhecer os cenários típicos do gênero, exploração espacial, as leis da física, futurologia, distopia, vida alienígena, viagens no tempo e habilidades paranormais?  

Quando falamos em tradução de ficção, seja ela considerada mainstream ou situada no âmbito da ficção especulativa, a questão da fidelidade ao original inclui necessariamente uma sensibilidade para a recriação, na língua de destino, de histórias de complexidade extrema. As proverbiais exceções confirmam a regra literária. Com personagens e tramas que apresentam desafios frequentes à tradução devido à presença de neologismos referentes a tecnologias e conceitos do futuro ou de universos paralelos, a ficção científica demanda uma visão clara entre o que pode ser visto como inédito e, portanto, expresso numa linguagem prenhe de universalidade, e o que é baseado em culturas reais e conhecidas. 

Para efeito de ilustração, podemos parafrasear uma opinião do tradutor de FC chinês Ken Liu, e dizer que, se não existem azulejos num planeta Marte colonizado, certamente existem referências a conceitos sociológicos da Terra, mesclados a uma infinidade de extrapolações possíveis, abrangendo qualquer área das ciências. 

Eis um recorte do universo que iremos explorar nessa palestra.

  • LUDIMILA HASHIMOTO

Diz a Legenda - part deux

Esta sequência de Diz a Legenda fala sobre o mercado de legendagem no Brasil.

- Observaremos sua estrutura e sua evolução com o tempo, desde o cinema e a TV a cabo até o home video e streaming.

- Veremos o fenômeno do fansubbing e como ele ajudou a moldar mercado e profissionais desde os anos 80 até hoje.

- Testemunharemos erros clássicos, o dia a dia de um tradutor e As 8 Causas de uma Legenda Ruim (sendo só 1 culpa do tradutor). E, claro, falaremos sobre a postura profissional ética em relação aos colegas.

- Arregaçaremos as mangas com valores praticados, rendimento de trabalho, orçamento, primeiros passos e leituras recomendadas.

  • LUIZ FERNANDO ALVES

Que diabos é Tradução para Dublagem? O começo de tudo.

A Tradução para Dublagem tem ganhado espaço com o aumento da demanda de produtos dublados no Brasil. Mas nem todos os tradutores estão preparados para executar essa arte tão linda (sim, é uma arte!). Como começar? Onde se especializar? Com quem falar? Conheça os caminhos para trabalhar de casa com filmes e séries com as maiores profissionais da area e aprenda como a própria história delas pode ser inspiração para você seguir os seus sonhos. 

  • MABEL CEZAR
  • Rayani Immediato

A verdadeira utilidade do glossário

Glossários são uma parte fundamental da vida de intérpretes sérios e dedicados. Uma das funções menos compreendidas do glossário é a de servir como âncora para a compreensão do material original. Um estudo de glossário bem feito pode ajudar a aliviar a carga cognitiva do intérprete ao preparar a mente para receber as ideias e conceitos emitidos pelo palestrante. Vamos discutir sobre o quanto esta função do glossário pode ajudar no desempenho do intérprete e sobre como maximizar a sua utilidade.

  • MARCELO GLENADEL LEAL

Inteligência Artificial e a Tradução

Em busca de mais qualidade nas Traduções de Máquina (Machine Translation), cada vez mais empresas estão lançando mão da tecnologia de Inteligência Artificial aplicada à MT. Nesta palestra mostraremos algumas iniciativas no uso dessa tecnologia de ponta, faremos algumas comparações e discutiremos possíveis futuros do mercado de tradução.

  • MARCELO JOSÉ FASSINA

O DESAFIO DA TRADUÇÃO ENTRE LÍNGUA PORTUGUESA E LIBRAS DIANTE DO FENÔMENO DA SINONÍMIA

A pesquisa está voltada para o fenômeno da sinonímia na tradução entre a Língua portuguesa e a Língua brasileira de sinais (Libras), como foco o trabalho do profissional intérprete de Libras. Objetiva-se analisar a sinonímia na Língua portuguesa e na Libras como também verificar a valorização semântica entre as sentenças traduzidas pelo intérprete de Libras. O aporte teórico é formado por Lyons (1981); Fernandes & Correia (2011); Chomsky (2006) e Saussure (2006), além dos estudos de Quadros (2004) e Rosa (2008). Utilizamos a abordagem quantitativa e qualitativa. Para a coleta dos dados foi montado um glossário com palavras em português, empregadas em sentenças, as quais foram submetidas a traduções por intérpretes do município de Abaetetuba-Pa. A partir das traduções foram feitas as análises apresentada neste trabalho e concluiu-se que a sinonímia, por ser um processo constitutivo da tradução, é essencial para garantir o sentido na língua de chegada. Assim, qualquer perda semântica como verificada nas análises na tradução com o sentido literal e no acréscimo de informação pelo intérprete na tradução para a Libras provocou prejuízos ao processo sinonímico. Consequentemente, o trabalho do intérprete de Libras é muito importante para os surdos e a tradução precisa ser realizadas com ética e responsabilidade. Precisa ser um recurso para atender à compreensão do surdo de uma língua que ele não ouve.

Palavras-Chave: Intérprete. Tradução. Sinonímia. Língua Portuguesa. Libras.

 

  • MARCIA CARVALHO

Metodologia Empregada – GTD – A Arte de Fazer Acontecer

GTD™ é a abreviação da marca “Getting Things Done™” (“A Arte de Fazer Acontecer”). Um sistema de gestão inovador para a vida pessoal e profissional, criado pelo renomado consultor americano David Allen, que fornece soluções concretas para transformar o “corre-corre” diário e as incertezas em um sistema integrado de produção sem estresse.O GTD™ permite maior desempenho, capacidade de realização e inovação. Alivia a sensação de sobrecarga, gerando foco, clareza e confiança.

