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Palestrantes

ABNER DMITRUK

Biografia

Abner Dmitruk é tradutor profissional desde 2006. Atua nas áreas de medicina e tecnologia da informação. É certificado em tradução médica e farmacêutica pelo ITI no Reino Unido e é associado da ATA e da ABRATES. Como acadêmico de Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina, tem acompanhado pesquisas nas áreas de Psicolinguística e Estudos da Tradução.

Titulo da Palestra

Olá, computador: tecnologias de reconhecimento de fala aplicadas à tradução

Resumo da Palestra

Internet das coisas, inteligência artificial, computadores que falam e ouvem. Chegamos ao futuro e a linguagem é uma parte central desse desenvolvimento tecnológico. Nesta palestra, discutiremos brevemente o estado atual da tecnologia de reconhecimento de fala para o português brasileiro e sua aplicabilidade à tradução, principalmente por meio de integração com outras tecnologias textuais e tradutórias. Falaremos de possíveis ganhos em produtividade, de ergonomia, de especificidades da produção textual pela fala. Abordaremos ainda as atuais limitações da tecnologia e possibilidades de integração ainda maior com outras tecnologias linguísticas.

ANDREA VIAGGIO

Biografia

Miembro del Colegio de Traductores Públicos de la Ciudad de Buenos Aires y del Colegio de Traductores Públicos e Intérpretes de la Provincia de Buenos Aires.  Perito judicial, tanto en capital como en la provincia de Buenos Aires.  Trabaja en IRAM para la norma ISO 17100.  Estudiosa de la realidad de las lenguas originarias y de la actuación sus idóneos como auxiliares de la justicia. Freelancer specializada en el área jurídica comercial. Docente en la Universidad de Belgrano. Ha dictado cursos y talleres en el CTPCBA, el CTPIPBA, en el Colegio de Traductores de Santa Fe, Tucumán, Catamarca, entre otros.

Titulo da Palestra

AL RESCATE DEL PENSAMIENTO CRÍTICO

Resumo da Palestra

En la formación de traductores aún queda mucho por recorrer.  Ante las primeras experiencias de traducción,  el alumno se apega al original, por temor o inseguridad.   Es evidente su incapacidad para el pensamiento abstracto, para la captación del sentido. La  base de toda esta dificultad es algo tan simple como no saber leer. 

El propósito de esta investigación se centró en determinar la incidencia  de una comprensión lectora cabal en el logro de una traducción de contenido, llena de sentido y fiel, que aleje al traductor de la literalidad.  

Comenzamos a partir de las técnicas de lectura cognitiva planteadas por Cassany y Serafini. Para pasar a  la reconstrucción verbal del texto, a partir de la cual se extrajeron las ideas principales y aquellas secundarias.  Frente a este texto, entonces, se procedió a la traducción aplicando las competencias y estrategias traductoras. 

No solo se lograron traducciones que lograron mayor fidelidad al original, sino que también se logró que el alumno recuperara su pensamiento crítico y libertad para traducir. 

El miedo y la inseguridad surgen del desconocimiento de las capacidades que forman la cadena completa del proceso de traducción. Y en este trabajo la demostramos.

BRUNA FREITAS FARO

Biografia

Sou Bruna Faro, formada em Comunicação Social, com especialização em Rádio, TV e Internet. Trabalho como produtora de TV, roteirista e pós-graduanda em tradução ESP <> PT-BR. Esse ano trabalhei na Campanha para Prefeito de uma cidade do estado de SP, atuando na produção da Campanha e também na parte de LIBRAS da campanha, acompanhando a produção e pós-produção. Realizei trabalhos como diretora de programa de televisão e publiquei dois ebooks pela Saraiva. 

Titulo da Palestra

Os bastidores e o mercado de tradução de campanha política português>libras.

Resumo da Palestra

O objetivo geral deste trabalho, é apresentar os bastidores da tradução de uma campanha política no par português>libras no interior de São Paulo, relatar alguns aspectos sobre o mercado e condições de trabalho dos tradutores atuantes nesse contexto.

O objetivo específico, é apresentar uma pesquisa com os tradutores de uma região do interior de São Paulo, evidenciando alguns aspectos do mercado e condições de trabalho: estrutura do estúdio, recebimento de material com antecedência para estudo de terminologias, conhecimento da equipe operacional, apoio e acompanhamento da produção ou direção da Campanha, preparação, gravação e pós-gravação; revisão do material em ilha de edição, sempre que possível com a presença do intérprete ou da produção, que acompanhou a gravação; e por fim, o feedback do trabalho final.  Não só o retorno da equipe que contratou o intérprete, mas também o caminho inverso, onde o intérprete pode comentar sobre o resultado do trabalho final, como por exemplo, adequação do tamanho da janela e a sincronia de sua imagem com a fala do personagem.

Em termos de negociação, muitos relatam não ter tido abertura para negociação de acordo com tabela de referência, o valor proposto foi um “cachê fechado” pela campanha.

No caso de uma campanha política, o fluxo de vídeos e informações é muito alto e instável, para que não houvesse risco de desencontro de agendas entre o intérprete de libras e a produtora responsável pela campanha, decidiu-se contratar dois intérpretes para toda a campanha. Foi de responsabilidade de ambos intérpretes, chegar para a gravação sempre com a vestimenta adequada, sem maquiagem, e no caso de mulheres, preferencialmente com o cabelo preso.

Em termos de qualidade, a produção se preocupou em realizar uma tradução a cada mudança de roteiro, com o objetivo de evitar erros de corte na edição, para assim, garantir a mensagem na íntegra, sem prejuízo de informação.

No processo da gravação das traduções, houve preocupação com o tempo limite para a tradução para a janela de acordo com o tempo limite do texto, qualidade da imagem. A produtora não utilizou de recursos como a aceleração do vídeo do intérprete para se ajustar ao tempo limite do texto, por isso, foi priorizado que tal sincronia acontecesse de forma natural e perfeita no momento da gravação.

 

Para o audiovisual, é imprescindível que o intérprete de libras grave a tradução sempre em um único take, ou seja, que interprete o áudio sempre de maneira corrida, sem pausas. Isso facilita o trabalho do editor, otimiza o tempo e minimiza erros no projeto final.

Paloma Bueno Fernandes

Biografia

Paloma é Mestranda em Linguística Aplicada, Pós-graduada em Interpretação da Libras, com experiência em interpretação simultânea e consecutiva nos ensinos superior e profissionalizante, congressos, seminários, palestras e provas.Tradutora e intérprete de português > Libras em janela de Libras.

BRUNO MURTINHO

Biografia

Bruno começou a traduzir fazendo de tudo um pouco. Fez curso de legendagem e trabalhou na Globosat, especializando-se em legendagem. Em 2004, foi um dos fundadores do Grupo 4Estações, que coordena a legendagem do Festival do Rio, Mostra de São Paulo e inúmeros festivais de cinema, teatro e ópera no Brasil e exterior. De 2008 a 2016, deu aulas de legendagem na Brasillis, no Rio de Janeiro. Bruno também vem trabalhando como intérprete nos últimos anos no Brasil e Estados Unidos. Em 2016, fundou a High5, grupo de intérpretes que se especializou em eventos de coaching e desenvolvimento pessoal.

Titulo da Palestra

AS DESVENTURAS DA LEGENDAGEM ELETRÔNICA NOS FESTIVAIS DE CINEMA

Resumo da Palestra

As peculiaridade e histórias da legendagem eletrônica em festivais de cinema e teatro em que as legendas são projetadas ao vivo. Como funciona o processo e que nicho de mercado é esse? Conheça as peculiaridades, curiosidades e as agruras de quem trabalha com legendagem eletrônica.

CAMILA FERNANDES

Biografia

Camila Fernandes é escritora, tradutora (inglês>português), preparadora e revisora de textos. Entrou no mercado editorial em 2003, revisando textos para editoras e autores independentes. Em 2011, passou a fazer preparação e cotejo de originais, e em 2012 começou a traduzir profissionalmente. Como escritora, participou de várias coletâneas de contos desde 2005 e lançou seu primeiro livro solo em 2011.

Titulo da Palestra

Tradutor iniciante: como obter um bom texto em português

Resumo da Palestra

Nesta palestra dirigida ao tradutor literário iniciante, usarei minha experiência como preparadora de texto para dar dicas práticas sobre como aprimorar o resultado de suas traduções para o português. Não se trata de uma aula de gramática, nem de teoria da tradução. Será um bate-papo com uma série de conselhos simples que podem ajudar o tradutor a obter um texto que equilibre a fluência na língua de chegada e a fidelidade à língua de partida. Para facilitar o aprendizado, serão utilizados exemplos de traduções do inglês para o português.

CAROLINA ALFARO DE CARVALHO

Biografia

Carolina Alfaro tem bacharelado e mestrado em tradução inglês-português, além de ser falante nativa de português e espanhol. É tradutora profissional desde 1996 e trabalha com legendagem desde 1997. Trabalha com as principais produtoras de filmes do Brasil, atualmente prestando serviços de tradução audiovisual para produtoras de vídeo e clientes empresariais em vários países. Já traduziu um vasto número de longas-metragens, séries, documentários e materiais corporativos e técnicos nas três línguas. Desde 2005, também ensina tradução e técnicas de legendagem em cursos presenciais e online. Mora em Toronto, Canadá, desde 2007.

Titulo da Palestra

Tradução audiovisual corporativa e técnica: como quebrar o círculo vicioso

Resumo da Palestra

Materiais multimídia ou audiovisuais estão se tornando uma alternativa comum para transmitir ideias e mensagens em todos os segmentos, indo muito além do entretenimento (filmes e programas para cinema e TV). Em qualquer área, estão sendo utilizados arquivos de áudio e vídeo como uma forma rápida e envolvente de comunicar, ensinar, vender, motivar e muito mais. Muitas vezes, eles são integrados a apresentações ou sites, pois as ferramentas disponíveis têm tornado mais fácil e barato produzir e vender esse tipo de material.

Os setores corporativo e técnico estão fazendo uso extenso de recursos audiovisuais para engajar e comunicar de forma eficaz cruzando idiomas e culturas, gerando assim mais demanda para tradutores especializados que combinem as aptidões exigidas pelas várias formas de tradução audiovisual (TAV) com as da tradução empresarial e técnica. Contudo, observam-se algumas tendências: (1) há opiniões equivocadas e negativas a respeito da TAV, geralmente devido à falta de conhecimento dessa área de especialização e à comparação com o setor de entretenimento, que é significativamente diferente; (2) quando os clientes finais precisam de serviços de TAV, nem sempre conhecem as opções disponíveis ou sabem que informações ou instruções importantes devem fornecer; (3) os clientes tendem a contratar um tradutor ou uma agência para traduzir esses materiais, como fariam com qualquer outro texto, mas esses tradutores muitas vezes não têm experiência com tradução audiovisual; (4) isto pode produzir resultados ruins em termos da integração da tradução aos arquivos multimídia, que muitas vezes o cliente não tem como avaliar; (5) isto tende a reforçar as visões negativas referentes à área, o que mantém os valores baixos, não atrai tradutores técnicos mais capazes e não gera demanda por cursos especializados.

É preciso romper com esse círculo vicioso através de informações e cursos sobre TAV para o setor corporativo e técnico para todas as partes envolvidas — clientes, tradutores e instrutores. Todos se beneficiarão com essa convergência e o aumento da qualidade neste setor.

CAROLINA CARDOSO WALLITER

Biografia

Carolina é historiadora, escritora, intérprete e tradutora no par inglês/português, com especialidade em marketing, comunicação criativa e localização. Nas horas nem tão vagas assim, escreve sobre os desafios do tradutor autônomo em seu blog, Pronoia Tradutória, e para a Revista Traduzine. É entusiasta do coworking na comunidade tradutória e acredita no poder transformador de uma história bem contada.

Titulo da Palestra

Aposte no visual: currículos visuais

Resumo da Palestra

Hoje em dia, com o volume de conteúdo que consumimos em diferentes mídias, fica cada vez mais difícil reter informações escritas. Quem nunca parou de ler a postagem de algum amigo porque ela era longa demais? Quem nunca lutou contra os próprios devaneios ao assistir a uma palestra com blocos de texto, distribuídos em uma infinidade de tópicos, em slides repletos de informações importantes, prontas para serem descartadas pelo nosso cérebro simplesmente por estar apresentadas em um formato desfavorável?

E o que isso tem a ver com a minha carreira de tradutor?

Tudo.

O mesmo bombardeio de informações ao qual estamos sujeitos no dia a dia também acomete o mundo profissional da tradução, especialmente em uma de suas portas de entrada: as agências de tradução, verdadeiros laboratórios do ofício e muito procuradas por profissionais iniciantes.

Uma agência recebe muitos currículos por dia, em sua maioria sem o foco apropriado para a função que reivindicam, e não é de se espantar que muitos desses currículos se percam em meio às tarefas dos projetos que uma agência de tradução absorve simultaneamente.

A verdade é que os homens e as mulheres do século XXI estão mais visuais do que nunca – o alcance dos famosos “memes” e imagens com palavras-chaves é muito maior que o dos textos corridos. Outra verdade é que todos sabemos disso, mas insistimos em fazer as coisas do mesmo jeito. Que tal inovar?

Na palestra, vamos apresentar o conceito de currículo visual e como desenvolvê-lo para servir o seu negócio e se destacar na multidão. A ideia é conduzir uma conversa prática, destrinchando um exemplo de currículo visual fictício e destacando o tripé que sustenta sua eficácia: identidade visual/persona profissional, leitor/cliente e áreas de especialização.

CAROLINA FERNANDES RODRIGUES FOMIN

Biografia

Tradutora Intérprete de Libras com Pós-Graduação e certificação pelo PROLIBRAS. Coordenadora e professora no curso de Pós-graduação em Tradução e Interpretação Libras - Português no Instituto Singularidades. Atua na interpretação em espaços artísticos - culturais. 

