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Eu Sou Abrates: Diana Margarita

 

1. Quem é você e o que você faz?

Meu nome é Diana Margarita. Sou tradutora bidirecional no par de línguas espanhol-português. Dedico-me exclusivamente à tradução há mais de 13 anos. Trabalho principalmente com versão para o espanhol de textos técnicos: tradução de manuais de software, documentação institucional e artigos acadêmicos. Além da tradução técnica, também tenho experiência na tradução de literatura juvenil do espanhol ao português.

 

2. Como você chegou à tradução e como foi seu início?

Acho que a curiosidade pelas línguas veio do berço, graças à mestiçagem que caracteriza minha família: minha mãe era cubana; meu pai, alemão; eu e minha irmã, espanholas. Aos cinco anos de idade, vim com a família da Espanha para o Paraguai e, quatro anos mais tarde, para o Brasil. Entrei na quinta série sem saber falar o português. As mudanças e a aprendizagem do idioma foram toda uma aventura que ampliou consideravelmente meus horizontes. Anos mais tarde, estudei três anos de língua portuguesa, mas acabei me formando em língua espanhola. Logo no início do curso, surgiu uma oportunidade de estagiar como tradutora, foi então que descobri o que realmente queria fazer. Então decidi cursar uma pós-graduação em tradução de espanhol para aprofundar meus conhecimentos.

 

3. Para você, qual é o aspecto mais incrível da sua área de atuação?

Acho que é a oportunidade de lidar com assuntos tão diversos, mesmo trabalhando em casa. Cada dia é um novo desafio, um aprendizado. É esse caráter imprevisível e desafiador que me atrai na tradução, você precisa, trabalhar em vários projetos simultaneamente — ora tradução, ora versão —, pesquisar muito, participar das redes sociais, ler, estudar…

 

4. E o mais desafiador?

No meu caso, o mais desafiador foram as experiências em tradução literária. Sou uma leitora ávida e, como tradutora, sempre nutri a esperança de um dia poder traduzir literatura. É um trabalho que exige abnegação. O tradutor está ali a serviço do autor, da obra, e seu sucesso depende da capacidade de tornar-se o mais invisível possível, de forma que o leitor acredite que está lendo aquele autor.

 

5. Cite um mito e uma verdade sobre sua área de atuação que você só descobriu na prática.

O mito, em minha opinião, é achar que não dá para viver exclusivamente de tradução. A verdade é que, sim, isso é possível, desde que o tradutor ofereça um serviço excelente, conquiste clientes e seja capaz de manter um fluxo regular e constante. Sim, muitas vezes é preciso renunciar ao lazer, ao descanso e, em lugar disso, trabalhar até tarde, nos fins de semana ou nas férias, adiar os passeios e as distrações. A compreensão da família nessas ocasiões é muito importante. Todo sacrifício, porém, tem sua recompensa.

 

6. Qual dica construtiva você dá para quem possa estar cogitando seguir na sua área de atuação ou para quem possa estar começando?

Em primeiro lugar, acredite nisso e lute por isso. Como? Concentre-se numa área — é preferível ser excelente numa modalidade a ser mediano em dez. Investir em formação e em conhecimento é fundamental! Saia do casulo, dê-se a conhecer, amplie sua rede de contatos. Aprenda com os mais experientes, não tenha medo de perguntar. Procure oportunidades, envie currículos e ofereça-se para fazer um teste. Busque a excelência e dê seu máximo. Se você realmente gosta do que faz e acredita em seu potencial, não tem como errar.

 

Saiba mais sobre a Diana

 

Quer participar da série Eu Sou Abrates? Envie-nos um e-mail para metafrase@abrates.com.br com o assunto “Entrevista: [seu nome]”. Esta série é exclusiva para membros.

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