Abrates Afro

Projeto

Abrates Afro

O ano era 2017. Os protagonistas, Rane Souza e Ricardo Souza, amigos e colegas mesmo antes de seu primeiro encontro em pessoa no 8º Congresso Internacional da Abrates. Depois daquele encontro promissor, no qual foi feito um convite à Rane para que palestrasse no próximo congresso da Abrates, muito iria mudar…

O objetivo básico do projeto “é fomentar a inserção e inclusão de negras e negros nos mercados de tradução e interpretação“, explica a Uniperiferias. Em entrevista a Caroline Alberone, em 2020, Rane Souza diz que, entre outras coisas, o objetivo do projeto é aumentar a presença de profissionais negros, a representatividade da mensagem de pessoas negras, a representatividade da população brasileira, a permanência desses profissionais, a sobrevivência em condições dignas, conscientização da importância das associações profissionais e defesa da profissão (boas prátics, ética profissional).
O primeiro curso, que foi de maio a abril de 2019, contou com dois módulos, interpretação e tradução, visando avaliar o interesse dos participantes. De agosto a dezembro do mesmo ano, foi realizado o curso de formação com 28 alunos, e em janeiro de 2020 houve um curso de verão com foco na tradução jurídica.
Como mencionado por Rane, um dos objetivos do Projeto é oferecer a oportunidade de permanência e de condições dignas de sobrevivência. Suportando este objetivo, uma das parceiras da Abrates, a Aliança Traduções, ofereceu estágio pago com promessa de emprego aos egressos do curso que passassem seu escrutínio.
O Abrates Afro entra na versão 2.0, sem contar com sua grande idealizadora, Rane Souza, que precisou se dedicar a outros projetos. O Ricardo Souza está mantendo o projeto vivo, buscando novas parcerias para levá-lo adiante.

Rane Souza e Ricardo Souza,
responsáveis pelo projeto Abrates Afro