Titulo da Palestra

O Intérprete de Libras na Esfera Artística: um dizer em um universo de dizeres.

Resumo da Palestra

Devido ao significativo crescimento do acesso comunicacional em espaços culturais, diversos espetáculos teatrais contam com a atuação dos Intérpretes de Língua de Sinais (ILS) que objetivam atender à demanda de acessibilidade em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas. A atuação do intérprete em qualquer esfera da linguagem, se constitui por inúmeros desafios, dentre eles o desafio de versar de uma língua para a outra respeitando a discursividade de cada uma delas. Quando se trata da interpretação de textos da esfera artística, uma série de desafios e desdobramentos se colocam sob o aspecto da construção de sentidos que são produzidos na língua-fonte e nos que serão produzidos na enunciação na língua-alvo. Pesquisas na esfera teatral devem considerar as peculiaridades dos textos em seu sentido amplo, o que implica enfrentá-los não apenas pela sua dimensão verbal, pela subjetividade, sentidos implícitos e ideologias que permeiam a esfera artística, já que os sentidos produzidos no teatro são construídos, também, por elementos extra-verbais que compõe a teatralidade, tais como cenário, movimentação de palco, elementos cênicos, projeções, efeitos sonoros, etc. E ainda, quando no par linguístico envolvido nesta interpretação, estão presentes duas línguas de modalidades diferentes, sendo a língua-fonte de modalidade oral-auditiva e a língua-alvo de modalidade gesto-visual (língua de sinais), pode-se afirmar que os desafios e desdobramentos são potencializados. Dessa forma, a interpretação de língua de sinais nessa esfera, deve considerar a multimodalidade constitutiva da linguagem utilizada no teatro e uma totalidade verbo-visual composta de diferentes elementos visuais extralinguísticos que influenciam os elementos verbais. Nesse sentido, discussões sobre a atuação do ILS e as questões de tradução de textos dramáticos são necessárias para entender o fazer do intérprete nessa esfera. A partir do diálogo entre a perspectiva bakhtiniana de estudos da linguagem aplicada aos estudos da interpretação, realiza-se um estudo qualitativo do tipo analítico-descritivo e analítico-comparativo de três espetáculos em São Paulo com apresentações teatrais acessíveis em Libras através da contratação de ILS, e, mediante a comparação das relações entre o texto dramático fornecido como roteiro do espetáculo, a interpretação pretendida pelo ILS durante o período de estudos, e o registro da enunciação no ato da interpretação em Libras, essa pesquisa tem por objetivo observar as relações verbo-visuais do discurso teatral e seus efeitos para construção de sentidos na interpretação de Libras nesse contexto.

COLETIVO INTÉRPRETES

Biografia

Formado por um grupo de tradutoras e intérpretes com mais de quinze anos de experiência, o COLETIVO reúne profissionais de diversas áreas, como medicina, nutrição, fonaudiologia, psicologia, letras, relações públicas e engenharia, que se uniram para prestar serviços de interpretação simultânea e consecutiva, além de tradução de textos técnicos e juramentados. Todas integrantes são membros da APIC – Associação Profissional de Intérpretes de Conferência. O sucesso deste grupo de trabalho unido e ativo, formado por profissionais independentes, é fruto de nossos valores comuns: competência, comprometimento, confidencialidade, flexibilidade, gentileza, proatividade e bom humor. 

Titulo da Palestra

Painel de discussão: Grupos organizados de intérpretes

Resumo da Palestra

Embora o trabalho em dupla—ou em grupo—seja condição básica da profissão de intérprete, associações formais ou grupos de cooperação entre intérpretes, embora existentes, não eram prática tão comum no passado.  Hoje novas necessidades de mercado incentivaram a criação de diversos modelos de associação e parcerias entre intérpretes, que devem ser debatidos e conhecidos por todos, principalmente pelos que iniciam a carreira. A proposta aqui é que montemos um painel com alguns grupos representativos do mercado para conhecermos um pouco de como se formaram, por que, sobre que modelo e quais são as vantagens e desvantagens de se trabalhar dentro de um grupo organizado.

CRISTIANE TRIBST

Biografia

Engenheira que virou tradutora há mais de 20 anos. Apaixonada pelas inovações na área, agora volta à Engenharia para tratar das novas tecnologias relacionadas à tradução. Especializada em traduções técnicas em Computação, Engenharia Elétrica, TI, Comunicações, Automotivo e Óleo e Gás. Certificada pela ATA e pela ABRATES, mora e trabalha em São Paulo. Atualmente contribui com a Revista da ABRATES, a Metáfrase, e é mentora no Programa de Mentoria da mesma associação. Dedica seu tempo livre ao estudo e pesquisa de novas tecnologias para tradutores e ao estudo de Literatura Inglesa.

Titulo da Palestra

Experiência de uma pequena empresa de tradução na análise e implantação da MT - uma abordagem proativa

Resumo da Palestra

Como uma pequena empresa de tradução bastante especializada, nós, como muitos profissionais em todo o mundo, estamos enfrentando o crescente “tsunami” da tradução de máquina (MT) e a resultante redução nos tempos de entrega e preços. Vimos, assim, a necessidade de estar um passo à frente e, em vez de simplesmente aceitar a forma como o mercado nos impõe essa inovação, tentar uma abordagem mais ativa e crítica, que nos permita avaliar o real impacto dessa tecnologia no dia a dia dos profissionais de tradução.

Usando nosso banco de dados bastante amplo e especializado que coletamos ao longo de 20 anos, conduzimos uma análise dos principais motores de MT disponíveis no mercado (ProMT, LILT, Moses, etc.) para oferecer uma percepção geral dos seguintes pontos:

1)      Disponibilidade para a tradução bidirecional

2)      Integração com as CAT Tools

3)      Facilidade de uso

4)      Dicionários gerais disponíveis

5)      Dicionários especializados disponíveis

6)      Aplicabilidade de TMs proprietárias

7)      Possibilidade de gerenciar configurações e perfis por cliente e/ou projeto

8)      Possibilidade e nível de dificuldade para criar novos dicionários baseados em TBs ou glossários

9)      Análise de pré-tradução feita off-line e em lote

10)   Disponibilidade e análise de desempenho de bancos de dados locais e em nuvem

 

O propósito desta análise é obter dados sobre ganho em palavras, redução no tempo de tradução e revisão, curva de aprendizado pessoal e do motor de MT, além de custos de equipamentos e ferramentas necessárias para oferecer meios para a tomada de decisão sobre a aplicabilidade da tecnologia em termos de custos, mercado e tempo de produção.

Marcelo Oliveira

Biografia

Engenheiro de sistemas, especialista em desenvolvimento e integração de software. Experiência no trabalho com URA (Unidade de Resposta Audível), reconhecimento de voz e criação de conteúdo, estruturação e publicação em diferentes mídias, tanto no formato impresso quanto para web. Consultor e instrutor para DTP e equipamentos e ferramentas de tradução. Vive e trabalha em São Paulo.

DANIEL PEREIRA MACIEL

Biografia

Tradutor Juramentado e Técnico e Intérprete de Conferências com doze e oito anos de experiência (respectivamente). Atualmente cursando o curso livre (Certificate Degree) em Segurança da Informação e Computação Forense da Universidade de Ryerson (Toronto, Canadá). Entusiasta (leia-se obcecado) por eletrônicos de consumo e TI em geral.

Titulo da Palestra

Casais Infiéis, Segurança da Informação e Você

Resumo da Palestra

Hoje em dia é difícil que uma semana comece e termine sem que algum caso significativo de vazamento de dados pessoais e/ou nomes de usuário/senhas de usuários apareça na mídia, muitas vezes em escalas faraônicas. O vazamento de dados de usuários do portal de encontros entre amantes Ashley Madison (aludido no título) é um dos exemplos mais conhecidos - embora não seja nem de longe o mais recente ou o mais impactante - de tais eventos. 

Tradutores e intérpretes, por força da confidencialidade quase análoga a suas profissões e da necessidade de constantemente lidar com informações e dados altamente sensíveis, são especialmente vulneráveis às catastróficas possíveis consequências de ataques de roubo de identidade ou subtração de dados. 

No entanto, o fato persiste que o entendimento do que estes eventos realmente representam para o usuário final ainda é parco. Muito se cauciona (e definitivamente há motivos de sobra para se preocupar), mas explica-se pouco. 

Levando em conta estes aspectos, a apresentação pretende dar um pouco de substância a um debate que tende a se pautar mais em previsões apocalípticas do que em dados concretos. Após uma visão geral da condição atual de vulnerabilidade dos dados na internet (pelo menos com base no que se tem hoje entre suspeições razoáveis e certezas), serão ilustrados alguns conceitos básicos de segurança da informação (entropia, táticas básicas de intrusão, tipos de ataque) e, finalmente, serão abordadas algumas das práticas que se podem razoavelmente esperar de um tradutor/intérprete - e de indivíduos em geral, de fato - para mitigar as vulnerabilidades mais básicas, e até algumas das mais complexas. 

A \"regra número um da internet\" é provavelmente mais verdadeira hoje do que jamais foi: você está comprometido. Sem exceções. Felizmente, há níveis e níveis de \"comprometido\", e boa parte das práticas mais sadias ainda continua sendo uma escolha individual. Usuários bem-informados tomam decisões melhores com relação a sua proteção na web, e entender o melhor equilíbrio entre segurança e conveniência é o primeiro passo para uma consciência mais tranquila (na medida do possível) enquanto nos expomos na rede. 

DANIEL SALES DE CARVALHO ERLICH

Biografia

Intérprete e tradutor bilíngue e bicultural com vivência de uma década no Canadá. Credenciado pela Abrates e pelo ProZ. Experiência em tradução técnica, criativa, literária, legendagem e interpretação. Aspirante a nerd, artista e cientista. Meu desenvolvimento profissional foi grandemente enriquecido pelo HIIT e pela PUC, que contribuíram muito para a minha formação. Adoro me desafiar a aprender coisas novas e re-explicá-las, especialmente com restrições de tempo, comprimento ou estilo.

Titulo da Palestra

Legendagem utilizando o espectrograma

Resumo da Palestra

Quando começamos a legendar e vemos um espectrograma pela primeira vez, ele assusta até pelo nome. Pode parecer mais fácil marcar os timings usando a curva de onda. Mas o espectrograma dá muito mais informação de relance e facilita a leitura de palavras e sílabas direto na visualização.

Pretendo ensinar um pouco do que aprendi em fonética no curso de linguística, especificamente as classes de fonemas e leitura de espectrograma.

DAVID RUMSEY

Biografia

David Rumsey is the current president of the American Translators Association (2015-2017).  ATA represents over 10,000 translators and interpreters in 95 countries. A 25 year veteran of the language industry, David has worked on the client side, purchasing translations for a large software firm, as a project manager on the agency side coordinating translation projects and as a freelance Scandinavian translator, skillfully transferring ideas and insights from one language into another. He can be reached at president@atanet.org

Titulo da Palestra

Understanding the T&I Industry in the USA

Resumo da Palestra

The United States of America is home to the largest market for translation and interpreting services.  The US government alone is one of the largest purchasers of translation and interpreting services in the world, with projects in dozens of languages.  Despite increasing globalization, the American T&I industry operates in a unique environment with its own customs, standards and experience.  This session will provide an overview of the T&I industry from three angles: as freelancers, project managers and translation buyers.  With insights from various stakeholders, this session will help participants improve their relationship with their American partners and clients.

DEBORA HILDA WEIRICH

Biografia

Formada em tradução (inglês) pela UFRGS e UGF, Débora acumula 15 anos de experiência em tradução e dez em localização. Como tradutora, se especializou em software, TI, marketing e RH. Atualmente Regional Language Manager da RoundTable Studio, coordena equipes de tradutores e supervisiona todos os aspectos relacionados à produção. Com foco em inovação, tecnologia e gestão do conhecimento, atua tanto na gestão da qualidade linguística como no apoio à gerência operacional, aos gerentes de projeto e aos engenheiros de localização. Ama o ritmo dinâmico da localização, mas adora mesmo é levantar sabendo que aprenderá algo novo todos os dias.

Titulo da Palestra

O desafio da qualidade na localização

Resumo da Palestra

Que tradutores são apaixonados por qualidade, já o sabemos. Mas e o que profissionais de diferentes áreas e experiências variadas fazem para garantir, assegurar e certificar essa qualidade de modo que esteja presente desde os processos do cliente até o produto que chegará às mãos do usuário final? Para aqueles que trabalham no setor de localização, sejam tradutores, empresas de localização, gerentes de projetos ou clientes, a qualidade traz desafios que requerem esforços diários e contínuos de todas as partes, não se restringindo à tradução em si, mas estando presente também em todo o ciclo de localização, desde estabelecer processos, capacitar equipes de tradutores até lidar com clientes ou fornecedores.

Esta proposta visa justamente abrir espaço para uma discussão sobre qualidade em tom leve, dinâmico e participativo no formato de mesa-redonda, partindo das experiências profissionais dos participantes da mesa, traçando assim um panorama realista e altamente profissional sobre os desafios de qualidade presentes no setor de localização brasileiro. Entre os tópicos sugeridos para discussão, gostaríamos de ressaltar: estabelecimento de processos, práticas recomendadas, uso de tecnologia e ferramentas, modelos de qualidade, revisão linguística, seleção, capacitação e avaliação de recursos internos e externos, uso de KPI e métricas para avaliar qualidade tanto na tradução como no nível de serviço entregue ao cliente, entre outros.