  • MARCIO GRAF WELTER

SOLUÇÕES DIGITAIS DE APOIO PARA A CONSECUTÂNEA

Uma das grandes dificuldades de muitos intérpretes, inclusive os mais experientes, é a famigerada “tomada de notas” durante a interpretação consecutiva. Uma boa parte dos intérpretes \"treme na base\" ao descobrir que aquele evento de última hora será realizado em modo consecutivo!!! Contudo, agora que a oportunidade de fazer uma interpretação consecutiva se apresenta, o que fazer? Cancelar o evento ou encarar a situação, sabendo a dificuldade imposta por esta modalidade e correr o risco de não ter um desempenho tão bom? Enquanto intérpretes, podemos nos dar ao luxo de arriscar tanto assim?

 

Na verdade, existem algumas alternativas. O avanço da tecnologia nos apresenta uma série de opções para que não seja mais necessário tomar notas durante eventos de consecutiva. Nesta apresentação, o palestrante abordará uma série de soluções que podem ser utilizadas como um “buffer” para que o intérprete possa desenvolver ainda mais sua tomada de notas EM SITUAÇÕES REAIS DE TRABALHO (ou seja, sem perder qualquer fonte de renda). O palestrante também demonstrará algumas destas soluções ‘ao vivo’ para ilustrar os pontos fortes e fracos de cada alternativa e a quais detalhes os usuários das soluções devem se atentar antes de optarem por uma ou outra solução e enquanto praticam a tomada de notas assistida por estas alternativas.

  • MARCO GONÇALVES

Inserção no trabalho profissional do tradutor e do intérprete. O papel das associações profissionais

As afiliações e credenciamentos profissionais servem para preencher outra linha no CV. E o trabalho voluntário em colaboração com comissões e comitês é outro valor agregado reconhecido pelo mercado. Para aqueles que se perguntam como uma afiliação profissional pode se traduzir em benefícios tangíveis, nesta sessão serão apresentadas algumas pistas para que cada um possa tirar suas conclusões.

·       Como o tradutor e intérprete independente pode encontrar o ponto meio justo entre coragem e precaução ao aceitar propostas de trabalho dos clientes?

·       Como os profissionais recém-formados podem obter a segurança e os credenciamentos que necessitam para cumprir sua função com eficiência, responsabilidade e profissionalismo?

·       Qual é a diferença entre afiliação, credenciamento e certificação profissional?

·       Que papel têm as associações profissionais em orientar os jovens tradutores e intérpretes que desejam ampliar suas áreas de especialidade e precisam de um fórum de troca de ideias com tradutores e intérpretes com maior experiência?

·       Como é possível reconciliar a ética e a prática no exercício diário da profissão?

Estas e outras perguntas serão abordadas durante a apresentação, onde serão comentadas ações concretas para elevar o nível profissional, melhorar a visibilidade da profissão, compartilhar conhecimentos e melhores práticas, e analisar o que as associações estão fazendo para dar o assessoramento que os sócios e usuários precisam.

  • MARIA DEL CARMEN PROPATO

Amara: Uma Ferramenta de Legendagem e Modelo Colaborativo de Tradução

A ideia é introduzir os participantes no mundo da legendagem através do Amara, um modelo colaborativo de legendagem. O modelo colaborativo de tradução será apresentado como uma forma poderosa de alcançar uma maior audiência, permitindo que as pessoas participem da criação de legendas; e permitindo que tradutores ao redor do mundo trabalhem juntos.

 

Além disso, faremos uma demonstração do Editor do Amara, nossa ferramenta de legendagem que recebeu diversos prêmios; e daremos ideias de como tradutores podem fazer parte da comunidade de legendagem do Amara, seja através das nossas oportunidades voluntárias (como TED, Scientific American, e muitas outras); ou nossa equipe profissional de tradutores, o Amara On Demand.

 

Os palestrantes são todos tradutores do Amara e gerentes de projeto do Amara On Demand. Elas poderão contar com a presença do Diretor Executivo da PCF, Dean Jansen. A apresentação será informativa, divertida e interativa. Queremos encorajar uma audiência participativa -- indivíduos e organizações, interessados nesta área da tradução em constante crescimento.

 

Esperamos que o Amara seja selecionado para uma palestra. Queremos muito compartilhar nosso conhecimento, experiência e paixão pela legendagem.

 

Amara é parte da Participatory Culture Foundation (PCF), uma organização sem fins lucrativos dedicada a construir um mundo mais aberto e colaborativo. Amara.org, o nosso projeto emblemático, é essencialmente a Wikipedia para legendagem e tradução de vídeos. Foi fundado na ideia de que a internet deve ser um ambiente inclusivo, acessível e democrático; nós construímos uma plataforma para apoiar este ideal.

 

Trabalhamos com pessoas físicas e organizações (incluindo GitHub, Khan Academy, e centenas de outros) para remover as barreiras à comunicação e tornar a internet um lugar mais inclusivo. Embora tenha começado como uma plataforma de legendagem voluntária colaborativa, o Amara agora oferece oportunidades econômicas para cerca de 3.000 linguistas, a maioria dos quais são mulheres de todo o mundo e esperamos continuar oferecendo oportunidades para muitos outros.

 

Como uma organização sem fins lucrativos, os nossos objetivos e missão não mudaram muito, mesmo fazendo parte da economia digital. O que mudou é a nossa perspectiva sobre o que um ambiente de trabalho flexível, descentralizado e humanizado pode realizar. Cooperação e trabalho em equipe podem permitir que as pessoas atinjam novos patamares, tanto como indivíduos quanto como grupos; isso não é diferente na economia digital.

