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Eu Sou Abrates: Vitor de Araújo

Hoje estreamos a série Eu Sou Abrates, na qual daremos destaque aos nossos membros.

Nosso primeiro entrevistado é o Vitor Araújo, tradutor juramentado.

 

1. Comece apresentando-se, Vitor.

Meu nome é Vitor de Araújo, nasci em Belém do Pará, mas resido em Boa Vista, Roraima, desde que eu era curumim. Quando deixei os brinquedos, passei a me divertir com as palavras; por isso, sou graduado em Letras – Português/Inglês e especialista em Tradução de Inglês. Estudei espanhol, tornei-me um curioso do francês e me aventuro pelos ideogramas do chinês mandarim. No início de 2014 comecei a dar aulas de inglês em um curso de idiomas e hoje faço parte do grupo de alumni da Associação Fulbright após experiência profissional e acadêmica no Arkansas/EUA. Além disso, sou poeta de vez em quando e mantenho o blogue Leve Mediocridade, no qual publico minhas produções e traduções literárias.

Trabalho com tradução de textos acadêmicos desde meados de 2014, mas tenho me especializado em tradução de contratos e documentos jurídicos após ter sido aceito, em julho de 2019, como Tradutor Público e Intérprete Comercial Ad-Hoc na Junta Comercial de Roraima para as línguas portuguesa e inglesa.

No momento, também sou professor substituto de português e inglês na Escola Agrotécnica da Universidade Federal de Roraima, atuando na educação básica e superior.

 

2. Como você chegou à tradução e como foi seu início?

Acredito que, como para muitos tradutores, a tradução foi quem chegou a mim. No meu caso, alunos e professores da universidade acabaram descobrindo que eu poderia traduzir seus resumos de artigo científico. A partir daí, as demandas evoluíram para artigos completos e até a tradução de uma revista científica. Por causa desses trabalhos, fui descobrindo as ferramentas de tradução assistida, a comunidade de tradutores no Facebook e a paixão por trabalhar com as ideias de outras pessoas.

 

3. Para você, qual é o aspecto mais incrível da sua área de atuação?

Como tradutor público, você oferece aos clientes o acesso, seja às universidades onde buscam estudar, por meio da tradução de seus diplomas e históricos, ou a serviços da sociedade de destino, como é o caso de carteiras de motorista ou certidões, e isso traz aquela sensação gostosa de estar fazendo o bem. Por outro lado, é ainda mais incrível traduzir documentos em que há trabalho intelectual do seu cliente, pois é preciso desvendar sentidos e recriá-los em outra língua, um trabalho repleto de aprendizado. Posso estar traduzindo as melhores ideias que alguém já teve na vida.

 

4. E o mais desafiador?

A parte mais desafiadora é a inconstância das demandas. Às vezes, bate uma ansiedade pelo próximo trabalho, que parece que nunca vai chegar, mas chega, e a gente fica feliz de novo. Escrevi um poema sobre isso, que se chama Tradução e está disponível no blogue.

 

5. Cite um mito e uma verdade sobre sua área de atuação que você só descobriu na prática.

Um mito comum que, inclusive, tem se espalhado em anúncios tendenciosos patrocinados nas redes sociais é o de que se você estudou inglês pode automaticamente ser um profissional da tradução de inglês, como se a formação sobre os processos de tradução – incluindo as técnicas e discussões teóricas – fossem irrelevantes.

Uma verdade é que o mercado é bastante competitivo e exige paciência de quem quer se fixar na profissão.

 

5. Qual dica construtiva você dá para quem possa estar cogitando seguir na sua área de atuação ou para quem possa estar começando?

Sempre passo à frente uma dica que recebi da Isabel Vidigal, uma tradutora que admiro muito: traduza e aprenda traduzindo! Se você já tem o nível de proficiência e as noções básicas de tradução, nada de esperar por mais um curso que seria o guia definitivo ou a validação necessária. Os cursos serão, assim, até mais proveitosos.

 

Quer participar da série Eu Sou Abrates? Envie-nos um e-mail para [email protected] com o assunto “Entrevista: [seu nome]”. Esta série é exclusiva para membros.

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