Conforme mencionado acima, inicialmente, a mesa-redonda contará com a presença de quatro participantes:


Débora Weirich, gerente linguística de uma empresa de localização (RoundTable Studio)
Mitsue Siqueira, especialista linguística (Ccaps)
Janayna Couto, gerente de fornecedores (Ccaps)
Luisa Maura Chiposche, gerente de qualidade global

Mitsue Siqueira

Biografia

Mitsue Siqueira trabalha como especialista linguística na Ccaps, empresa de idiomas especializada em tradução e localização de software. Por estar em contato constante com tradutores e revisores, Mitsue pôde entender melhor as principais dificuldades de quem está começando agora e, com base nessa experiência, criou o Projeto TransMit. Desde janeiro de 2016, a equipe TransMit já atendeu aproximadamente 40 tradutores (iniciantes e experientes) e vem conquistando cada vez mais admiradores no mercado de tradução.

Luisa Maura Chiposche

Biografia

Formada no curso de Tradutor/Intérprete pela Faculdade Ibero-Americana, tenho trabalhado na área de localização há mais de 15 anos e adquiri uma experiência global depois de ter trabalhado em renomadas empresas de TI, como Oracle e Dell EMC. Nesta última, gerenciei o time da América Latina e ajudei a desenvolver o “Geo Program”, que consiste em atender as expectativas do cliente interno em relação à terminologia e tradução com alta qualidade. Na Transperfect, onde atuo como Global Quality Manager, sou responsável por garantir que os processos para entregar uma tradução com qualidade sejam seguidos e que todos estejam comprometidos para satisfazer as necessidades de nossos clientes.

EDUARDO FRIEDMAN

Biografia

Mestrando em Estudos da Linguagem pela PUC-Rio, com a dissertação "T.S. Eliot e o verso livre: traduzindo 'The Waste Land'", ganhei em 2009 o Prêmio Destaque de Iniciação Científica da Categoria CNPq, do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio,  pelo projeto "As traduções brasileiras da poesia de W. B. Yeats", com orientação do prof. Paulo H. Britto. Além da experiência com tradução de poesia, minha prática tradutória principal é a legendagem, que, em 9 anos, me permitiu trabalhar com as maiores produtoras do Rio de Janeiro para os canais Globosat e para o cinema.

Titulo da Palestra

Uma breve introdução à tradução de poesia: o Soneto 116 de Shakespare

Resumo da Palestra

Usando uma tradução própria do Soneto 116 de Shakespeare, vou fazer uma introdução à tradução de poesia, trazendo à tona pontos de contato e diferenças entre os esquemas poéticos anglófono e lusófono. Esse soneto foi escolhido pelas discussões sobre forma, métrica e rima que ele proporciona e pela possibilidade de transmitir quesitos objetivos para a avaliação de uma poesia traduzida.

ERICA LIMA

Biografia

Professora de tradução na graduação e na pós-graduação do Instituto de Estudos da Linguagem, UNICAMP. Bacharel em Tradução pela UNESP, São José do Rio Preto; Mestre em Linguística Aplicada à Tradução pela UNICAMP e Doutora em Letras também pela UNESP, São José do Rio Preto.  Principais interesses de pesquisa incluem: tendências dos estudos da tradução na atualidade (aspectos culturais, ideológicos, sociológicos e questões de etnicidade, identidade e gênero), formação do tradutor e a reflexão sobre a indissociabilidade entre teoria e prática.

Titulo da Palestra

O ensino da tradução em universidades brasileiras: a importância da reflexão teórica para a formação do tradutor

Resumo da Palestra

No Brasil, as últimas décadas têm sido marcadas por um pequeno aumento na visibilidade do tradutor, ao lado de um maior reconhecimento institucional dos estudos de tradução, tanto pelo estabelecimento de programas de pós-graduação e grupos de pesquisa quanto pelo número de publicações de artigos sobre a formação do tradutor e sobre a importância da reflexão teórica sobre a tradução. Se, por um lado, nota-se o desenvolvimento de cursos e ampliação da área, por outro, é possível observar que algumas questões parecem não ter saído das rodas de discussão e continuam a aparecer em livros e periódicos especializados, por exemplo a tradicional dicotomia entre teoria e prática. O objetivo deste trabalho é refletir sobre o ensino de tradução nas universidades brasileiras e mostrar que a reflexão teórica é inseparável da prática e de outros aspectos envolvidos no processo tradutório. Pretende-se questionar a postura muitas vezes defensiva de estudantes e profissionais em relação aos aspectos teóricos - intrínsecos a qualquer tradução – e levantar a hipótese de que tal atitude possa ser decorrente de concepções teóricas estereotipadas e de uma noção um pouco tecnicista da profissão. Para tal abordagem, recorremos a autores como Arrojo (2007), Darin (2013), Derrida (2003), Pagano e Vasconcelos (2006) e Rodrigues (2012).

ESTELA CONSIGLI

Biografia

É Tradutora Literária e Técnico-Científica e Professora de Francês. Traduz livros e artigos de ciências humanas, arte e psicanálise. Integra a equipe de tradutores que promove o Projeto de Pesquisa "A tradução editorial na Argentina 2010-2015". Vice-presidenta atual da Associação Argentina de Tradutores e Intérpretes (AATI) onde trabalha para as comissões de Direitos Autorais e Tradução para Editoras. Colabora na organização da Escola de Outono de Tradução Literária, programa de formação do IESLV "J. R. Fernández". É corredatora dos Projetos de Lei de Proteção da Tradução e dos Tradutores (2013) e de Defesa dos Tradutores e Fomento da Tradução (2015). 

Titulo da Palestra

Comissão de Tradução para Editoras -AATI

Resumo da Palestra

A AATI realiza permanentemente, através da comissão de Tradução para Editoras, ações que visam a tornar visível o papel essencial da tradução na circulação de ideias, conhecimentos e da literatura, bem como sua indiscutível incidência no êxito de venda dos livros traduzidos.

Esses empreendimentos estão levando os próprios tradutores editoriais a tomarem consciência de sua identidade como coletivo profissional e a revalorizar sua função no âmbito do pensamento e da arte.

Vamos fazer uma síntese dessas ações e uma reflexão acerca dos resultados alcançados até este momento: palestras, workshops e cursos específicos dados por especialistas e por atores do mundo editorial, dentro das atividades regulares da associação; jornadas de tradução no âmbito editorial (Jornadas Profissionais da Feira Internacional do Livro de Buenos Aires); Workshop de tradução francês-espanhol em ciências sociais e humanas (Embaixada da França e Centro Franco-Argentino); Clínica de tradução literária (Fundação FILBA); colaboração com a Escola de Outono de Tradução Literária (IES em Línguas Vivas “J. R. Fernández”); Mesa sobre tradução na Conferência Editorial do Programa e atividade performática em A Noite dos Livros (Programa Opção Livros, do Governo da Cidade de Buenos Aires).

 

As temáticas que são apresentadas e desenvolvidas nessas instâncias variam e vão aumentando (scouting, relação entre tradutor e editor, variedades do espanhol, diferenças de acordo com os tipos de texto, línguas das quais se traduz, subsídios à tradução, e outras).

FERNANDA ROCHA

Biografia

Bacharel em Tradução pela Universidade Federal de Ouro Preto, Fernanda Rocha é tradutora desde 2001 e atua em diversas áreas, incluindo marketing/pesquisa de mercado, medicina, TI, jogos e literatura/ficção. Responsável pelo Drops Tradutório e palestrante em eventos nacionais e internacionais, a profissional busca compartilhar materiais, dicas e experiências sobre entrada no mercado de trabalho, atitude profissional e pró$pera, presença on-line, tecnologia, qualidade de vida, negociação, legalização, conquista de novos clientes, entre outros assuntos. Para saber mais, acesse: www.fwrocha.com.

Titulo da Palestra

Fiz um cadastro no ProZ.com. E agora?

Resumo da Palestra

Não podemos negar a importância do ProZ.com no mercado tradutório. Esta comunidade de tradutores pode ser extremamente útil, mas você sabe usá-la para alcançar os melhores resultados possíveis?

A maioria das pessoas só utiliza o ProZ.com para procurar clientes, fazer perguntas de terminologia e navegar nos fóruns. No entanto, o que muitos não sabem é que a comunidade on-line pode oferecer bem mais do que isso. 

O objetivo desta palestra é apresentar diversas funcionalidades interessantes, algumas “quase escondidas”, do ProZ.com que podem ajudar os usuários a alcançar resultados melhores tanto no site quanto na vida profissional.

Entre os tópicos abordados, vamos falar sobre:

  • O site em si
  • Como criar um perfil eficiente
  • Visibilidade e oportunidades
  • Evitar notificações “desnecessárias”
  • Ofertas de trabalho
  • Banco de dados de conhecimento

Você ficará surpreso com a poderosa ferramenta que tem em mãos!

IGOR ANTÔNIO LOURENÇO DA SILVA

Biografia

Igor A. Lourenço da Silva é professor de tradução na Unviersidade Federal de Uberlândia (UFU), no Brasil. Tem doutorado em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também no Brasil. Seus interesses de pesquisa incluem: processo tradutório, formação de tradutores, expertise em tradução e interação homem-máquina em processos de tradução. Trabalha como tradutor e revisor freelancer desde 2005.

Titulo da Palestra

A importância da expertise por interação para a tradução técnico-científica

Resumo da Palestra

A tradução, uma atividade de leitura e escrita, corresponde a uma complexa tarefa de resolução de problemas mal-definidos (Shreve, 2006). Da Silva (2007), com base em Scardamalia e Bereiter (1991), sugere que a expertise em tradução consiste em um processo dialético em que o sujeito é capaz tanto de deduzir a partir de seu conhecimento de domínio e de seu conhecimento discursivo para resolver um caso particular, quanto de inferir a partir de um caso particular para reformular seu conhecimento de domínio e discursivo. Na tradução de textos técnico-científicos, esse processo é mais complexo porque o tradutor raramente detém os conhecimentos específicos de determinada área e partilha da linguagem da sua comunidade discursiva (Bhatia, 2004). Todavia, Collins e Evans (2010) afirmam que é possível adquirir expertise por interação, i.e., a expertise na linguagem de um domínio sem, contudo, contribuir diretamente para ele. Na área médica, os profissionais e pesquisadores da saúde podem desenvolver expertise contributiva porque são capazes de atuar diretamente na área, dando sequência a pesquisas, cirurgias e outros procedimentos próprios do domínio médico. Em contrapartida, os tradutores podem desenvolver uma capacidade linguística que lhes permita transitar com certa facilidade entre os membros da área, não apenas dominando o seu linguajar e jargão, mas também se integrando a essa comunidade discursiva. Baseando-se na ideia de expertise por interação, este trabalho apresenta os resultados parciais de um estudo longitudinal (CNPq 461054/2014-0) que investiga, do ponto de vista processual e do produto, o impacto da obtenção de expertise por interação a partir do contato efetivo entre o tradutor e o especialista no âmbito de uma subárea da medicina voltada para a hipertensão arterial. Ao longo de nove meses de interações, quatro sujeitos com bacharelado em tradução se submeteram, dentre outras, a atividades de aperfeiçoamento da escrita acadêmica, participação em reuniões do Grupo de Pesquisas em Hipertensão Arterial: Clínica e Experimental, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia, acompanhamento in loco de como esse grupo realiza coletas e analisa dados, bem como realização de traduções e revisões avaliadas e corrigidas por linguistas e pesquisadores da área médica. Os resultados parciais, obtidos a partir da análise longitudinal dos processos e produtos tradutórios desses sujeitos – produzidos utilizando o programa Translog – apontam para aumento progressivo da conscientização sobre questões de ergonomia, aumento da produtividade em termos de tempo, pausas e número de tentativas, aumento da metarreflexão (Alves, 2003) e produção de textos mais adequados aos padrões académicos. Ganhos puderam ser observados na produção de textos de domínios distintos, mas o maior impacto foi registrado na produção de textos da subárea sob escrutínio.

ILEANA LUQUE

Biografia

Graduada em Tradução de Inglês e Professorado de Inglês pela Faculdade de Línguas da Universidade Nacional de Córdoba (UNC), da Argentina, e Mestre em Tradução Médica pela Universidade Jaume I, da Espanha. Está concluindo a Pós-graduação em Tradução Inglês-Português, na Universidade Estácio de Sá. É professora assistente da disciplina Tradução Técnica e professora tutora de Tradução Científica na UNC. É tradutora autônoma e trabalha para agências de tradução internacionais em inglês-espanhol-português. Sua especialidade é a tradução médica e farmacêutica. Desde 2011, trabalha no processo completo de validação linguística de questionários médicos para pacientes na Argentina.

Titulo da Palestra

Além da tríade tradicional de traduzir, editar e revisar: outras tarefas que o tradutor profissional pode desempenhar no mercado atual

Resumo da Palestra

No competitivo mercado da tradução, o tradutor enfrenta-se à necessidade de diversificar-se nos papéis tradicionais para ocupar outras funções relacionadas que ampliam e enriquecem a variedade de tarefas que desempenha dentro do processo de produção. Nesta palestra, nós nos centraremos em alguns dos serviços que o tradutor pode oferecer e que vão além da tradicional tríade de traduzir, editar e revisar. Com base em nossa experiência profissional, principalmente na área da tradução médica, nós apresentaremos o diverso repertório de tarefas conexas que as empresas de tradução atualmente demandam e que nem sempre são incluídas nos cursos de graduação ou pós-graduação dos tradutores. Essas tarefas adicionais que o tradutor profissional polivalente pode oferecer no mercado de trabalho enquadram-se em duas grandes áreas de ação: o controle de qualidade e a localização. No primeiro campo de trabalho, nós analisaremos as características da retrotradução, a harmonização, a conciliação, a leitura prévia à comercialização, a revisão dos comentários do cliente, a revisão independente e a correção de testes de tradução. No segundo campo, nós descreveremos tarefas como a revisão no país de destino, a avaliação de traduzibilidade, a adaptação transcultural, a simplificação e a avaliação do nome comercial, entre outras atividades. Esta palestra está desenhada com o fim de contribuir para delinear os novos horizontes e desafios de nosso trabalho profissional, e esperamos que seja interessante e útil tanto para colegas com mais experiência como para aqueles que estão iniciando-se na profissão.