Nossa intenção é tornar o Amara um negócio sem fins lucrativos que constrói riquezas, incentiva a participação e promove prosperidade para todos. Se atingirmos nossos objetivos, esperamos que o Amara sirva de modelo para outras organizações.

  • MARÍLIA DE ARAÚJO CORREIA
  • Dean Jansen
  • Alice Dantas
  • Thais Barros

Get More Clients: Growing Your Freelance Translation Business Through Referral Selling

People like doing business with people they’re familiar with, instead of strangers. Referrals are one of the most powerful sales tools for freelance translators. In this session, you’ll learn how to get more business by leveraging your network. You’ll get tested word-for-word referral scripts to get past clients and colleagues to vouch for you so you can get new clients faster. You’ll also learn how to optimize your referral system to bring in new clients, even when you’re not asking for them.

  • MARYAM ABDI

Os entretempos da tradução: do texto antigo ao contemporâneo

Uma das dicotomias clássicas e mais persistentes dos Estudos da Tradução tem como pressuposto a necessidade de escolha entre uma abordagem arcaizante ou modernizadora.

Como todo ato de interpretação, a tradução se dá sempre no tempo do leitor-tradutor e, nesse sentido, será sempre uma atualização do texto de partida, independentemente das escolhas implicadas no ato tradutório.

Partindo de comentários sobre traduções de Boccaccio, Maquiavel, Leopardi, Pirandello e Elena Ferrante, pretendo repensar aquela dicotomia tradicional situando a prática da tradução entre o tempo do texto-fonte e o tempo do tradutor.

  • MAURÍCIO SANTANA DIAS

WAY BEYOND WORDS: UM WORKSHOP DE TRADUÇÃO AVANÇADA DO PORTUGUÊS PARA O INGLÊS

O tradutor que se sobressai na profissão é aquele que se expressa além das palavras. Enxerga não somente a palavra mas a frase, o parágrafo, o conceito, o conteúdo e o texto inteiro como elementos de igual importância na hora de verter o material. No entanto, atarefados com prazos, cegos pelas forçadas unidades de tradução nas ferramentas CAT, influenciados pelo viés do documento original, e estancados na busca de fontes inovadoras para melhorar, nossa tradução para o inglês muitas vezes fica aquém do desejado. Este workshop intensivo (com material didático) aponta, analisa, e oferece possíveis soluções e testadas ferramentas para superar as maiores ciladas na tradução do português para o inglês.

  • MELISSA MANN

Quick Wins for English-B Interpreters

Pure and simple, 50 minutes packed with quick wins from a native speaker and fellow interpreter. #KillingIt

  • MELISSA MANN

Registros e dialetos: (im)possibilidades de tradução

A tradução da variação linguística é um aspecto controvertido nos estudos da tradução. Por um lado, há quem defenda a viabilidade da tradução mediante traços linguísticos que possam ser considerados equivalentes na língua de chegada e que possam refletir as informações que a variação traz no texto original. Por outro, há quem advogue a supressão dos traços marcados, apesar da consequente perda de informações linguísticas e socioculturais. Nesta palestra, apresentaremos as posições dos tradutólogos sobre a questão e mostraremos alguns exemplos do que os tradutores literários fazem na prática, com o objetivo de discutir o sucesso das escolhas.

  • MERITXELL ALMARZA BOSCH

Como é a tradução da literatura infantil e juvenil em espanhol: uma analise de dois livros O abraço (Lygia Bojunga) e O meu pé de laranja lima (José Mauro de Vasconcelos)

Gostaria de apresentar um pequeno corpus de dois livros, O abraço de Lygia Bojunga Nunes e O meu pé de laranja lima de José Mauro de Vasconcelos, para fazer uma crítica da tradução feita do português ao espanhol. A minha proposta vai orientada a assinalar a forma em que é o espanhol em que estão traduzidas estas obras, mas também colocando questões sobre se os temas que tratam estes livros são suavizados ou se se faz alguma alteração que seja significativa para a história dos livros. Um dos eixos da minha apresentação vai orientado a analisar se existe uma “infantilização” da linguagem original em que estão escritos os livros ou não.

 

  • MIRIAM ANDREA MATÍAS MARTÍNEZ

O PREPARO PARA A APOSENTADORIA NA NOVA ERA DO TRABALHO AUTÔNOMO

Em tempos de rápidos avanços tecnológicos e mudanças sociais, a crescente presença de trabalhadores autônomos não somente representa uma mudança na forma como as pessoas trabalham, mas também implica em mudanças na maneira como as pessoas poupam, investem e planejam para a aposentadoria.

Que soluções podem ser apresentadas que sejam capazes de evoluir com as necessidades e circunstâncias financeiras de um trabalhador autônomo, ao mesmo tempo em que ofereçam flexibilidade e segurança, a assim chamada \"flexigurança\"? Um novo modelo baseado na \"flexigurança\" poderia ajudar os sistemas de aposentadoria a se tornarem mais inclusivos e sustentáveis socialmente, ajudando esse setor altamente dinâmico de trabalhadores a se preparar melhor para a aposentadoria.

  • NILTON MOLINA

DESVENDANDO A CAIXA-PRETA DO SOTAQUE ESTRANGEIRO

De onde vem o sotaque estrangeiro? É possível perdê-lo completamente? Como o sotaque pode interferir no trabalho do intérprete? Qual é seu efeito sobre os ouvintes? Haveria alguma maneira de se preparar para compreender melhor um palestrante com um fortíssimo sotaque estrangeiro? O que a linguística e as neurociências teriam a nos dizer? Vamos (tentar) encontrar juntos as respostas a essas e outras perguntas sobre esse tema tão intrigante.