Fernanda Nieto Femenía

Biografia

Es Traductora Pública Nacional de Inglés (UNC), realizó cursos de especialización en Ciencias Políticas y Relaciones Internacionales en la Universidad Laval (Canadá), y obtuvo una Maestría en Traducción en la Universidad Jean Monnet (Francia). Se desempeña como traductora autónoma y de conferencias, se especializa en salud y medioambiente, y es profesora tutora en la Especialización en Traducción Científica y Técnica y en la Especialización en Traducción Jurídica y Económica de la Facultad de Lenguas (UNC). Forma parte del equipo de investigación en Mediación tecnológica y didáctica de la traducción y la interpretación de la UNC.

Marcela Serra Piana

Biografia

Es Traductora de Inglés y Licenciada en Comunicación Social egresada de la Universidad Nacional de Córdoba (UNC), Argentina. Está finalizando su Maestría en Inglés con orientación en Lingüística Aplicada en la UNC. Combina su trabajo como profesora de inglés Médico en la UNC y traductora independiente y correctora en el área de la medicina con sus intereses de investigación en el campo del análisis del discurso, la lingüística cognitiva y la traducción.

JÔNATAS BICA

Biografia

Formado em Webdesign e Programação na Universidade do Sul de Santa Catarina, trabalha com tradução há três anos, traduzindo do inglês, mandarim, francês e espanhol. Viveu e estudou em Xangai, onde cursou Cultura e Língua Chinesa Avançada na Universidade de Comunicação (Jiao Tong University) e atuou como tradutor e intérprete. Atualmente cursa Relações Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pós-graduação em Tradução de Inglês na Universidade Estácio de Sá. É um colaborador da instituição Clube do Livro Brasil-China, que atua em projetos que contribuem para a aproximação diplomática e acadêmica entre Brasil e China.

Titulo da Palestra

"Chinglish" para tradutores brasileiros

Resumo da Palestra

Reconhecido por vezes como gramaticalmente correto, apesar de não usual, o termo “chinglish” se refere à língua inglesa falada, e principalmente escrita, com influência da língua chinesa, o que na maior parte dos casos, devido à diferença de contextos e ao uso de ferramentas de tradução automática, origina traduções com conotações vulgares, depreciativas ou incoerentes.

 

O objetivo desta palestra é fazer uma breve apresentação do “chinglish” aos tradutores brasileiros, explicar seu funcionamento e lógica usando uma abordagem simples para aqueles que não possuem conhecimento da língua chinesa e providenciar dicas que facilitam o processo tradutório de um texto que foi primeiramente traduzido do mandarim para o inglês para, por fim, ser traduzido para o português. Também será discorrido a respeito da estrutura básica da língua chinesa por meio de exemplos simples, contexto histórico do “chinglish” e a sua atual influência no mercado de tradução.

KARINA BRAGA PERDIGÃO BARRETTO DE CARVALHO

Biografia

Fonoaudióloga - Especialista em Voz Professora de oratória há 19 anos. É professora dos cursos de Interpretação Simultânea e de Tradução do Brasillis. Ministra cursos de Oratória e Media Training para: Intérpretes, Tradutores, Advogados, Políticos, Empresários, Jornalistas, Médicos, executivos, entre outros profissionais. Especialista em preparação para prova oral para Concurso Público, tendo aprovado diversos Juízes em 1º lugar. Realiza treinamentos em todo o Brasil.

Titulo da Palestra

Existem duas opções de título: Uma delas é Curso de Oratória. A outra é Impostação da Voz e Respiração para Intérpretes

Resumo da Palestra

Programa:

- Desinibição           

- Postura
- Respiração e Impostação da Voz

- Dicção (Articulação clara das palavras e sem vícios de linguagem)
- Ritmo da fala (Organização do pensamento e modulação vocal)

- Argumentação sob pressão

- Apresentações com uso do Datashow

 

 

 

KENZIE SLOTTOW

Biografia

Marília Correia é advogada e Especialista em Metodologia da Tradução. É associada da ABRATES desde 2015. Trabalha com tradução há 3 anos e atualmente é Gerente de Projetos Sênior do Amara, um projeto voltado para acessibilidade e inclusão. Além disso, atua no mercado audiovisual traduzindo e revisando legendas. 

Titulo da Palestra

Amara: Uma Ferramenta de Legendagem e Modelo Colaborativo de Tradução

Resumo da Palestra

A ideia é introduzir os participantes no mundo da legendagem através do Amara, um modelo colaborativo de legendagem. O modelo colaborativo de tradução será apresentado como uma forma poderosa de alcançar uma maior audiência, permitindo que as pessoas participem da criação de legendas; e permitindo que tradutores ao redor do mundo trabalhem juntos.

 

 

 

Além disso, faremos uma demonstração do Editor do Amara, nossa ferramenta de legendagem que recebeu diversos prêmios; e daremos ideias de como tradutores podem fazer parte da comunidade de legendagem do Amara, seja através das nossas oportunidades voluntárias (como TED, Scientific American, e muitas outras); ou nossa equipe profissional de tradutores, o Amara On Demand.

 

 

 

Os palestrantes são todos tradutores do Amara e gerentes de projeto do Amara On Demand. Elas poderão contar com a presença do Diretor Executivo da PCF, Dean Jansen. A apresentação será informativa, divertida e interativa. Queremos encorajar uma audiência participativa -- indivíduos e organizações, interessados nesta área da tradução em constante crescimento.

 

 

 

Esperamos que o Amara seja selecionado para uma palestra. Queremos muito compartilhar nosso conhecimento, experiência e paixão pela legendagem.

 

 

 

Amara é parte da Participatory Culture Foundation (PCF), uma organização sem fins lucrativos dedicada a construir um mundo mais aberto e colaborativo. Amara.org, o nosso projeto emblemático, é essencialmente a Wikipedia para legendagem e tradução de vídeos. Foi fundado na ideia de que a internet deve ser um ambiente inclusivo, acessível e democrático; nós construímos uma plataforma para apoiar este ideal.

 

 

 

Trabalhamos com pessoas físicas e organizações (incluindo GitHub, Khan Academy, e centenas de outros) para remover as barreiras à comunicação e tornar a internet um lugar mais inclusivo. Embora tenha começado como uma plataforma de legendagem voluntária colaborativa, o Amara agora oferece oportunidades econômicas para cerca de 3.000 linguistas, a maioria dos quais são mulheres de todo o mundo e esperamos continuar oferecendo oportunidades para muitos outros.

 

 

 

Como uma organização sem fins lucrativos, os nossos objetivos e missão não mudaram muito, mesmo fazendo parte da economia digital. O que mudou é a nossa perspectiva sobre o que um ambiente de trabalho flexível, descentralizado e humanizado pode realizar. Cooperação e trabalho em equipe podem permitir que as pessoas atinjam novos patamares, tanto como indivíduos quanto como grupos; isso não é diferente na economia digital.

 

 

Nossa intenção é tornar o Amara um negócio sem fins lucrativos que constrói riquezas, incentiva a participação e promove prosperidade para todos. Se atingirmos nossos objetivos, esperamos que o Amara sirva de modelo para outras organizações.

LARA CRISTINA SANTOS TALHAFERRO

Biografia

Lara Cristina Santos Talhaferro é bacharela em Letras com Habilitação de Tradutor (Inglês) pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, campus de São José do Rio Preto (UNESP/IBILCE), desde 2015. Atualmente, desenvolve pesquisa de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos da UNESP/IBILCE, na linha de Estudos da Tradução, financiada pelo Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Realiza investigações sobre Tecnologias da Tradução desde 2013, e apresentou trabalhos em eventos científicos de cunho nacional e internacional. É tradutora técnica nas combinações de línguas inglês–português/ português–inglês e espanhol–português/ português–espanhol.

Titulo da Palestra

Possíveis influências de sistemas de memórias de tradução e de programas tradução automática no trabalho de tradutores em formação

Resumo da Palestra

Com o desenvolvimento de dispositivos que pudessem lidar com grandes volumes de dados e a crescente circulação de conhecimento em escala mundial, por meio de diversos idiomas, em decorrência da globalização, os tradutores presenciaram uma revolução no mercado da tradução. Para manterem-se competitivos e atenderem à demanda de trabalho, a qual conta com constantes atualizações de conteúdo e prazos reduzidos, os profissionais passaram a adotar ferramentas de tradução assistidas por computador em sua rotina de trabalho. Duas dessas ferramentas, utilizadas principalmente por tradutores das áreas técnica e comercial, são os sistemas de memórias de tradução e os programas de tradução automática. Conforme afirma Bowker (2015), “as tecnologias de tradução tornaram-se tão firmemente ligadas à profissão de tradutor que, atualmente, parece impensável que um profissional traduza sem algum tipo de ferramenta computacional” (p. 88). No entanto, o emprego dessas ferramentas pode ter influências inevitáveis nas traduções, sobre as quais os tradutores raramente têm oportunidade de ponderar. Se os profissionais são iniciantes ou se lhes falta experiência em determinada ferramenta, essa influência pode ser ainda maior. Com o intuito de examinar como o trabalho de tradutores em formação pode ser influenciado pelos sistemas de memórias de tradução e os programas de tradução automáticos empregados, investiga-se nesta pesquisa como um sistema de memórias de tradução cloud-based, Wordfast Anywhere, e um de seus plug-ins de tradução automática, Google Translate API, podem influenciar nas escolhas de tradutores em formação. Para tanto, apresenta-se uma análise comparativa e crítica de traduções (inglês-português) de um texto designado a graduandos em Bacharelado em Letras com Habilitação de Tradutor da UNESP, durante a disciplina de Prática de Tradução III em Língua Inglesa. A partir de um estudo teórico da literatura sobre o uso de tecnologias em tradução, que inclui Bowker (2002), Cronin (2003) e Sin-Wai (2015), por exemplo, discutem-se alguns excertos de um total de dez traduções — três realizadas por estudantes utilizando o Wordfast Anywhere, quatro pós-editadas por outros quatro alunos, depois de traduzidas pelo Google Translate API, e três traduzidas sem o auxílio dessas ferramentas. Serão analisados os seguintes aspectos: tempo de realização da tradução, uso da terminologia específica, coesão e coerência, uso da variante padrão da língua portuguesa e adequação da tradução a sua finalidade. Partindo de tal exame, serão traçadas considerações sobre as possíveis maneiras que a aplicação dessas ferramentas pode impactar a produção dos graduandos, a fim de determinar se o aumento da automação de seu trabalho de fato contribui para a produção de textos mais apropriados e melhora sua produtividade.

Érika Nogueira de Andrade Stupiello

Biografia

Érika Nogueira de Andrade Stupiello é tradutora pública e docente do curso de Bacharelado em Letras com Habilitação de Tradutor em Língua Inglesa na Unesp de São José do Rio Preto; doutora em Estudos Linguísticos (Estudos da Tradução) pela Unesp; professora do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (Estudos da Tradução) da Unesp de São José do Rio Preto; pesquisadora na área de Estudos da Tradução; membro do Grupo de Pesquisa "Abordagens Multidisciplinares em Tradução - Multitrad" (CNPq)". É autora do livro "Ética profissional na tradução assistida por sistemas de memórias” (Editora Unesp).

LAURA SANTOS FOLGUEIRA

Biografia

Laura Folgueira, tradutora e preparadora de textos, está no mercado editorial desde 2006, tendo trabalhado para editoras diversas, como HarperCollins, Planeta, Amarylis, Manole, Editora SESI, BEI Editora, Moderna, Edições de Janeiro, entre diversas outras. Entre seus títulos traduzidos mais recentemente estão Bagdá: Cidade da Paz, cidade de sangue, A destruição dos judeus europeus, Beethoven: angústia e triunfo e A viúva negra (os dois últimos, ainda no prelo quando do envio desta proposta). Formada em jornalismo, tem pós-graduação em Literatura Brasileira (PUC-SP) e mestrado em Estudos da Tradução (Universidade de São Paulo). Entre outros trabalhos, ministra oficinas de preparação e revisão.

Titulo da Palestra

O que vem depois da tradução editorial? Preparação/copidesque e revisão: o tradutor também pode trabalhar nisso!

Resumo da Palestra

Antes de chegar a ser impresso, um livro passa por inúmeras etapas. É comum, como tradutores, nos concentrarmos quase sempre na etapa da tradução, sem saber ou ter contato com o que vem antes. Especialmente para quem ainda não trabalha com tradução editorial ou literária e tem a intenção de entrar nesse mercado, porém, é essencial conhecer todos os processos que acontecem dentro e fora da editora.

 

Depois de adquirir os direitos autorais de um livro, um editor costuma fazer uma busca pelo tradutor mais adequado para ele: alguém que tenha experiência com aquele assunto; alguém que já trabalhe para a casa; alguém com um currículo interessante que ele deseje testar – as possibilidades são muitas, e já foram abordadas extensivamente em diversos congressos da Abrates. Depois disso, o texto traduzido é editado e segue para uma etapa muitas vezes desconhecida, mas importantíssima: a preparação de texto ou copidesque. Nisto, a tradução literária se mostra diferente da tradução técnica – a preparação de texto é etapa que só costuma existir em livros, enquanto outros textos seguem apenas para uma revisão. Mais uma diferença: um livro precisa passar por, pelo menos, duas revisões depois de preparado e diagramado.