  • OLAVO PANSERI

O CÉREBRO QUE TRADUZ VS O CÉREBRO QUE INTERPRETA: O QUE A NEUROLINGUÍSTICA TERIA A NOS DIZER SOBRE ESSE EMBATE?

O que é mais fácil: um tradutor virar intérprete ou um intérprete virar tradutor? Como se explicaria o medo que alguns tradutores têm de falar a língua estrangeira que é a sua língua de trabalho, com a qual lida diariamente anos a fio? Por que alguns intérpretes acham um tormento fazer a tradução escrita de uma única linha? O cérebro do tradutor e o cérebro do intérprete funcionam de modo diferente? Quais habilidades cognitivas estão por trás da tradução e da interpretação? Está lançado o convite para refletirmos juntos.

  • OLAVO PANSERI

Os bastidores e o mercado de tradução de campanha política português>libras.

Os bastidores e o mercado de tradução de campanha política português>libras.

Bruna Faro

Paloma Bueno Fernandes dos Santos

O objetivo geral deste trabalho, é apresentar os bastidores da tradução de uma campanha política no par português>libras no interior de São Paulo, relatar alguns aspectos sobre o mercado e condições de trabalho dos tradutores atuantes nesse contexto.

O objetivo específico, é apresentar uma pesquisa com os tradutores de uma região do interior de São Paulo, evidenciando alguns aspectos do mercado e condições de trabalho: estrutura do estúdio, recebimento de material com antecedência para estudo de terminologias, conhecimento da equipe operacional, apoio e acompanhamento da produção ou direção da Campanha, preparação, gravação e pós-gravação; revisão do material em ilha de edição, sempre que possível com a presença do intérprete ou da produção, que acompanhou a gravação; e por fim, o feedback do trabalho final.  Não só o retorno da equipe que contratou o intérprete, mas também o caminho inverso, onde o intérprete pode comentar sobre o resultado do trabalho final, como por exemplo, adequação do tamanho da janela e a sincronia de sua imagem com a fala do personagem.

Em termos de negociação, muitos relatam não ter tido abertura para negociação de acordo com tabela de referência, o valor proposto foi um “cachê fechado” pela campanha.

No caso de uma campanha política, o fluxo de vídeos e informações é muito alto e instável, para que não houvesse risco de desencontro de agendas entre o intérprete de libras e a produtora responsável pela campanha, decidiu-se contratar dois intérpretes para toda a campanha. Foi de responsabilidade de ambos intérpretes, chegar para a gravação sempre com a vestimenta adequada, sem maquiagem, e no caso de mulheres, preferencialmente com o cabelo preso.

Em termos de qualidade, a produção se preocupou em realizar uma tradução a cada mudança de roteiro, com o objetivo de evitar erros de corte na edição, para assim, garantir a mensagem na íntegra, sem prejuízo de informação.

No processo da gravação das traduções, houve preocupação com o tempo limite para a tradução para a janela de acordo com o tempo limite do texto, qualidade da imagem. A produtora não utilizou de recursos como a aceleração do vídeo do intérprete para se ajustar ao tempo limite do texto, por isso, foi priorizado que tal sincronia acontecesse de forma natural e perfeita no momento da gravação.

 

Para o audiovisual, é imprescindível que o intérprete de libras grave a tradução sempre em um único take, ou seja, que interprete o áudio sempre de maneira corrida, sem pausas. Isso facilita o trabalho do editor, otimiza o tempo e minimiza erros no projeto final.

 

  • PALOMA BUENO FERNANDES DOS SANTOS

Os desafios da tradução para dublagem

O aumento da demanda por produções dubladas no Brasil nas últimas décadas aqueceu o mercado de tradução audiovisual e ampliou a busca por tradutores capacitados para atuarem na área. Visando uma maior conscientização para os possíveis aspirantes a tradutores para dublagem em relação ao que podem encontrar dentro dessa modalidade tradutória, a presente palestra visa expor de forma didática e simples os principais desafios enfrentados pelos tradutores desse ramo na execução de seu ofício, principalmente através de exemplos, vivências e experiências do palestrante.

Em um primeiro momento, após uma breve apresentação pessoal, serão abordados os três objetivos da vigente palestra: i) explorar a figura do profissional que atua no segmento da tradução para dublagem, ii) mostrar os desafios inerentes a execução de uma boa tradução para dublagem e os desafios relativos à rotina prática do profissional da área e iii) apresentar alguns dos principais impasses com os quais esses profissionais podem se deparar no momento da tradução de uma produção audiovisual.

 

Para alcançar o objetivo i, serão ditas as missões do tradutor para dublagem enquanto profissional, a partir de uma breve apresentação a respeito da prática e de suas principais ferramentas de trabalho, e será estabelecida uma discussão sobre o papel da subjetividade no ato tradutório. Em seguida, para alcançar o objetivo ii, serão apresentadas, com base na experiência do palestrante, os desafios inerentes a execução de uma tradução para dublagem e os relativos ao dia a dia de um profissional da área. Por fim, para atingir o objetivo iii, serão abordados os impasses mais comuns, os “pepinos” tradutórios que representam uma maior dificuldade para o tradutor/adaptador para dublagem, como censura, trocadilhos sonoros e adaptação de piadas.

  • PAULO FERNANDO CAMPOS NORIEGA

LIBRAS: prerrogativas legais de uso e difusão.

Promulgada a Lei nº 10.436/2002 regulamentada pelo Decreto nº 5.626/2005, foi reconhecida a legitimidade da Língua Brasileira de Sinais-Libras. Para os fins de tal decretoconsidera-se pessoa surda aquela que, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Libras. Em busca de promover a acessibilidade dos sujeitos surdos a legislação dispõe que pelo menos, 5% (cinco por cento) entre servidores, funcionários e empregados das empresas concessionárias de serviços públicos e órgãos da administração pública devem ser capacitados para o uso e interpretação da Libras. A recente Lei nº 13.146/2015, em seu texto acrescenta que comunicação é a forma de interação dos cidadãos e abrange inclusive, a Libras. Logo, a presença de profissionais capacitados e/ou de Tradutor/Intérprete pode viabilizar uma comunicação mais eficaz para o devido acesso à informação. Este trabalho propõe-se investigar e apresentar como tem ocorrido a oferta dos serviços de tradução/interpretação de Libras-Língua Portuguesa por parte do Poder Público; abordando em seu objetivo entre aspectos teóricos e práticos qual a realidade vivenciada pelos surdos, quando há – ou não, a dispensa de atendimento em Língua Brasileira de Sinais.

*Libras. Tradução/Interpretação. Acessibilidade

  • RAFAEL CARLOS LIMA DA SILVA
  • Thais Magalhaes Abreu

O processo básico de tradução nas ferramentas memoQ, Wordfast Classic e Wordfast Pro 4: semelhanças e diferenças

Nesta palestra será demonstrado um processo básico de tradução nas ferramentas memoQ, Wordfast Classic e Wordfast Pro 4, possibilitando comparar o funcionamento dos três programas quanto a configurações iniciais, como começar uma tradução e como utilizar recursos como memórias de tradução, glossários, pesquisas de concordância, estatísticas, entre outros. O objetivo é ajudar quem está escolhendo sua primeira CAT tool a compreender as semelhanças e diferenças e descobrir qual pode atender melhor suas necessidades e preferências, e também quem deseja migrar de uma ferramenta para outra a encontrar os recursos correspondentes àqueles com os quais está acostumado.

  • REGINALDO FRANCISCO

Tradução das Cartas de Jane Austen para o português brasileiro

O objetivo da palestra é apresentar ao público alvo um debate sobre a tradução de um gênero textual que vem ganhando importância dentro do cenário literário no mundo: cartas. Com características divergentes de outros gêneros e tipos textuais, a tradução de cartas levanta questões peculiares ao próprio gênero que exigem um trabalho profundo de pesquisa sobre as cartas e seu autor, seus conteúdos e do próprio gênero em si. A palestra visa compartilhar uma experiência tradutória, ao mesmo tempo em que aborda pressupostos teóricos que auxiliam o tradutor a superar as dificuldades impostas pelo gênero epistolar. 

  • RENATA CRISTINA COLASANTE

Interpretação e teatro: o show tem que continuar

Interpretar não deixa de ser uma arte. Aliás, a mesma palavra – “interpretação” – é usada para designar as atividades de leitura e compreensão de texto (interpretação de texto / de leis), tradução oral (interpretação de conferência) e atuação no palco (interpretação cênica). Comecei a pensar em todos esses significados e correlações quando iniciei o curso de teatro. 

Com o tempo, a prática e a leitura de textos teóricos da área de teatro, fui vendo que existem várias intersecções entre a interpretação de conferência e a interpretação teatral. Vejamos, por exemplo, a questão da improvisação. No palco, o ator deve saber de cor todas as suas falas. Ele ensaia exaustivamente para que tudo flua corretamente. Porém, na hora “H”, pode dar o fatídico e temido “branco”. O que fazer nesse caso? Pode parecer dificílimo lidar com uma situação desse tipo, mas, pensando bem, é mais uma questão de preparo emocional do que técnico. Digo isso porque o ator ensaiou aquela mesma cena mil vezes. Ele não é um robô que fica repetindo frases feitas. Ele teve todo um trabalho de composição de personagem (voz, corpo, jeito de andar, modo de vestir) e entende exatamente o que se passa em cada cena. Ou seja, já houve um trabalho exaustivo de preparação para aquele momento da apresentação. Esquecer uma palavra ou outra não vai destruir a peça. Basta se concentrar e pensar na história como um todo, na cena como um todo: o que aquele personagem está fazendo? com quem? com que objetivo? O \"erro\" do ator não será tão grave se ele improvisar, partindo do pressuposto de que ele está preparado para atuar naquele momento. A mesma lógica se aplica ao intérprete. Ele teve o seu período de formação, estudou para o evento, pesquisou a terminologia, entendeu o que é para fazer naquele momento, mas de repente pode se deparar com uma situação inesperada em que será preciso improvisar. É um improviso \"controlado\". Já existem os elementos para que o trabalho flua bem. Afinal, o show tem que continuar. 

Outra questão que permite correlações entre a interpretação de conferência e o teatro é o que o dramaturgo Stanislavski chama de “comunhão” entre os atores. No teatro, os atores precisam buscar uma sintonia entre si para que o trabalho do grupo flua de maneira leve e harmoniosa. Na cabine de interpretação, essa questão é importantíssima. A começar pelo espaço exíguo que os intérpretes dividem o dia inteiro, às vezes por vários dias seguidos. Quando existe essa “comunhão” entre eles, isto é, afinidade, empatia, boa vontade, o trabalho flui muito melhor. Intérpretes em comunhão se ajudam, se corrigem com respeito, injetam ânimo um no outro quando estão cansados. 

Outros conceitos do teatro podem ser aplicados ao mundo da interpretação. Por exemplo: a presença de palco no caso de interpretação consecutiva; o aquecimento da voz para que ela seja clara e para a garganta não ficar dolorida; a questão do excesso de vaidade/ego inflado e como isso pode interferir no desempenho do grupo.

  • RENATA HETMANEK DOS SANTOS

A cibernética da tradução e suas implicações para seus estudos acadêmicos.