A simples quantidade de etapas envolvidas na publicação de um livro significa que sua produção exige boa quantidade de profissionais qualificados. Essas etapas, portanto, são portas de entrada para tradutores iniciantes. Embora haja, no mercado editorial, muitos tradutores excelentes, editores explicam que pode ser difícil encontrar bons preparadores de texto e revisores. Um dos problemas para o trabalho com livros traduzidos é que preparadores, em geral, não têm conhecimento de tradução – e, assim, que a preparação feita por um tradutor pode ser um diferencial. Editoras, em geral, mostram-se mais propensas a aceitar novos profissionais com quem ainda não trabalharam em revisão e preparação; é comum que, após alguns trabalhos bem-sucedidos, o profissional tenha portas abertas para um teste de tradução propriamente dita, o que, sabemos, costuma ser a ambição final de profissionais iniciantes.

Portanto, conhecer técnicas de preparação e cotejo, bem como de revisão de texto, é essencial para quem deseja começar a trabalhar no mercado editorial. A palestra mostrará, entre outras coisas: técnicas e características de uma boa preparação; exemplos de preparações e revisões vindos de editoras variadas; comparação: o texto antes e o texto depois do preparador; escopo do trabalho de preparação; os limites da intervenção no texto do tradutor: quando mexer e quando não mexer; relação com editores. Assim, espera-se que tradutores iniciantes ou aqueles mais experientes, mas que desejam começar no mercado editorial, saiam com um bom panorama de atuação.    

LAURA VAUGHN HOLCOMB

Biografia

Por uma década, Laura Holcomb foi o fio condutor entre pacientes de câncer e seus oncologistas, entre obstetras e mães. Intérprete nos hospitais por vocação e intérprete de conferência por título, na cabine, as especialidades da Laura são agricultura, sustentabilidade e saúde. Laura participou do desenvolvimento e está atualmente à frente do Glendon Virtual Healthcare Interpreting Practicum, um estágio virtual para alunos já formados que querem practiar a interpretação comunitária. É treinadora de interpretação de conferência e language coach no Interpret2B, um curso brasileiro online. Laura tem mestrado em Interpretação de Conferência pela Glendon College. LauraHolcomb.com

Titulo da Palestra

Consecutiva pra quê? Eu só faço simultânea!

Resumo da Palestra

Não é raro ouvir intérpretes dizerem que não fazem interpretação consecutiva e muitos fogem como o diabo da cruz da ideia de depender de papel e caneta e da boa e velha memória para trabalhar. Mas será que a essa modalidade é tão ruim assim? Não podemos aprender nada com ela?

 

O intuito desta palestra é elucidar como o exercício da interpretação consecutiva pode melhorar o desempenho do intérprete na cabine. Há várias habilidades desenvolvidas com a prática da consecutiva que podem ser transpostas para a simultânea: além de nos ensinar muito sobre sobre a nossa voz, postura, e autocontrole, aprendemos principalmente a analisar e compreender como o discurso funciona.

 

Na consecutiva, o intérprete não tem opção: ele tem de entender e digerir as informações para poder traduzir para o outro idioma. Esse exercício de compreensão, processamento e (re)produção, que é tão fundamental na consecutiva, também existe (ou deveria existir) na simultânea. Uma vez que a mensagem tenha sido  compreendida e digerida, ela poderá ser desverbalizada no idioma de chegada, gerando uma interpretação muito mais idiomática e natural.

Além disso, saber fazer consecutiva certamente virá a calhar em algum momento. Um belo dia talvez você olhe para o seu transmissor portátil e perceba que ele simplesmente não vai funcionar devido a alguma interferência… Nesse momento, haverá duas opções: virar para o cliente, dizer “infelizmente fui contratado para fazer simultânea e não faço consecutiva” e ir embora… ou subir no palco, mandar ver na consecutiva e salvar o evento.

Please note this presentation will be delivered in English.

Renato

Biografia

Renato Geraldes lecionou inglês durante 7 anos e foi examinador das provas de proficiência de Cambridge antes de entrar no mercado de interpretação. Graduado na Unibero em Letras – Tradutor e Intérprete e pós-graduado em Interpretação de Conferência pela Gama Filho-Estácio de Sá, é intérprete há 5 anos: 2 deles como funcionário do Aeroporto de Guarulhos e freelancer desde então. Suas principais áreas de conhecimento são saúde, agricultura e aviação.  É sócio-fundador da Lingua Franca Tradução e Interpretação.

LENITA ESTEVES

Biografia

Lenita Esteves é professora de teoria e prática de tradução na Faculdade de Letras da USP. Atua também como tradutora profissional, principalmente junto a editoras.

Titulo da Palestra

O Senhor dos Anéis e sua tradução para o português brasileiro

Resumo da Palestra


A palestra versará sobre o processo de tradução de O senhor dos anéis, de J. R. R. Tolkien para o português brasileiro, que aconteceu nos primeiros anos da década de 1990. Será dada ênfase especial à questão da tradução dos nomes próprios, que seguiu as recomendações deixadas pelo próprio autor.

LILIAN CRISTINA BARATA PEREIRA NASCIMENTO

Biografia

Professora de literatura hispanófona na Universidade Federal do Pará (Campus Universitário de Abaetetuba), com formação em Pedagogia e Letras (Português e Espanhol), e especialista em Literatura e suas interfaces; atualmente cursa o doutorado em Estudos da Tradução, na Universidade Federal de Santa Catarina. Participou da equipe de tradução de dos livros “Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo” e “Democracia e Universidade”, de José Saramago (conferencias proferidas em espanhol), pela EDUFPA, em 2013. Atualmente se dedica à tradução de Literatura Infanto-Juvenil da Pan-Amazônia.

Titulo da Palestra

LITERATURA INFANTIL E JUVENIL TRADUZIDA: POÉTICA DA AMAZÔNIA COMO POSSIBILIDADE E DIFICULDADE NO CAMPO DA TRADUÇÃO

Resumo da Palestra

Ao adentrar no campo da tradução de literatura infantil e juvenil da Amazônia, apareceram as primeiras possibilidades e dificuldades em torno dos conceitos de tradução, dos problemas que podem ser enfrentados por um tradutor iniciante e sobre como esses conceitos poderiam ser aplicados na tradução da poética de literatura infanto-juvenil. É o interesse dessa pesquisa traduzir e comentar a tradução das poéticas do imaginário amazônico presentes na literatura infantil e juvenil.

O objetivo geral analisa e identifica os problemas práticos de tradução presentes em contos e poesias, além de compreender as possibilidades para resolução dos mesmos problemas, considerando o aspecto cultural do conto, com imagens poéticas do imaginário Amazônico. Os objetivos específicos tratam de reconhecer como se dá o processo tradutório, identificar quais as ferramentas são necessários para se realizar uma tradução ética, poética e pensante, e como considerar o aspecto cultural da Amazônia considerando sua peculiar poética.

A metodologia desta pesquisa propõe três etapas: ao identificar as dificuldades que podem causar problemas no processo tradutório entre as duas línguas (espanhola e a portuguesa) respeitando o aspecto cultural; oferecer sugestões para a resolução desses problemas da tradução em questão; explicitar as decisões tomadas no processo de tradução com base nas teorias dos Estudos da tradução.

É nessa experiência do outro que reside a prática, não mais comum, mas refletida e ética, da tradução. E é na manutenção dessa experiência no produto de sua transformação que reside o sucesso do tradutor. Assim também o da crítica da tradução, que saberá recuperar os processos ideológicos que governaram autor e tradutor, descobrindo o um e o outro, sempre em relação. Esse assunto denso deve ser muitas vezes refletido pelo tradutor quando estiver traduzindo obras infantis, pois o seu público é um ser em formação, em todos os aspectos. Incutir valores, utilizar estereótipos ou esquemas mentais grosseiros da sociedade é uma violência para a formação da criança.

As estratégias postas para o acordo com a recontextualização de textos a través das fronteiras linguísticas e culturais, no caso desse trabalho, almejando conhecer seu próprio espaço, um universo de floresta, rios enormes, exuberância da flora e da fauna, um mundo de expressões culturais dos povos da floresta e povos da cidade, uma diversidade que até assusta, porque foge dos limites de nação, línguas nacionais e culturas locais. A Amazônia é também uma experiência poética!

LILIANA BARROS TAVARES

Biografia

Doutoranda em Comunicação - PPGCOM/UFPE; Audiodescritora; idealizadora e coordenadora do VerOuvindo: festival de filmes com acessibilidade comunicacional do Recife, projeto incentivado pelo Funcultura em sua 4ª edição; gestora da COM Acessibilidade Comunicacional e organizadora do livro Notas proêmias: acessibilidade comunicacional para produções culturais.

Titulo da Palestra

Audiodescrição: o processo de produção e de exibição no audiovisual

Resumo da Palestra

A obrigatoriedade da inserção da audiodescrição - AD - por uma das mais importantes patrocinadora do audiovisual no Brasil , a Ancine, gerou várias reações  entre os produtores e os exibidores, desde daqueles que ainda percebem essa modalidade de tradução apenas como uma despesa a mais no orçamento até aquelas que entendem que a AD é parte da obra e precisa ser tão caprichada quanto o filme.

Durante a nossa conversa, iremos ressaltar algumas contradições que estão presentes no mercado da produção e da exibição dessa modalidade de tradução intersemiótica (da imagem para a palavra, e algumas vezes, dos efeitos sonoros para a palavra); iremos discutir as correlações entre as atuações dos três profissionais audiodescritores: o roteirista, o consultor e o narrador, além das dependências com outros profissionais do audiovisual como o editor, por exemplo; e iremos também apresentar as formas de exibição da tradução audiovisual no cinema e na TV.

 

 

LÍVIA MARIA VILLELA DE MELLO MOTTA

Biografia

Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC de São Paulo, com parte de seu doutoramento feito na Universidade de Birmingham, Reino Unido. Trabalha como audiodescritora e professora de cursos de audiodescrição desde 2005. Coordenou o 1º Curso de Especialização em Audiodescrição pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Organizou com Paulo Romeu Filho o 1º livro brasileiro sobre o tema: AUDIODESCRIÇÃO: TRANSFORMANDO IMAGENS EM PALAVRAS e publicou recentemente o livro: AUDIODESCRIÇÃO NA ESCOLA: ABRINDO CAMINHOS PARA LEITURA DE MUNDO dirigido a professores, alunos de Curso de Pedagogia e outras licenciaturas, e audiodescritores em geral.

Titulo da Palestra

AUDIODESCRIÇÃO: TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA QUE TRANSFORMA IMAGENS EM PALAVRAS

Resumo da Palestra

A palestra objetiva apresentar a audiodescrição, recurso de acessibilidade comunicacional e modalidade de tradução audiovisual intersemiótica que transforma imagens em palavras, ampliando o entendimento e a experiência estética de pessoas com deficiência visual em todos os tipos de espetáculos, eventos, sejam eles acadêmicos, científicos, sociais ou religiosos, e produtos audiovisuais por meio de informação sonora. Os benefícios estendem-se também a outros públicos, tais como pessoas com deficiência intelectual, idosos e crianças, pessoas com dislexia, déficit de atenção e autistas. Abre possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar. 

LUCIANA HELENA BONANCIO

Biografia

A curitibana Luciana Bonancio é tradutora há vinte anos e intérprete há três, principalmente nas áreas de medicina, marketing, treinamento corporativo e, sua grande paixão, a literatura. Médica Veterinária pela UFPR, foi levada para as letras após morar nos EUA, onde começou sua carreira traduzindo artigos sobre saúde animal. É pós-graduada em Tradução pela PUC/PR, tem o Certificate of Proficiency in English da Universidade de Cambridge, Inglaterra e concluiu o curso de interpretação pela Versão Brasileira em 2015. Desde 2014 trabalha também com tradução editorial do português para o inglês, que será o assunto de sua palestra neste congresso.

Titulo da Palestra

Tradução literária para o inglês? May the force be with you.

Resumo da Palestra

Traduzir para qualquer língua que não fosse sua língua-mãe foi, por muitos anos, considerado um “pecado mortal”. Entretanto, por uma exigência do mercado, acabamos aceitando esse enorme desafio. O primeiro livro parecia impossível e a insegurança foi enorme, o segundo livro foi um pouco mais rápido e nos sentimos mais seguras para negociar com o cliente como seria a revisão, a partir do terceiro formamos uma equipe onde tradutores e revisores trabalham em sintonia durante todo o processo. O resultado tem sido bastante satisfatório e já estamos no sétimo livro. Nesta palestra, vamos mostrar quais foram as maiores dificuldades que enfrentamos e como conseguimos criar uma rotina de trabalho com técnicas de tradução, pesquisa e revisão.

Samantha Santos

Biografia

Nascida em Curitiba, formada em Letras-Inglês pela UFPR e pós-graduada em Tradução pela PUC-PR, Samantha Santos é professora de inglês, tradutora e revisora há quase 20 anos no par inglês-português. Na tradução, dedica-se especialmente às áreas de marketing, RH, treinamento corporativo e editorial. Perfeccionista e incansável nas pesquisas de terminologia, desde 2014 trabalha também com tradução editorial do português para o inglês, que será o assunto de sua palestra neste congresso.

LUIZ FERNANDO ALVES

Biografia

Luiz Fernando Alves (EN<>PTBR) é fã de narrativa e de uma história bem contada. Essa predileção o faz pender para o lado orgânico da tradução, sempre preferindo trabalhar com material criativo. A maior parte de sua experiência profissional está em legendagem, localização de games e transcriação, áreas pelas quais é apaixonado. Formado em Design Gráfico pela UFPR, depois de alguns anos seguiu o coração e largou tudo para ser tradutor em tempo integral.

Titulo da Palestra

Diz a Legenda - part deux

Resumo da Palestra

Esta sequência de Diz a Legenda fala sobre o mercado de legendagem no Brasil.

- Observaremos sua estrutura e sua evolução com o tempo, desde o cinema e a TV a cabo até o home video e streaming.

- Veremos o fenômeno do fansubbing e como ele ajudou a moldar mercado e profissionais desde os anos 80 até hoje.