 A palavra “cibernética” nos remete imediatamente ao mundo dos componentes eletrônicos e dos computadores. Contudo, muito mais do que isso, a Cibernética é uma ciência voltada para a forma como sistemas, dos mecânicos aos biológicos, se autorregulam por uma troca de feedbacks entre seus componentes que acaba alterando não apenas os sistemas comunicantes, mas o ambiente em que estão inseridos.

Ao adotar essa óptica, estudos acadêmicos da tradução podem revelar amplas possibilidades de investigação no âmbito da prática da tradução, com um possível e bem-vindo “efeito colateral” de despertar o interesse pela pesquisa acadêmica entre tradutores profissionais com formação de praticantes, normalmente avessos ao ambiente teórico daqueles estudos.

  • RICARDO SOUZA

Sobre teoria e prática: o mundo acadêmico, o mercado de tradução e as línguas de sinais

As interações entre a Academia e o Mercado, a Formação e a Prática. 

  • RICARDO SOUZA
  • Roberto Carlos de Assis
  • Vinícius Nascimento
  • William Cassemiro

Radinho? Fone? Receptor? Transmissão para smartphones? Qual a melhor termi/tecno-logia?

Muitos intérpretes optam pela profissão precisamente para fugir dos números e da tecnologia. Entretanto, o acúmulo de 22 anos de atuação na área de eventos, 19 como intérprete e 7 anos no comando da Comunica me dão a certeza da importância de conhecermos ao menos um pouco sobre a tecnologia que é nossa aliada na cabine. Do contrário, ela pode virar nossa inimiga.

Nesta palestra compartilho informações que você sempre quis (ou deveria querer) ter sobre o equipamento de tradução e muito mais. Afinal que tecnologias existem? Quais são as vantagens e desvantagens de cada uma e quando devemos optar por uma ou outra? Como funciona esse novo sistema de trasmissão direta para o smartphone do ouvinte? Até que ponto a tecnologia utilizada interfere no trabalho do intérprete?

  • RICHARD LAVER

Formação acadêmica do tradutor no Brasil: desenvolvimentos e vantagens

A tradução é mais uma daquelas atividades para as quais não é necessário apresentar diploma universitário para ingressar no mercado de trabalho. Frequentemente, entra-se na profissão com crenças como a de que basta saber uma língua estrangeira ou ter morado fora e que, com o apoio da Internet, é possível traduzir. A crença não é de todo falsa. É possível traduzir e até tornar-se um profissional, mas a que custo? Com qual qualidade? Com quais consequências para o cliente, para o mercado e para si próprio? Nesta apresentação ofereceremos um panorama da formação de tradutores no Brasil focalizando i) o desenvolvimento do campo disciplinar dos Estudos da Tradução; ii) as vantagens de ter uma formação acadêmica como bacharel, mestre ou doutor em Tradução;  e iii) as universidades públicas onde os cursos estão disponíveis. Para além dos comentários sobre a Tradução, os Estudos da Tradução vêm se consolidando como campo disciplinar a partir da década de 1990, com fortes impactos para a formação do tradutor. Entre as vantagens imediatas que serão abordadas, podemos citar o desenvolvimento de metalinguagem para dialogar com os pares e para argumentar com clientes; o aumento da confiança sobre escolhas tradutórias; a capacidade de justificar suas escolhas para além do “porque soa melhor”; a valorização da profissão, etc.. Na graduação ou na pós-graduação, os cursos são oferecidos, nas universidades públicas, de norte a sul, vinculados aos cursos de Letras ou, mais recentemente, como cursos autônomos, com concentração na Tradução desde os estágios iniciais.

  • ROBERTO CARLOS DE ASSIS
  • Marta Pragana Dantas
  • Germana Henriques Pereira

GESTÃO FINANCEIRA DO DIA-A-DIA

Como marido de tradutora percebo diariamente as dificuldades que o profissional de tradução tem, ainda mais como freelancer. Isso se dá principalmente com Planejamento, Gestão Financeira e Administração, considerando que em sua formação, eles não são capacitados para esse tipo de gestão, e sim para técnicas/metodologias de tradução.

  • Como trabalhar com remuneração variável?

Exemplos de outras profissões que também possuem a mesma modalidade de remuneração e quais soluções são aplicadas

  • Como equilibrar os custos fixos para evitar possíveis surpresas.

Considerando que não há uma remuneração fixa, como trabalhar os gastos diários e fixos para não ser surpreendido.

•             Quais ferramentas estão disponíveis para esta gestão?

Ferramentas disponíveis no mercado e como construir uma planilha simples no Excel.

 

 

  • RODRIGO LABEGALINI ANUNCIATO

QUALIDADE DE VIDA PARA QUEM TRABALHA EM CASA: UM ENFOQUE HOLÍSTICO

Atividade física: o que fazer e quando começar?
Academia, parque ou casa: qual é a melhor opção?
Sequência de exercícios para fazer em casa utilizando apenas uma cadeira.
Aprendendo a harmonizar as emoções com exercícios respiratórios.
Como manter limpo o corpo físico, o corpo mental e o corpo emocional.
Perguntas!

  • RONALDO FREITTAS

Tradução em Língua Brasileira de sinais por videoconferência: possibilidades e desafios

A partir da lei 10098/2000 a acessibilidade tem sido tema de diversas discussões e preocupações cada vez mais presente em nossa sociedade. No caso, especificamente, da pessoa surda esta acessibilidade acontece a partir de uma língua de modalidade visual espacial que foi reconhecida através da lei 10436/2002 e que se materializa na figura do Tradutor intérprete de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). A maioria dos trabalhos deste profissional acontece de forma presencial, porém, na atualidade com os avanços tecnológicos em todas áreas, a relação das pessoas com essa tecnologia e principalmente da comunidade surda que tem cada vez mais se empoderado através desse uso, a questão que fica é: Será que este serviço precisa necessariamente ser feito presencialmente? Quais os limites para este tipo de trabalho? Atualmente, há em SP alguns serviços de tradução em LIBRAS por videoconferência. O objetivo desta palestra é discutir aspectos da tradução neste tipo de serviço, apresentar os desafios para o tradutor intérprete no processo tradutório nesse contexto, estratégias, conquistas, escolhas, experiências vivenciadas no trabalho, relação do sujeito surdo com o serviço, pesquisas feitas na área e benefícios para a comunidade surda.

  • ROSILDA DOS SANTOS

Fatores Humanos em direção aos Estudos de Tradução: resultados da integração de métodos de usabilidade, ergonomia e tecnologias de tradução.

 

A aplicação industrial de avaliações de Ergonomia e Usabilidade tende a superar a acadêmica, particularmente na área de Estudos de Tradução. No entanto, algumas perguntas permanecem sem resposta, especialmente no que diz respeito ao impacto de ferramentas não analisadas para os usuários da tradução, ou o que podemos dizer sobre a experiência do usuário. Devido à confidencialidade da indústria de tradução e à competitividade do setor, apenas os envolvidos estão cientes dos resultados e avanços desse tipo de análise. O objetivo deste estudo é diminuir essa lacuna entre as tecnologias de tradução, ergonomia e usabilidade, apresentando exemplos da metodologia utilizada na área e como se dá a relação entre os usuários e esse tipo de software. Com esta motivação em mente, os resultados de dois estudos recentes, ou seja, análises de duas ferramentas CAT para a web e de um programa com base em corpus, serão utilizados como exemplos da aplicação de alguns métodos existentes (como heurísticas, avaliação ergonômica por lista de verificação) na área de Usabilidade. Além disso, os resultados da pesquisa serão apresentados para salientar as informações sobre a perspectiva do usuário (pesquisador, tradutor ou aluno da área de Estudos de Tradução), abordando os recursos de usabilidade e ergonomia. A intenção é apresentar informações relevantes sobre os usuários, considerando como eles pensam e, em seguida, propor maneiras de alcançar uma melhor experiência do usuário. Ambos estudos indicaram que aqueles envolvidos na área de Estudos de Tradução tendem a considerar a usabilidade e a ergonomia como uma preocupação secundária. É possível repensar sobre a aplicação de técnicas de ergonomia e usabilidade, incluindo a experiência do usuário no processo? Pesquisas adicionais são necessárias, mas há indícios de que o emprego de metodologias de ergonomia e usabilidade no processo de tradução assistida por computador venha a melhorar a interação dos usuários com este tipo específico de software.

  • ROSSANA DA CUNHA SILVA

Beyond words: The cultural dimension in games localization

Games localization is a multibillion dollar industry and, with at least 50% of the revenue coming from localized versions, it is not surprising that many game developers wish to tap into the huge potential of foreign markets. However, achieving good quality localization still poses numerous challenges. In a fragmented and fast-moving industry, localizers need to be able to adapt quickly to changes in the environment and obtain new skills and knowledge. Also, technology evolves quickly, bringing in more sophisticated tools. And there are numerous pressures coming from the development companies, who expect the highest of quality in the tightest of deadlines, and customers, who demand more from their user experiences.  

Adapting the product to the local market and bridging the gap in between cultures has never been so important in games localization. As we all know, different cultures perceive things in different ways so, if a product is to be successful, it’s important to make sure that it adapts to its intended locale, respects cultural preferences and sensibilities and provides the kind of user experience that the players expect in that market.

This paper will provide an introduction to the field of games localization and will describe the current state of the industry, touching upon some of the skills necessary to be able to localize games successfully and some of the main challenges that localizers face in this very particular field.

It will also explain the importance of cultural issues and why it is crucial to be aware of them in order to achieve the desired success across different markets. It also aims to show how, in order for a localizer to be truly professional, it’s important to go beyond the role of the translator and become a cultural advisor to their clients, keeping an eye for anything that might be problematic and attempting to provide solutions.

The localizer needs to be extremely familiar with cultural and linguistic conventions to ensure that the localized version achieves the same effect on the audience as its original, from the use of adapted cultural references, to different accents, registers and even assessing the appropriateness of rude language.

 

The presentation will contain plenty of practical examples to provide a clear reference to various issues and how previous games have dealt with them. It aims to be educational but entertaining at the same time, and will adapt to a wide audience, from industry newcomers to seasoned professionals. No previous knowledge of games localization is needed to understand the issues discussed.

  • SILVIA FERRERO

Boas práticas de comunicação

Preservar uma carreira significa tomar alguns cuidados, no que se refere à postura, à atitude e a comportamento. Quando nossa marca está diretamente associada ao nosso nome, esse tipo de precaução se torna ainda mais significante. Um e-mail com o tom errado, um erro gramatical grosseiro, um atendimento telefônico pouco acolhedor são exemplos de situações que, quando ocorrem, provocam alguns arranhões na imagem profissional. Ou, no mínimo, demonstram falta de atenção com quem recebe a mensagem. Partindo do princípio de que comunicação é aquilo que o outro entende e não, necessariamente, o que dizemos, é importante investir um pouco de tempo e energia para estruturar os seus (e os da sua marca) pontos de contato com os públicos de relacionamento. Com algumas dicas você conseguirá se planejar e implementar boas práticas de comunicação.