- Testemunharemos erros clássicos, o dia a dia de um tradutor e As 8 Causas de uma Legenda Ruim (sendo só 1 culpa do tradutor). E, claro, falaremos sobre a postura profissional ética em relação aos colegas.

- Arregaçaremos as mangas com valores praticados, rendimento de trabalho, orçamento, primeiros passos e leituras recomendadas.

MARCELO GLENADEL LEAL

Biografia

Intérprete com ampla experiência em temas técnicos e científicos. Tradutor especializado em tradução jurídica e técnica. Professor de interpretação e tradução. 

Titulo da Palestra

A verdadeira utilidade do glossário

Resumo da Palestra

Glossários são uma parte fundamental da vida de intérpretes sérios e dedicados. Uma das funções menos compreendidas do glossário é a de servir como âncora para a compreensão do material original. Um estudo de glossário bem feito pode ajudar a aliviar a carga cognitiva do intérprete ao preparar a mente para receber as ideias e conceitos emitidos pelo palestrante. Vamos discutir sobre o quanto esta função do glossário pode ajudar no desempenho do intérprete e sobre como maximizar a sua utilidade.

MARCELO JOSÉ FASSINA

Biografia

Formado em Análise de Sistemas, estudante de Pós-Graduação em Tradução de Inglês, teve seu primeiro contato com revisão técnica e desde então apaixonou-se pela área, inciando sua carreira em tradução há 21 anos. Trabalhou como gerente de projetos, testador, tradutor e revisor nos pares inglês-português e espanhol-português. Há nove anos integra a equipe internacional de Pesquisa e Desenvolvimento da Lionbridge Techinologies, Inc., especialmente com ferramentas de qualidade e Tradução de Máquina (MT), para a qual desenvolve scripts e customiza o par inglês-português. Dirigente no Movimento Escoteiro, recebeu três prêmios por sua destacada atuação na educação de jovens.

Titulo da Palestra

Inteligência Artificial e a Tradução

Resumo da Palestra

Em busca de mais qualidade nas Traduções de Máquina (Machine Translation), cada vez mais empresas estão lançando mão da tecnologia de Inteligência Artificial aplicada à MT. Nesta palestra mostraremos algumas iniciativas no uso dessa tecnologia de ponta, faremos algumas comparações e discutiremos possíveis futuros do mercado de tradução.

MARIA DEL CARMEN PROPATO

Biografia

Marita Propato é Tradutora Literária e Técnico-Científica e Juramentada em inglês, matriculada no CTPCBA. Tem duas certificações outorgadas pela American Translators Association (ATA). É Presidenta da AATI e membro do conselho de FIT LatAm. Trabalha como tradutora, revisora e intérprete simultânea e consecutiva para multinacionais, fundações, universidades e instituições internacionais há mais de 25 anos, em uma variedade de campos de especialização técnica, científica, acadêmica, comercial, legal, social e artística. 

Titulo da Palestra

Inserção no trabalho profissional do tradutor e do intérprete. O papel das associações profissionais

Resumo da Palestra

As afiliações e credenciamentos profissionais servem para preencher outra linha no CV. E o trabalho voluntário em colaboração com comissões e comitês é outro valor agregado reconhecido pelo mercado. Para aqueles que se perguntam como uma afiliação profissional pode se traduzir em benefícios tangíveis, nesta sessão serão apresentadas algumas pistas para que cada um possa tirar suas conclusões.

·       Como o tradutor e intérprete independente pode encontrar o ponto meio justo entre coragem e precaução ao aceitar propostas de trabalho dos clientes?

·       Como os profissionais recém-formados podem obter a segurança e os credenciamentos que necessitam para cumprir sua função com eficiência, responsabilidade e profissionalismo?

·       Qual é a diferença entre afiliação, credenciamento e certificação profissional?

·       Que papel têm as associações profissionais em orientar os jovens tradutores e intérpretes que desejam ampliar suas áreas de especialidade e precisam de um fórum de troca de ideias com tradutores e intérpretes com maior experiência?

·       Como é possível reconciliar a ética e a prática no exercício diário da profissão?

Estas e outras perguntas serão abordadas durante a apresentação, onde serão comentadas ações concretas para elevar o nível profissional, melhorar a visibilidade da profissão, compartilhar conhecimentos e melhores práticas, e analisar o que as associações estão fazendo para dar o assessoramento que os sócios e usuários precisam.

MARÍLIA DE ARAÚJO CORREIA

Biografia

Marília Correia é advogada e Especialista em Metodologia da Tradução. É associada da ABRATES desde 2015. Trabalha com tradução há 3 anos e atualmente é Gerente de Projetos Sênior do Amara, um projeto voltado para acessibilidade e inclusão. Além disso, atua no mercado audiovisual traduzindo e revisando legendas. 

Titulo da Palestra

Amara: Uma Ferramenta de Legendagem e Modelo Colaborativo de Tradução

Resumo da Palestra

A ideia é introduzir os participantes no mundo da legendagem através do Amara, um modelo colaborativo de legendagem. O modelo colaborativo de tradução será apresentado como uma forma poderosa de alcançar uma maior audiência, permitindo que as pessoas participem da criação de legendas; e permitindo que tradutores ao redor do mundo trabalhem juntos.

 

Além disso, faremos uma demonstração do Editor do Amara, nossa ferramenta de legendagem que recebeu diversos prêmios; e daremos ideias de como tradutores podem fazer parte da comunidade de legendagem do Amara, seja através das nossas oportunidades voluntárias (como TED, Scientific American, e muitas outras); ou nossa equipe profissional de tradutores, o Amara On Demand.

 

Os palestrantes são todos tradutores do Amara e gerentes de projeto do Amara On Demand. Elas poderão contar com a presença do Diretor Executivo da PCF, Dean Jansen. A apresentação será informativa, divertida e interativa. Queremos encorajar uma audiência participativa -- indivíduos e organizações, interessados nesta área da tradução em constante crescimento.

 

Esperamos que o Amara seja selecionado para uma palestra. Queremos muito compartilhar nosso conhecimento, experiência e paixão pela legendagem.

 

Amara é parte da Participatory Culture Foundation (PCF), uma organização sem fins lucrativos dedicada a construir um mundo mais aberto e colaborativo. Amara.org, o nosso projeto emblemático, é essencialmente a Wikipedia para legendagem e tradução de vídeos. Foi fundado na ideia de que a internet deve ser um ambiente inclusivo, acessível e democrático; nós construímos uma plataforma para apoiar este ideal.

 

Trabalhamos com pessoas físicas e organizações (incluindo GitHub, Khan Academy, e centenas de outros) para remover as barreiras à comunicação e tornar a internet um lugar mais inclusivo. Embora tenha começado como uma plataforma de legendagem voluntária colaborativa, o Amara agora oferece oportunidades econômicas para cerca de 3.000 linguistas, a maioria dos quais são mulheres de todo o mundo e esperamos continuar oferecendo oportunidades para muitos outros.

 

Como uma organização sem fins lucrativos, os nossos objetivos e missão não mudaram muito, mesmo fazendo parte da economia digital. O que mudou é a nossa perspectiva sobre o que um ambiente de trabalho flexível, descentralizado e humanizado pode realizar. Cooperação e trabalho em equipe podem permitir que as pessoas atinjam novos patamares, tanto como indivíduos quanto como grupos; isso não é diferente na economia digital.


Nossa intenção é tornar o Amara um negócio sem fins lucrativos que constrói riquezas, incentiva a participação e promove prosperidade para todos. Se atingirmos nossos objetivos, esperamos que o Amara sirva de modelo para outras organizações.

Dean Jansen

Biografia

Dean Jansen is the co-founder of Amara, a project focused on accessibility, inclusion, and modeling a different kind of on-demand economy. In addition to his work at Amara, Dean is a fellow of the Berkman Klein Center at Harvard and an affiliate of the Data & Society Research Institute in New York.

Alice Dantas

Biografia

Alice Dantas é Bacharel em Direito e Especialista em Tradução e é associada da ABRATES há um ano. Trabalha com tradução desde 2009 e atualmente é Gerente de Projetos do Amara, um projeto voltado para a acessibilidade e inclusão. Também atua no mercado audiovisual traduzindo e revisando legendas.

Thais Barros

Biografia

Thais Barros é Gerente de Projetos do Amara e associada da ABRATES.

MARYAM ABDI

Biografia

Maryam Abdi is a court interpreter and the owner of Kosar Translations, a boutique firm offering Somali>English translations and cultural consulting services to legal and government sectors. She is the founder of Translators Academy, which provides information on marketing, sales, and career strategies for freelance translators. She has a bachelor’s degree in political science from the University of California, San Diego. She is a recipient of the Wiley M. Manuel Award for Pro Bono Legal Services, from the State Bar of California, for her volunteer work as an interpreter and translator for victims of human rights abuses.

Titulo da Palestra

Get More Clients: Growing Your Freelance Translation Business Through Referral Selling

Resumo da Palestra

People like doing business with people they’re familiar with, instead of strangers. Referrals are one of the most powerful sales tools for freelance translators. In this session, you’ll learn how to get more business by leveraging your network. You’ll get tested word-for-word referral scripts to get past clients and colleagues to vouch for you so you can get new clients faster. You’ll also learn how to optimize your referral system to bring in new clients, even when you’re not asking for them.

MIRIAM ANDREA MATÍAS MARTÍNEZ

Biografia

Finalista da licenciatura de Letras Portuguesas na Universidad Nacional Autónoma de México. Cursei a minha especialidade em tradução de português, mas também sou tradutora de inglês. Ainda sou tradutora em formação, porém o meu interesse principal é a tradução de literatura infantil e juvenil. Minha tese de licenciatura é uma tradução comentada que abrange esse tema.  

Titulo da Palestra

Como é a tradução da literatura infantil e juvenil em espanhol: uma analise de dois livros O abraço (Lygia Bojunga) e O meu pé de laranja lima (José Mauro de Vasconcelos)

Resumo da Palestra

Gostaria de apresentar um pequeno corpus de dois livros, O abraço de Lygia Bojunga Nunes e O meu pé de laranja lima de José Mauro de Vasconcelos, para fazer uma crítica da tradução feita do português ao espanhol. A minha proposta vai orientada a assinalar a forma em que é o espanhol em que estão traduzidas estas obras, mas também colocando questões sobre se os temas que tratam estes livros são suavizados ou se se faz alguma alteração que seja significativa para a história dos livros. Um dos eixos da minha apresentação vai orientado a analisar se existe uma “infantilização” da linguagem original em que estão escritos os livros ou não.

 

PAULO FERNANDO CAMPOS NORIEGA

Biografia

Paulo Noriega é tradutor do par de idiomas inglês-português especializado no campo de tradução para dublagem. Presta serviços de tradução para dublagem dos mais diversos gêneros para renomadas empresas do ramo, tanto do Rio de Janeiro quanto de São Paulo. Traduziu mais de 250 horas de produções audiovisuais e é autor do blog Traduzindo a dublagem, um dos primeiros blogs brasileiros dedicado a tradução para dublagem.

Titulo da Palestra

Os desafios da tradução para dublagem

Resumo da Palestra

O aumento da demanda por produções dubladas no Brasil nas últimas décadas aqueceu o mercado de tradução audiovisual e ampliou a busca por tradutores capacitados para atuarem na área. Visando uma maior conscientização para os possíveis aspirantes a tradutores para dublagem em relação ao que podem encontrar dentro dessa modalidade tradutória, a presente palestra visa expor de forma didática e simples os principais desafios enfrentados pelos tradutores desse ramo na execução de seu ofício, principalmente através de exemplos, vivências e experiências do palestrante.

Em um primeiro momento, após uma breve apresentação pessoal, serão abordados os três objetivos da vigente palestra: i) explorar a figura do profissional que atua no segmento da tradução para dublagem, ii) mostrar os desafios inerentes a execução de uma boa tradução para dublagem e os desafios relativos à rotina prática do profissional da área e iii) apresentar alguns dos principais impasses com os quais esses profissionais podem se deparar no momento da tradução de uma produção audiovisual.

 

Para alcançar o objetivo i, serão ditas as missões do tradutor para dublagem enquanto profissional, a partir de uma breve apresentação a respeito da prática e de suas principais ferramentas de trabalho, e será estabelecida uma discussão sobre o papel da subjetividade no ato tradutório. Em seguida, para alcançar o objetivo ii, serão apresentadas, com base na experiência do palestrante, os desafios inerentes a execução de uma tradução para dublagem e os relativos ao dia a dia de um profissional da área. Por fim, para atingir o objetivo iii, serão abordados os impasses mais comuns, os “pepinos” tradutórios que representam uma maior dificuldade para o tradutor/adaptador para dublagem, como censura, trocadilhos sonoros e adaptação de piadas.

RAFAEL CARLOS LIMA DA SILVA

Biografia

Licenciado em Pedagogia. Especialista em Língua Brasileira de Sinais.Professor do Magistério Superior (UNIFAL/MG). Militante na comunidade surda. Possui experiência na área de Educação, com ênfase em Língua Brasileira de Sinais.

Titulo da Palestra

LIBRAS: prerrogativas legais de uso e difusão.

Resumo da Palestra

Promulgada a Lei nº 10.436/2002 regulamentada pelo Decreto nº 5.626/2005, foi reconhecida a legitimidade da Língua Brasileira de Sinais-Libras. Para os fins de tal decretoconsidera-se pessoa surda aquela que, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Libras. Em busca de promover a acessibilidade dos sujeitos surdos a legislação dispõe que pelo menos, 5% (cinco por cento) entre servidores, funcionários e empregados das empresas concessionárias de serviços públicos e órgãos da administração pública devem ser capacitados para o uso e interpretação da Libras. A recente Lei nº 13.146/2015, em seu texto acrescenta que comunicação é a forma de interação dos cidadãos e abrange inclusive, a Libras. Logo, a presença de profissionais capacitados e/ou de Tradutor/Intérprete pode viabilizar uma comunicação mais eficaz para o devido acesso à informação. Este trabalho propõe-se investigar e apresentar como tem ocorrido a oferta dos serviços de tradução/interpretação de Libras-Língua Portuguesa por parte do Poder Público; abordando em seu objetivo entre aspectos teóricos e práticos qual a realidade vivenciada pelos surdos, quando há – ou não, a dispensa de atendimento em Língua Brasileira de Sinais.