  • THAYS ALDRIGHE

Revisão de inglês no Brasil: panorama e perspectivas

Uma tradução bem feita precisa não apenas de conhecimento do conteúdo, mas de estruturas linguísticas corretas e naturais na língua de chegada. Traduções para o idioma B representam um desafio especial para tradutores (nesse caso, tradução do português para o inglês), e a revisão terceirizada pode ser uma estratégia boa para alcançar mais qualidade e ganhar novos clientes. Nessa palestra descreverei o processo e as vantagens de revisão para tradutores que almejam melhor qualidade no trabalho e apresentarei os achados de uma pesquisa feita em 2016 entre revisores, clientes e tradutores sobre revisão de inglês. Esta foi inspirada na enquete feita pela IAPTI em 2015 sobre tradução não nativa e objetivou a descoberta de informações sobre quem está revisando inglês no Brasil (de textos traduzidos ou até escritos por clientes em inglês), por que clientes utilizam revisores (ou não utilizam, se for o caso) e por que tradutores fazem ou escolhem não fazer trabalho de revisão. Com esses achados, podemos propor estratégias tanto para iniciantes querendo entrar nesse mercado quanto para revisores profissionais divulgando o trabalho do setor em nosso pais. Também descreverei as primeiras etapas no desenvolvimento de uma comunidade profissional entre esse grupo em prol de aprimoramento e apoio, beneficiando revisores, tradutores e nossos clientes.

  • TRACY SMITH MIYAKE

Técnicas e soluções para você enfrentar as armadilhas de cabine

Conheça técnicas e soluções práticas para desarmar as mais frequentes armadilhas da interpretação de conferência. Saiba o que pode ser omitido ou resumido na sua produção oral e como fazê-lo, conheça soluções úteis para interpretar palavras e expressões de difícil tradução, descubra maneiras de traduzir listas de nomes e números sem susto, aprenda a lidar com sequências longas de adjetivos, entre várias outras saídas para você saber como enfrentar as dificuldades mais comuns. Serão abordados os problemas relacionados não só à atuação dos intérpretes em cabine, mas também alguns dos cuidados necessários que devem ser tomados quanto aos equipamentos, à logística do evento, ao cliente final, aos organizadores etc. Todo o material apresentado será acompanhado de exemplos reais extraídos da própria carreira do orador ou de palestras públicas gravadas em vídeo.

  • ULISSES WEHBY DE CARVALHO

Como ganhar mais traduzindo

Aumentar seus preços não é a única forma de o tradutor ganhar mais ao traduzir. Pequenos ajustes na rotina podem aumentar muito a produtividade – e a renda – do profissional. 

  • VAL IVONICA

INTERPRETAÇÃO DE CONFERÊNCIAS: CONVERGÊNCIAS E DIFERENÇAS NA ATUAÇÃO DE INTÉRPRETES DE LÍNGUAS DE SINAIS E DE LÍNGUAS ORAIS NA CABINE

A interpretação interlíngue pode ser definida como uma prática discursiva de dimensão enunciativa que promove a comunicação entre falantes de comunidades diferentes em situações de interação face-a-face. São diversos os contextos em que a atuação de um intérprete é demandada: desde a esfera do cotidiano, em contextos comunitários, que é marcado, dentre outros aspectos, pela bidirecionalidade (mobilização das duas línguas) devido as características dialogais de alguns gêneros que são aí mobilizados até às mais complexas como as conferências que, a depender do contexto, pode demandar do intérprete a atuação em apenas uma direção linguística. Neste último contexto, há grande recorrência e conhecimento sobre a atuação de intérpretes de línguas orais (ILOs), em especial do inglês, que por questões históricas e políticas possuem protagonismo de atuação nas chamadas cabines. Entretanto, com o advento das políticas sociais e inclusivas envolvendo a população usuária da língua de sinais a atuação de intérpretes de conferências em cabines deixou de ser uma prática exclusiva dos profissionais que atuam com línguas orais. Com a promoção legal da língua brasileira de sinais (Libras) pela lei 10.436/02 como meio de comunicação e expressão de comunidades surdas oriundas de diferentes regiões do Brasil, com o aumento da formação de tradutores e de intérpretes desta língua em contextos formais e acadêmicos e com o recorrente aumento de discursos em Libras sendo promovidos por surdos e ouvintes nesses contextos, os intérpretes de língua de sinais (ILSs) já podem compartilhar algumas experiências de atuação em cabines em conferências, sobretudo, acadêmicas. Neste trabalho, apresentaremos as diferenças e similitudes entre a atuação de ILSs e ILOs em conferências nas cabines a partir da atuação de ILSs em uma conferência acadêmica realizada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A atuação de ILSs em conferências é costumeiramente marcada por: (i) produção da interpretação por meio do posicionamento à frente do palco para que se possa ver o sinalizante; (ii) pela atuação de um intérprete de apoio bem próximo ao de turno; (iii) pela produção do discurso em língua-alvo (LA) em um microfone; e (iv) pela veiculação do discurso interpretado para todos os participantes do evento, ou seja, para os que precisam e para os que não precisam do serviço de intepretação. Com a cabine, a atuação de ILSs assemelha-se, do ponto de vista da recepção, a de ILOs oferecendo ao público a opção de escolher ou não acompanhar os discursos pela interpretação. Entretanto, as diferenças entre a atuação dos dois grupos se dá, basicamente, pelo acesso ao discurso produzido em língua-fonte (LF): enquanto os ILOs acessam os enunciados por fones de ouvido, os ILSs precisam visualizar os sinalizantes implicando, dentre outros aspectos, remanejamento das formas do trabalho em equipe (em especial da atuação do intérprete de apoio). Esperamos, nessa apresentação promover uma aproximação conceitual, prática e laboral entre a atuação de ILSs e de ILOs mostrando que na atuação desses dois grupos existem mais semelhanças que diferenças. 

  • VINICIUS NASCIMENTO
  • Tiago Coimbra Nogueira