*Libras. Tradução/Interpretação. Acessibilidade

Thais Magalhaes Abreu

Biografia

Sorda y militante, actualmente profesora de la Universidad Federal de Alfenas (UNIFAL / MG,BRASIL). Se graduó en Letras - Libras y el Diseño Gráfico. Posgrado en Lengua Brasileña de Señales. Cuenta con experiencia en el área de la Educación y Lingüística, actuando principalmente en los siguientes temas: Lengua Brasileña de Señales y Educación y Sordos.

RENATA CRISTINA COLASANTE

Biografia

É graduada em Licenciatura em Letras (hab. português/inglês) pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP) e Mestre em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela Universidade de São Paulo (USP). É doutoranda também pela Universidade de São Paulo, com projeto de pesquisa na área de tradução das cartas de Jane Austen. Atualmente é professora da Universidade Metodista de Piracicaba e Tradutora Pública e Intérprete Comercial pelo Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Letras, Literatura e Tradução, atuando principalmente nos seguintes temas: Jane Austen, leitura e literatura, epistolografia e tradução.

Titulo da Palestra

Tradução das Cartas de Jane Austen para o português brasileiro

Resumo da Palestra

O objetivo da palestra é apresentar ao público alvo um debate sobre a tradução de um gênero textual que vem ganhando importância dentro do cenário literário no mundo: cartas. Com características divergentes de outros gêneros e tipos textuais, a tradução de cartas levanta questões peculiares ao próprio gênero que exigem um trabalho profundo de pesquisa sobre as cartas e seu autor, seus conteúdos e do próprio gênero em si. A palestra visa compartilhar uma experiência tradutória, ao mesmo tempo em que aborda pressupostos teóricos que auxiliam o tradutor a superar as dificuldades impostas pelo gênero epistolar. 

RENATA HETMANEK DOS SANTOS

Biografia

Com formação em Jornalismo, Renata Hetmanek é tradutora/intérprete de inglês/português e está no terceiro ano do curso profissionalizante de teatro. Atua há 22 anos no mercado de tradução. É diretora da microempresa de tradução Academia das Palavras, fundada em 2006, em Cotia, no Estado de São Paulo. Renata entrou no teatro por diversão e descobriu, encantada, o quanto os exercícios feitos no curso podem contribuir para o trabalho de intérprete. 

Titulo da Palestra

Interpretação e teatro: o show tem que continuar

Resumo da Palestra

Interpretar não deixa de ser uma arte. Aliás, a mesma palavra – “interpretação” – é usada para designar as atividades de leitura e compreensão de texto (interpretação de texto / de leis), tradução oral (interpretação de conferência) e atuação no palco (interpretação cênica). Comecei a pensar em todos esses significados e correlações quando iniciei o curso de teatro. 

Com o tempo, a prática e a leitura de textos teóricos da área de teatro, fui vendo que existem várias intersecções entre a interpretação de conferência e a interpretação teatral. Vejamos, por exemplo, a questão da improvisação. No palco, o ator deve saber de cor todas as suas falas. Ele ensaia exaustivamente para que tudo flua corretamente. Porém, na hora “H”, pode dar o fatídico e temido “branco”. O que fazer nesse caso? Pode parecer dificílimo lidar com uma situação desse tipo, mas, pensando bem, é mais uma questão de preparo emocional do que técnico. Digo isso porque o ator ensaiou aquela mesma cena mil vezes. Ele não é um robô que fica repetindo frases feitas. Ele teve todo um trabalho de composição de personagem (voz, corpo, jeito de andar, modo de vestir) e entende exatamente o que se passa em cada cena. Ou seja, já houve um trabalho exaustivo de preparação para aquele momento da apresentação. Esquecer uma palavra ou outra não vai destruir a peça. Basta se concentrar e pensar na história como um todo, na cena como um todo: o que aquele personagem está fazendo? com quem? com que objetivo? O \"erro\" do ator não será tão grave se ele improvisar, partindo do pressuposto de que ele está preparado para atuar naquele momento. A mesma lógica se aplica ao intérprete. Ele teve o seu período de formação, estudou para o evento, pesquisou a terminologia, entendeu o que é para fazer naquele momento, mas de repente pode se deparar com uma situação inesperada em que será preciso improvisar. É um improviso \"controlado\". Já existem os elementos para que o trabalho flua bem. Afinal, o show tem que continuar. 

Outra questão que permite correlações entre a interpretação de conferência e o teatro é o que o dramaturgo Stanislavski chama de “comunhão” entre os atores. No teatro, os atores precisam buscar uma sintonia entre si para que o trabalho do grupo flua de maneira leve e harmoniosa. Na cabine de interpretação, essa questão é importantíssima. A começar pelo espaço exíguo que os intérpretes dividem o dia inteiro, às vezes por vários dias seguidos. Quando existe essa “comunhão” entre eles, isto é, afinidade, empatia, boa vontade, o trabalho flui muito melhor. Intérpretes em comunhão se ajudam, se corrigem com respeito, injetam ânimo um no outro quando estão cansados. 

Outros conceitos do teatro podem ser aplicados ao mundo da interpretação. Por exemplo: a presença de palco no caso de interpretação consecutiva; o aquecimento da voz para que ela seja clara e para a garganta não ficar dolorida; a questão do excesso de vaidade/ego inflado e como isso pode interferir no desempenho do grupo.

RENATO RAMALHO GERALDES

Biografia

Renato Geraldes lecionou inglês durante 7 anos e foi examinador das provas de proficiência de Cambridge antes de entrar no mercado de interpretação. Graduado na Unibero em Letras – Tradutor e Intérprete e pós-graduado em Interpretação de Conferência pela Gama Filho-Estácio de Sá, é intérprete há 5 anos: 2 deles como funcionário do Aeroporto de Guarulhos e freelancer desde então. Suas principais áreas de conhecimento são saúde, agricultura e aviação.  É sócio-fundador da Lingua Franca Tradução e Interpretação.

Titulo da Palestra

Consecutiva pra quê? Eu só faço simultânea!

Resumo da Palestra

Não é raro ouvir intérpretes dizerem que não fazem interpretação consecutiva e muitos fogem como o diabo da cruz da ideia de depender de papel, caneta e da boa e velha memória para trabalhar. Mas será que a essa modalidade é tão ruim assim? Não podemos aprender nada com ela?

 

O intuito desta palestra é elucidar como o exercício da interpretação consecutiva pode melhorar o desempenho do intérprete na cabine. Há várias habilidades desenvolvidas com a prática da consecutiva que podem ser transpostas para a simultânea: além de nos ensinar muito sobre sobre a nossa voz, postura, e autocontrole, aprendemos principalmente a analisar e compreender como o discurso funciona.

 

Na consecutiva, o intérprete não tem opção: ele tem de entender e digerir as informações para poder traduzir para o outro idioma. Esse exercício de compreensão, processamento e (re)produção, que é tão fundamental na consecutiva, também existe (ou deveria existir) na simultânea. Uma vez que a mensagem tenha sido compreendida e digerida, ela poderá ser desverbalizada no idioma de chegada, gerando uma interpretação muito mais idiomática e natural.

 

 

Além disso, saber fazer consecutiva certamente virá a calhar em algum momento. Um belo dia talvez você olhe para o seu transmissor portátil e perceba que ele simplesmente não vai funcionar devido a alguma interferência… Nesse momento, haverá duas opções: virar para o cliente, dizer “infelizmente fui contratado para fazer simultânea e não faço consecutiva” e ir embora… ou subir no palco, mandar ver na consecutiva e salvar o evento.

RITA CAMARGO

Biografia

Tradutora e intérprete desde 2008, nos idiomas português/inglês, com certificação plena em tradução e versão pela Associação Alumni. Sócia da TradCamargo Traduções, concentra seu trabalho na tradução jurídica, financeira e de business, tem certificação em International Legal English – ILEC – Cambridge English. Associada à ATA e à ABRATES. Dezoito anos de experiência nas áreas Administrativa e de Marketing de grandes empresas dos setores financeiro e industrial, formada em Administração, com ênfase em Marketing pela FAAP-Fundação Armando Álvares Penteado, foi empresária e sócia da GSC-Grupo de Serviços a Cartões de Crédito, empresa de tratamento e gestão de banco de dados.

Titulo da Palestra

“Pronto para marcar um gol com a bola oval?”

Resumo da Palestra

Você consegue imaginar um intérprete estrangeiro, que não entende lá muito bem do nosso futebol, dentro de uma cabine, numa simultânea, tendo de traduzir termos como “marcar um golaço”, “engolir frango” ou “ganhar no tapetão”? A gente se aflige só de pensar em estar no lugar do colega, não é mesmo? Então, agora, imagine você na mesma situação, sem entender muito de futebol americano, tendo de traduzir expressões que remetem a esse esporte, um dos favoritos, senão o predileto, dos Estados Unidos. Essas expressões povoam as apresentações em inglês e brotam a todo instante da boca de palestrantes estrangeiros. Ficou nervoso? Não precisa! Depois de assistir a esta palestra, você terá um ótimo game plan para tackle esses casos.

Nesta palestra, você terá uma explicação geral de como funciona o futebol americano no escopo da NFL, a National Football League. Começará a entender o desenho do campo, aprenderá as regras gerais, conhecerá os principais times, a composição das equipes, as estratégias básicas das jogadas, até chegar ao Super Bowl. Além disso, descobrirá um pouco sobre o College Football, o lado amador desse esporte, que é tão ou mais adorado pelos americanos quanto o futebol profissional. Conhecerá, também, um pouco sobre o Fantasy Football, um jogo que muitos adultos adoram, jogam e chegam a levar a sério demais.

Ao entender o funcionamento do esporte em si, você chegará ao objetivo mais importante da apresentação: conhecer as principais expressões em inglês associadas a ele e que são muito usadas como metáforas futebolísticas em exposições orais ou textos escritos em inglês sobre os mais diversos temas. Isso nos remeterá à outra meta da palestra, que é oferecer sugestões de termos ou soluções equivalentes para sua tradução em português adaptados à nossa cultura.

Pronto! Depois da palestra, você estará preparado para encarar a situação daquele nosso colega imaginário e, em vez de sofrer um fumble, vai marcar um touchdown!

ROBERTO CARLOS DE ASSIS

Biografia

Possui graduação em Letras/Inglês (1991), Mestrado (2004) e Doutorado (2009) em Linguística Aplicada, com concentração em Estudos da Tradução, pela UFMG; Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução – POSTRAD /UnB; Tradutor freelancer; Professor Adjunto e ex-coordenador do Curso de Bacharelado em Tradução (UFPB) e do Programa de Pós-Graduação em Letras – PPGL (UFPB); Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos – POSLIN (UFMG); Membro do corpo editorial das Revistas In-Traduções, Belas Infiéis, Domínios da Linguagem, entre outras. Atual Presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução - ABRAPT. 

Titulo da Palestra

Formação acadêmica do tradutor no Brasil: desenvolvimentos e vantagens

Resumo da Palestra

A tradução é mais uma daquelas atividades para as quais não é necessário apresentar diploma universitário para ingressar no mercado de trabalho. Frequentemente, entra-se na profissão com crenças como a de que basta saber uma língua estrangeira ou ter morado fora e que, com o apoio da Internet, é possível traduzir. A crença não é de todo falsa. É possível traduzir e até tornar-se um profissional, mas a que custo? Com qual qualidade? Com quais consequências para o cliente, para o mercado e para si próprio? Nesta apresentação ofereceremos um panorama da formação de tradutores no Brasil focalizando i) o desenvolvimento do campo disciplinar dos Estudos da Tradução; ii) as vantagens de ter uma formação acadêmica como bacharel, mestre ou doutor em Tradução;  e iii) as universidades públicas onde os cursos estão disponíveis. Para além dos comentários sobre a Tradução, os Estudos da Tradução vêm se consolidando como campo disciplinar a partir da década de 1990, com fortes impactos para a formação do tradutor. Entre as vantagens imediatas que serão abordadas, podemos citar o desenvolvimento de metalinguagem para dialogar com os pares e para argumentar com clientes; o aumento da confiança sobre escolhas tradutórias; a capacidade de justificar suas escolhas para além do “porque soa melhor”; a valorização da profissão, etc.. Na graduação ou na pós-graduação, os cursos são oferecidos, nas universidades públicas, de norte a sul, vinculados aos cursos de Letras ou, mais recentemente, como cursos autônomos, com concentração na Tradução desde os estágios iniciais.

Marta Pragana Dantas

Biografia

Professora Associada do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas da Universidade Federal da Paraíba e do Programa de Pós-Graduação em Letras da mesma instituição. Possui Mestrado (1993) em Teoria da Literatura pela UFPE, Doutorado (2004) em Literatura Francesa pela Universidade Sorbonne Nouvelle-Paris III (França) e Pós-Doutorado em Sociologia da Tradução (2014-2015) no Centro Europeu de Sociologia e Ciência Política da École des Hautes Études en Sciences Sociales (França). É membro do corpo editorial das revistas Graphos, Letras raras e Cadernos de Literatura em Tradução. Atual vice-presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução (ABRAPT).

Germana Henriques Pereira

Biografia

Possui mestrado (1998) e doutorado (2004) em Literatura, pela UnB; Pós-Doutorado na Université Rennes II - Haute Bretagne, UHB, França (2006-2007) e na Université de Montreal, UdeM, Canadá (2013). É Professora Associada, Diretora da Editora UnB, Editora-Chefe da Revista Belas Infiéis e Ex-Coordenadora do POSTRAD – Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UnB; É organizadora da Coleção Estudos da Tradução da Editora Pontes e Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução - ABRAPT. Atua principalmente nos seguintes temas: tradução literária, tradução, história da tradução no Brasil, literatura brasileira e literatura comparada.

ROSILDA DOS SANTOS

Biografia

Formada em Psicologia e Pós Graduada em Tradução e Interpretação Língua Sinais - Língua Portuguesa. Tradutora e Intérprete de LIBRAS há cinco anos atuando em várias esferas e junto a comunidade surda. Atualmente, trabalhando em uma central de interpretação de Libras com tradução por vídeo chamada e em área educacional.

Titulo da Palestra

Tradução em Língua Brasileira de sinais por videoconferência: possibilidades e desafios

Resumo da Palestra

A partir da lei 10098/2000 a acessibilidade tem sido tema de diversas discussões e preocupações cada vez mais presente em nossa sociedade. No caso, especificamente, da pessoa surda esta acessibilidade acontece a partir de uma língua de modalidade visual espacial que foi reconhecida através da lei 10436/2002 e que se materializa na figura do Tradutor intérprete de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). A maioria dos trabalhos deste profissional acontece de forma presencial, porém, na atualidade com os avanços tecnológicos em todas áreas, a relação das pessoas com essa tecnologia e principalmente da comunidade surda que tem cada vez mais se empoderado através desse uso, a questão que fica é: Será que este serviço precisa necessariamente ser feito presencialmente? Quais os limites para este tipo de trabalho? Atualmente, há em SP alguns serviços de tradução em LIBRAS por videoconferência. O objetivo desta palestra é discutir aspectos da tradução neste tipo de serviço, apresentar os desafios para o tradutor intérprete no processo tradutório nesse contexto, estratégias, conquistas, escolhas, experiências vivenciadas no trabalho, relação do sujeito surdo com o serviço, pesquisas feitas na área e benefícios para a comunidade surda.

ROSSANA DA CUNHA SILVA

Biografia

Rossana Cunha é bacharel em Ciência da Computação (Universidade Federal do Pará, Brasil), licenciada em Inglês e possui mestrado em Estudos de Tradução (Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil). Ela é consultora na área de informática e tradutora freelance. Suas principais áreas de interesse e pesquisa incluem tecnologias de tradução, usabilidade, ergonomia cognitiva, linguística computacional, formação de tradutores e engenharia de software.

Titulo da Palestra

Fatores Humanos em direção aos Estudos de Tradução: resultados da integração de métodos de usabilidade, ergonomia e tecnologias de tradução.

Resumo da Palestra

 

A aplicação industrial de avaliações de Ergonomia e Usabilidade tende a superar a acadêmica, particularmente na área de Estudos de Tradução. No entanto, algumas perguntas permanecem sem resposta, especialmente no que diz respeito ao impacto de ferramentas não analisadas para os usuários da tradução, ou o que podemos dizer sobre a experiência do usuário. Devido à confidencialidade da indústria de tradução e à competitividade do setor, apenas os envolvidos estão cientes dos resultados e avanços desse tipo de análise. O objetivo deste estudo é diminuir essa lacuna entre as tecnologias de tradução, ergonomia e usabilidade, apresentando exemplos da metodologia utilizada na área e como se dá a relação entre os usuários e esse tipo de software. Com esta motivação em mente, os resultados de dois estudos recentes, ou seja, análises de duas ferramentas CAT para a web e de um programa com base em corpus, serão utilizados como exemplos da aplicação de alguns métodos existentes (como heurísticas, avaliação ergonômica por lista de verificação) na área de Usabilidade. Além disso, os resultados da pesquisa serão apresentados para salientar as informações sobre a perspectiva do usuário (pesquisador, tradutor ou aluno da área de Estudos de Tradução), abordando os recursos de usabilidade e ergonomia. A intenção é apresentar informações relevantes sobre os usuários, considerando como eles pensam e, em seguida, propor maneiras de alcançar uma melhor experiência do usuário. Ambos estudos indicaram que aqueles envolvidos na área de Estudos de Tradução tendem a considerar a usabilidade e a ergonomia como uma preocupação secundária. É possível repensar sobre a aplicação de técnicas de ergonomia e usabilidade, incluindo a experiência do usuário no processo? Pesquisas adicionais são necessárias, mas há indícios de que o emprego de metodologias de ergonomia e usabilidade no processo de tradução assistida por computador venha a melhorar a interação dos usuários com este tipo específico de software.

TANIA REGINA GOMES ALISSON

Biografia

Tradutora/Intérprete de Libras: Mediadora do aprendizado, curso de PMK, Faculdade Unip. Analista de treinamento em Libras: Trabalho ativamente na inclusão de colaboradores surdos , no contexto social e principalmente no desenvolvimento profissional. O ponto mais importante é a TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO de documentos, normas e procedimentos que permitem uma trilha de carreira para este publico, ManpowerGroup Brasil Professora de Libras :  Elaboração de material didatico e apostilas. Participação em feiras,  trabalhos voluntários em associações de surdos, workshops, palestras e eventos. Estar próxima dos surdos e suas famílias me propiciou experiência necessária para atuar em projetos de inclusão.

Titulo da Palestra

Tradução intralingual de documentos para surdos no âmbito profissional

Resumo da Palestra

Muito se sabe sobre a contratação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho por meio da lei de cotas, mas pouco se fala como a inclusão e a acessibilidade se efetivam internamente nessas empresas.

No caso dos surdos, a maioria têm dificuldade com a leitura e escrita da língua portuguesa, já que, esta é sua segunda língua e o uso da Libras exerce forte influência em sua produção escrita, principalmente nos níveis sintático e semântico.

O objetivo deste trabalho é apresentar teorias, técnicas e exemplos práticos de adaptação linguística de documentos (treinamentos, formulários e avisos) para surdos dentro de uma grande empresa, mostrar um panorama sobre a contratação de surdos no mercado de trabalho e suas necessidades comunicacionais no âmbito profissional.

Para tanto, nosso trabalho está fundamentado na teoria de Tradução intralingual, conceituada por Roman Jakobson.

A técnica utilizada para adaptar os documentos, em geral, é o uso de glosas, explorando a variação diastrática da língua portuguesa. Buscamos por termos sinônimos mais simples e usuais para contextualizar os textos para facilitar o entendimento dos surdos.

Nosso trabalho irá apresentar alguns aspectos da comunicação desses surdos em uma indústria de grande porte, trazendo exemplos práticos de avisos que foram adaptados considerando a realidade linguística destes colaboradores.

 

O projeto visa promover a integração dos funcionários em todas as atividades laborais, e com essa interação podemos perceber a mudança da autoestima desses colaboradores que além da melhora de desempenho, podem fazer seu plano de carreira e buscar desenvolvimento profissional proporcionando realização pessoal.

TRACY SMITH MIYAKE

Biografia

Tracy Smith Miyake é natural de Nova York, formada pela Cornell University e morando em Curitiba desde 2007. Traduz do português para o inglês em saúde e nas ciências, particularmente assuntos ligados a produção agrícola e florestal brasileira. Trabalha com revisão e controle de qualidade junto com editoras internacionais. Quando não está traduzindo, Tracy está na horta com as plantas xodós.

Titulo da Palestra

Revisão de inglês no Brasil: panorama e perspectivas

Resumo da Palestra

Uma tradução bem-feita precisa não apenas de conhecimento do conteúdo, mas de estruturas linguísticas corretas e naturais na língua de chegada. Traduções para o idioma B representam um desafio especial para tradutores (nesse caso, tradução do português para o inglês), e revisão terceirizada pode ser uma estratégia boa para alcançar mais qualidade e ganhar novos clientes. Nessa palestra descrevarei o processo e as vantagens de revisão para tradutores que almejam melhor qualidade no trabalho e apresentarei os achados de uma pesquisa feita em 2016 entre revisores, clientes, e tradutores sobre revisão de inglês. Esta foi inspirada no enquete feito pela IAPTI em 2015 sobre tradução não-nativa, e objetivou a descoberta de informações sobre quem está revisando inglês no Brasil (de textos traduzidos ou até escritos por clientes em inglês), porque clientes utilizam revisores (ou não utilizam, se for o caso), e porque tradutores fazem ou escolhem não fazer trabalho de revisão. Com esses achados, prodemos propor estratégias tanto para iniciantes querendo entrar nesse mercado quanto revisores profissionais divulgando o trabalho do setor em nosso pais. Também descreverei as primeiras etapas no desenvolvimento de uma comunidade professional entre esse grupo em prol de aprimoramento e apoio, benefíciando revisores, tradutores, e nossos clientes. 

VAL IVONICA

Biografia

Tradutora técnica, atua principalmente nas áreas química, farmacêutica e de localização. Geek assumida, busca continuamente novas ferramentas, alternativas para aumentar a produtividade e soluções para os problemas enfrentados pelo tradutor em seu dia a dia. Usuária de várias CAT Tools, hoje trabalha principalmente com MemoQ. Mantém um site, Tradução via Val, no qual publica dicas e novidades para tradutores.

Titulo da Palestra

Como ganhar mais traduzindo

Resumo da Palestra

Aumentar seus preços não é a única forma de o tradutor ganhar mais ao traduzir. Pequenos ajustes na rotina podem aumentar muito a produtividade – e a renda – do profissional. 

VINICIUS NASCIMENTO

Biografia

Doutor e Mestre em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Bacharel em Fonoaudiologia pela mesma instituição. Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) no curso de Bacharelado em Tradução e Interpretação em Libras e Língua Portuguesa. Diretor Regional Sudeste da Federação Brasileira das Associações de Profissionais Tradutores, Intérpretes e Guias-Intérpretes da Língua de Sinais (FEBRAPILS). Tradutor e Intérprete de Libras e Língua Portuguesa com experiência na esfera educacional, na de conferências e na comunitária. 

Titulo da Palestra

INTERPRETAÇÃO DE CONFERÊNCIAS: CONVERGÊNCIAS E DIFERENÇAS NA ATUAÇÃO DE INTÉRPRETES DE LÍNGUAS DE SINAIS E DE LÍNGUAS ORAIS NA CABINE

Resumo da Palestra

A interpretação interlíngue pode ser definida como uma prática discursiva de dimensão enunciativa que promove a comunicação entre falantes de comunidades diferentes em situações de interação face-a-face. São diversos os contextos em que a atuação de um intérprete é demandada: desde a esfera do cotidiano, em contextos comunitários, que é marcado, dentre outros aspectos, pela bidirecionalidade (mobilização das duas línguas) devido as características dialogais de alguns gêneros que são aí mobilizados até às mais complexas como as conferências que, a depender do contexto, pode demandar do intérprete a atuação em apenas uma direção linguística. Neste último contexto, há grande recorrência e conhecimento sobre a atuação de intérpretes de línguas orais (ILOs), em especial do inglês, que por questões históricas e políticas possuem protagonismo de atuação nas chamadas cabines. Entretanto, com o advento das políticas sociais e inclusivas envolvendo a população usuária da língua de sinais a atuação de intérpretes de conferências em cabines deixou de ser uma prática exclusiva dos profissionais que atuam com línguas orais. Com a promoção legal da língua brasileira de sinais (Libras) pela lei 10.436/02 como meio de comunicação e expressão de comunidades surdas oriundas de diferentes regiões do Brasil, com o aumento da formação de tradutores e de intérpretes desta língua em contextos formais e acadêmicos e com o recorrente aumento de discursos em Libras sendo promovidos por surdos e ouvintes nesses contextos, os intérpretes de língua de sinais (ILSs) já podem compartilhar algumas experiências de atuação em cabines em conferências, sobretudo, acadêmicas. Neste trabalho, apresentaremos as diferenças e similitudes entre a atuação de ILSs e ILOs em conferências nas cabines a partir da atuação de ILSs em uma conferência acadêmica realizada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A atuação de ILSs em conferências é costumeiramente marcada por: (i) produção da interpretação por meio do posicionamento à frente do palco para que se possa ver o sinalizante; (ii) pela atuação de um intérprete de apoio bem próximo ao de turno; (iii) pela produção do discurso em língua-alvo (LA) em um microfone; e (iv) pela veiculação do discurso interpretado para todos os participantes do evento, ou seja, para os que precisam e para os que não precisam do serviço de intepretação. Com a cabine, a atuação de ILSs assemelha-se, do ponto de vista da recepção, a de ILOs oferecendo ao público a opção de escolher ou não acompanhar os discursos pela interpretação. Entretanto, as diferenças entre a atuação dos dois grupos se dá, basicamente, pelo acesso ao discurso produzido em língua-fonte (LF): enquanto os ILOs acessam os enunciados por fones de ouvido, os ILSs precisam visualizar os sinalizantes implicando, dentre outros aspectos, remanejamento das formas do trabalho em equipe (em especial da atuação do intérprete de apoio). Esperamos, nessa apresentação promover uma aproximação conceitual, prática e laboral entre a atuação de ILSs e de ILOs mostrando que na atuação desses dois grupos existem mais semelhanças que diferenças. 

Tiago Coimbra Nogueira

Biografia

Mestre em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Bacharel em Letras Libras pela mesma instituição. Professor do Departamento de Línguas Modernas do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul no curso de Bacharelado em Letras, habilitação em tradução e interpretação de Libras-Português. Diretor de Articulação Política da Federação Brasileira das Associações de Profissionais Tradutores, Intérpretes e Guias-Intérpretes da Língua de Sinais (FEBRAPILS). Tradutor e Intérprete de Libras e Língua Portuguesa com experiência em conferências e na interpretação comunitária.